{"id":8554,"date":"2017-05-18T19:55:51","date_gmt":"2017-05-18T19:55:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/?p=8554"},"modified":"2017-05-18T19:55:51","modified_gmt":"2017-05-18T19:55:51","slug":"adcap-net-18052017-enquanto-outras-estatais-se-recuperam-correios-ficam-para-tras-veja-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/adcap-net-18052017-enquanto-outras-estatais-se-recuperam-correios-ficam-para-tras-veja-mais\/","title":{"rendered":"Adcap Net 18\/05\/2017 &#8211; Enquanto outras estatais se recuperam, Correios ficam para tr\u00e1s &#8211; Veja mais!"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\">Enquanto outras estatais se recuperam, Correios ficam para tr\u00e1s<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exame<br \/>\n17 maio 2017<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passado um ano de governo de Michel Temer, \u00e9 ineg\u00e1vel que houve avan\u00e7os na economia: a infla\u00e7\u00e3o recuou para a meta do Banco Central, a taxa de juro est\u00e1 caindo e a recess\u00e3o come\u00e7a a ceder. Entra na mesma lista a revers\u00e3o do quadro problem\u00e1tico em que se encontravam as principais empresas estatais federais. A reviravolta mais not\u00e1vel \u00e9 a da Petrobras. Eletrobras, Banco do Brasil e BNDES tamb\u00e9m passam por reorienta\u00e7\u00f5es conduzidas por profissionais respeitados. Em todos esses casos, o que se v\u00ea \u00e9 uma sintonia com o comando econ\u00f4mico do governo. Mas h\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o no plano das grandes estatais: a Empresa Brasileira de <strong>Correios<\/strong> e Tel\u00e9grafos. Mais conhecida como Correios, ela enfrenta a pior crise financeira de sua hist\u00f3ria recente. Se n\u00e3o houver uma melhora sens\u00edvel na situa\u00e7\u00e3o, 2017 ser\u00e1 o quinto ano seguido de preju\u00edzo \u2014 mesmo com os Correios tendo o monop\u00f3lio do mercado em boa parte dos servi\u00e7os que presta. No primeiro bimestre, a empresa perdeu estimados 500 milh\u00f5es de reais. Desde 2013, o preju\u00edzo acumulado \u00e9 da ordem de 4,4 bilh\u00f5es. O problema, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de balan\u00e7o. Mais preocupante ainda \u00e9 o fato de a empresa ser gerida no velho esquema em que o interesse pol\u00edtico fala mais alto \u2014 sem contar os esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o que rondam sua gest\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente dos Correios costuma ser escolhido pelo ministro das Comunica\u00e7\u00f5es, pasta \u00e0 qual a empresa est\u00e1 vinculada. Quando Paulo Bernardo e Ricardo Berzoini, ambos do PT, estavam nas Comunica\u00e7\u00f5es, de 2011 a 2015, o escolhido foi o sindicalista Wagner Oliveira. Segundo a central sindical Conlutas, desde 2003 ingressaram nos quadros da companhia cerca de 700 sindicalistas, e 16 das 28 diretorias regionais eram comandadas por filiados ao PT. J\u00e1 na gest\u00e3o de Andr\u00e9 Figueiredo, ministro das Comunica\u00e7\u00f5es pelo PDT de outubro de 2015 a maio de 2016, o presidente dos Correios foi Giovanni Queiroz, do mesmo partido. O atual presidente, Guilherme Campos, ex-deputado federal (DEM-SP), era presidente do PSD, partido do ministro das Comunica\u00e7\u00f5es de Temer, Gilberto Kassab. Campos foi nomeado por Kassab 21 dias antes da aprova\u00e7\u00e3o da Lei das Estatais, que impede que pessoas que participaram da diretoria de partidos pol\u00edticos ou da organiza\u00e7\u00e3o de campanhas eleitorais nos 36 meses anteriores \u00e0 indica\u00e7\u00e3o assumam a dire\u00e7\u00e3o de estatais. \u201cNuma empresa p\u00fablica, quem est\u00e1 no exerc\u00edcio do poder tem o direito de fazer a indica\u00e7\u00e3o de quem acha mais capacitado\u201d, diz Campos. \u201cVamos acabar com as indica\u00e7\u00f5es? Vamos privatizar a empresa, ent\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>O aparelhamento se espalha por outros cargos. As oito vice-presid\u00eancias dos Correios est\u00e3o ocupadas por apadrinhados de PDT, PSD, PTB e PMDB. Veja o caso de Darlene Pereira, vice-presidente de Encomendas. Ela \u00e9 