{"id":9030,"date":"2017-08-25T14:23:03","date_gmt":"2017-08-25T14:23:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/?p=9030"},"modified":"2020-09-21T20:21:38","modified_gmt":"2020-09-21T20:21:38","slug":"contribuicao-previdenciaria-dos-aposentados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/contribuicao-previdenciaria-dos-aposentados\/","title":{"rendered":"Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria dos aposentados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">N\u00ba 04\u00a0\u2013 25\/08\/2017<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>CONTRIBUI\u00c7\u00c3O PREVIDENCI\u00c1RIA DOS\u00a0<\/strong><strong>APOSENTADOS<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prezado Associado,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segue abaixo o\u00a0posicionamento\u00a0do Dr. Ademar Cypriano &#8211; Advogado da\u00a0ADCAP, a respeito da reportagem veiculada noticiando uma senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia, que determinava ao INSS a n\u00e3o cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria daqueles que j\u00e1 estavam aposentados e retornaram ao mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o Nacional da ADCAP.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Primeiramente, esclare\u00e7o que se trata de uma senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia, que ainda enfrentar\u00e1 recurso ao Tribunal Regional Federal respectivo, depois, provavelmente, ainda passar\u00e1 pela an\u00e1lise do STJ e, por fim, do STF.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>N\u00e3o acredito que a senten\u00e7a seja mantida, especialmente pelo fato de que o pedido de a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria paga pelos trabalhadores j\u00e1 aposentados foi analisado pelo STF quando do julgamento da quest\u00e3o da desaposenta\u00e7\u00e3o (RREE 661.256 e 381.367).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nesse julgamento, que considerou ser invi\u00e1vel o rec\u00e1lculo de aposentadoria por desaposenta\u00e7\u00e3o sem previs\u00e3o em lei, os Ministros do STF tiveram a oportunidade de se manifestar a respeito dos fundamentos constitucionais do regime geral de previd\u00eancia social. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em seu voto no RE 661.256, o relator, Min. Lu\u00eds Roberto Barroso, consignou que um desses fundamentos \u00e9 o princ\u00edpio da solidariedade. O ministro afirmou que uma das principais fun\u00e7\u00f5es do sistema de seguridade social \u2013 resguardar a dignidade humana \u2013 pode ser extra\u00edda do fato de que &#8221; a seguridade deve ser custeada por toda a sociedade, e n\u00e3o apenas pelos seus benefici\u00e1rios imediatos&#8221;, de tal sorte que &#8220;[d]e forma particular, n\u00e3o se extrai da ordem constitucional a exig\u00eancia de que haja correla\u00e7\u00e3o estrita entre os aportes dos segurados e as presta\u00e7\u00f5es que receber\u00e3o futuramente&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dessa forma, pretender a paralisa\u00e7\u00e3o do pagamento ou a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria aos trabalhadores aposentados em raz\u00e3o de as novas contribui\u00e7\u00f5es n\u00e3o reverterem em benef\u00edcio do empregado j\u00e1 aposentado seria contradit\u00f3rio \u00e0 compreens\u00e3o do tema decidido pelo STF naquele julgamento, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 que se falar, segundo a Corte, em uma correspectividade entre o pagamento daquelas contribui\u00e7\u00f5es e a efetiva frui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios do sistema de seguridade social.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Assim, acredito que, embora tenha havido \u00eaxito dos aposentados na primeira inst\u00e2ncia, ao final, o pedido deles, segundo entendemos, n\u00e3o dever\u00e1 ser acolhido.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dr. Ademar\u00a0Cypriano<\/strong><strong><br \/>\nCypriano Advogados<\/strong><br \/>\nSCN Quadra 02 Bloco D &#8211; Centro Empresarial Liberty Mall &#8211; Torre A Salas 801\/803<br \/>\nBras\u00edlia Distrito Federal CEP 70712-903<br \/>\n(61) 3037 7606<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.cya.adv.br\">www.cya.adv.br<\/a><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong><u>VEJA AINDA<\/u><\/strong><\/h1>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Dar aumento no mesmo valor para todos os\u00a0servidores fere isonomia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">17 de agosto de 2017<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aumentar os sal\u00e1rios de todos os servidores pelo mesmo valor fere o princ\u00edpio da isonomia, j\u00e1 que quem ganha menos ter\u00e1 um aumento percentual maior. Com esse entendimento, a 5\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o munic\u00edpio de Itatiba (SP) a pagar diferen\u00e7as salariais a uma empregada p\u00fablica por ter aplicado reajustes em valor \u00fanico para todos os servidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a turma, a conduta violou o princ\u00edpio da isonomia na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, descrito no artigo 37, inciso X, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, segundo o qual a remunera\u00e7\u00e3o dos servidores \u00e9 fixada por lei espec\u00edfica e sem distin\u00e7\u00e3o de \u00edndices de reajuste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educadora de creche, a empregada alegou que o munic\u00edpio violou a norma ao reajustar os sal\u00e1rios em R$ 200 e R$ 150, mediante duas leis editadas em 2007 e 2009, respectivamente. A aplica\u00e7\u00e3o de valores fixos teria, segundo ela, resultado em aumento mais expressivo para os servidores de menor remunera\u00e7\u00e3o, gerando disparidades salariais e preju\u00edzos aos servidores de maior sal\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ju\u00edzo da Vara do Trabalho de Itatiba (SP) deferiu o pedido da educadora, com reflexos em outras parcelas trabalhistas. A decis\u00e3o, no entanto, foi reformada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (Campinas-SP), para quem os valores concedidos dizem respeito a aumento real discricion\u00e1rio, e n\u00e3o se confundem com o reajuste anual geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revis\u00e3o geral<\/strong><br \/>\nPara o relator do processo no TST, ministro Caputo Bastos, tratou-se, sim, de revis\u00e3o geral anual em valores fixos, em desacordo com a norma que imp\u00f5e identidade de \u00edndices.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO munic\u00edpio de Itatiba, ao estabelecer o pagamento de quantia fixa a t\u00edtulo de recomposi\u00e7\u00e3o salarial, concedeu reajustes diferenciados, pois, ao contemplar servidores que possu\u00edam remunera\u00e7\u00e3o distinta com o mesmo valor fixo, acabou utilizando irregularmente \u00edndices de reajuste diversos\u201d, concluiu o ministro. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Processo RR-1486-14.2012.5.15.0145.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00ba 04\u00a0\u2013 25\/08\/2017 CONTRIBUI\u00c7\u00c3O PREVIDENCI\u00c1RIA DOS\u00a0APOSENTADOS Prezado Associado, Segue abaixo o\u00a0posicionamento\u00a0do Dr. Ademar Cypriano &#8211; Advogado da\u00a0ADCAP, a respeito da reportagem veiculada noticiando uma senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia, que determinava&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[150],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9030"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9030"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9030\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}