irm\u00e3 do senador Telm\u00e1rio Mota (PTB-RR), que ficou conhecido ao mudar de \u00faltima hora o voto a favor do impedimento da presidente Dilma. Segundo o senador, ele n\u00e3o influenciou a escolha e a irm\u00e3 tem curr\u00edculo para o cargo \u2014 administradora, ela antes era auditora na estatal CEB, distribuidora de energia de Bras\u00edlia. N\u00e3o \u00e9 a opini\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais dos Correios, que em outubro ajuizou uma a\u00e7\u00e3o pedindo a sa\u00edda de seis vice-presidentes por n\u00e3o atenderem \u00e0 Lei das Estatais, entre eles Darlene. A empresa recorreu, o afastamento foi revertido em 48 horas e, posteriormente, comiss\u00f5es t\u00e9cnicas nos Correios e no minist\u00e9rio mantiveram os executivos. \u201cAlgumas avalia\u00e7\u00f5es para aprovar a diretoria foram generosas demais\u201d, diz Marcos C\u00e9sar Silva, representante dos trabalhadores no conselho de administra\u00e7\u00e3o dos Correios que votou contra os candidatos. A a\u00e7\u00e3o civil da associa\u00e7\u00e3o aguarda julgamento. Enquanto isso, os vice-presidentes puderam voltar \u00e0 rotina e escolher dois assessores especiais cada um. A posi\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi considerada inconstitucional pela Justi\u00e7a do Trabalho. Os Correios s\u00f3 poder\u00e3o mant\u00ea-los at\u00e9 2018 por for\u00e7a de um termo de compromisso firmado com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho.<\/p>\n<p>Na tentativa de resolver a situa\u00e7\u00e3o financeira, a atual diretoria dos Correios adotou um plano de corte de gastos. A meta \u00e9 fechar at\u00e9 350 das 6 470 ag\u00eancias postais e cortar o quadro de 117\u2009400 funcion\u00e1rios da maior empregadora do pa\u00eds. Um plano de demiss\u00e3o incentivada, criado no ano passado, teve a ades\u00e3o de 5\u2009500 servidores \u2014 abaixo dos 8\u2009000 esperados e, por isso, um novo plano pode ser lan\u00e7ado. \u201cCom essas medidas, o resultado deste ano n\u00e3o ser\u00e1 positivo, mas acredito que haver\u00e1 melhora sobre 2016\u201d, diz Fernando Antonio Ribeiro Soares, conselheiro dos Correios e secret\u00e1rio de Coordena\u00e7\u00e3o das Estatais no Minist\u00e9rio do Planejamento. \u00c9 um ritmo mais demorado do que o de outras estatais. De 2015 para 2016, a Eletrobras reverteu seu preju\u00edzo em lucro e a Petrobras reduziu as perdas \u2014 no primeiro trimestre deste ano, voltou a ter lucro.<\/p>\n<p>Algumas decis\u00f5es de neg\u00f3cio t\u00eam causado estranheza. No fim de 2016, por exemplo, os Correios decidiram suspender o e-Sedex, servi\u00e7o de entrega oferecido para o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico. A justificativa era que ele dava preju\u00edzo \u2014 EXAME pediu o valor, mas a empresa n\u00e3o revelou, com a justificativa de ser essa uma informa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Franquias Postais obteve na Justi\u00e7a, em dezembro, uma liminar para suas associadas continuarem a oferecer o produto. Em m\u00e9dia, um ter\u00e7o da receita das 1\u2009002 franquias dos Correios prov\u00e9m do e-Sedex. \u201cO com\u00e9rcio eletr\u00f4nico \u00e9 um dos principais setores de expans\u00e3o para as encomendas e descontinuar um produto dessa maneira, sem uma alternativa, \u00e9 um erro grav\u00edssimo de estrat\u00e9gia\u201d, diz um ex-diretor dos Correios que preferiu n\u00e3o ser identificado.<\/p>\n<p>Sob suspeita<br \/>\nCom pouca transpar\u00eancia, influ\u00eancia pol\u00edtica e m\u00e1 gest\u00e3o, os Correios t\u00eam sido um dos palcos preferenciais da corrup\u00e7\u00e3o. No primeiro governo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, em 2005, a descoberta de pagamento de propina em licita\u00e7\u00f5es dos Correios acabou por revelar o mensal\u00e3o, um grande esquema de compra de votos de partidos da base governista. J\u00e1 no governo Dilma Rousseff estourou o rombo no fundo de pens\u00e3o Postalis, dos funcion\u00e1rios dos Correios. O fundo teve preju\u00edzo estimado em 3 bilh\u00f5es de reais por investimentos malsucedidos em t\u00edtulos de bancos que quebraram, em empresas-fantasma ou em recupera\u00e7\u00e3o judicial. O Postalis tem sido for\u00e7ado a pedir contribui\u00e7\u00f5es adicionais dos segurados, que j\u00e1 devem chegar a 20% do valor da aposentadoria. Agora, a encrenca est\u00e1 na gestora do plano de sa\u00fade dos empregados. A Postal Sa\u00fade foi criada em 2013 para reduzir os custos, mas eles cresceram 44% desde ent\u00e3o, para 1,7 bilh\u00e3o de reais no ano passado. O plano beneficia 400 000 pessoas, permite que pais de funcion\u00e1rios sejam inclu\u00eddos como dependentes, algo raro no mercado de planos de sa\u00fade, e \u00e9 93% custeado pela empresa. Um relat\u00f3rio da Controladoria-Geral da Uni\u00e3o mostra que havia ali abusos como a emiss\u00e3o de guias de exames m\u00e9dicos para benefici\u00e1rios falecidos. Segundo EXAME apurou, o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo investiga, no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, a Postal Sa\u00fade num contrato de 2014. Uma empresa contratada para fazer exames m\u00e9dicos anuais nos funcion\u00e1rios teria repassado propina a executivos dos Correios e da Postal Sa\u00fade que permitiram que o neg\u00f3cio fosse realizado. O destino seria quitar despesas do PT.<\/p>\n<p>Como se tudo isso n\u00e3o bastasse, no primeiro mandato de Dilma, o caixa dos Correios foi esvaziado para contribuir com o resultado prim\u00e1rio federal, numa \u00e9poca em que o governo torrava dinheiro para estimular a economia e usava a contabilidade criativa para fechar no azul. Quase 3 bilh\u00f5es de reais em dividendos foram retirados dos Correios pela Uni\u00e3o de 2011 a 2013. Al\u00e9m disso, na tentativa de controlar a infla\u00e7\u00e3o, o governo congelou o pre\u00e7o dos servi\u00e7os monopolizados, como os de cartas e cart\u00f5es-postais, que representam metade das receitas da estatal \u2014 assim, houve perda de 1,2 bilh\u00e3o em faturamento de 2012 a 2014. Enquanto isso, as despesas cresceram em ritmo superior ao das receitas. \u201cHouve um problema de gest\u00e3o: os diretores deveriam resguardar a empresa frente ao acionista, mas n\u00e3o foi o que ocorreu\u201d, diz Daniel Gontijo Motta, coordenador-geral de auditoria de estatais da Controladoria-Geral da Uni\u00e3o. \u201cUm corpo t\u00e9cnico e um conselho independente ajudariam para que isso n\u00e3o acontecesse.\u201d<\/p>\n<p>Diante de todos esses problemas, as sa\u00eddas imaginadas seriam a quebra do monop\u00f3lio e a privatiza\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio governo j\u00e1 tocou no assunto, mais como uma amea\u00e7a do que como um plano de a\u00e7\u00e3o. Parte dos pa\u00edses desenvolvidos j\u00e1 passou por esse processo, como a Uni\u00e3o Europeia, desde meados dos anos 90. Nos 192 pa\u00edses que formam a Uni\u00e3o Postal Universal, 56 j\u00e1 quebraram o monop\u00f3lio, 18 t\u00eam uma estatal de capital misto ou um mercado totalmente privado. Nos pa\u00edses que ainda n\u00e3o fizeram esse movimento, a discuss\u00e3o se d\u00e1 porque as estatais n\u00e3o t\u00eam conseguido ser eficientes e est\u00e3o com os balan\u00e7os pressionados. No Brasil, de 2000 a 2016, os Correios s\u00f3 tiveram lucro com o servi\u00e7o postal em cinco anos. Nos Estados Unidos, a empresa estatal tamb\u00e9m tem monop\u00f3lio de parte dos neg\u00f3cios e est\u00e1 numa sequ\u00eancia de dez anos de preju\u00edzos, que j\u00e1 somam 62 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Quem \u00e9 contra a privatiza\u00e7\u00e3o diz que o setor privado n\u00e3o iria querer atuar em \u00e1reas afastadas, poucos rent\u00e1veis. Pa\u00edses europeus resolveram isso criando um fundo que compensa as perdas nessas regi\u00f5es. \u201cA abertura gradual do mercado postal traz mais competi\u00e7\u00e3o e mais inova\u00e7\u00e3o\u201d, diz Tadeu Gomes Teixeira, professor de administra\u00e7\u00e3o na Universidade Federal do Maranh\u00e3o que acaba de lan\u00e7ar um livro sobre os Correios. \u201cEu sou favor\u00e1vel ao Brasil trilhar esse caminho.\u201d A alternativa \u00e9 continuar a conviver com o atraso.<\/p>\n<h1>EMPRESAS Postalis leva disputa com BNY Mellon aos EUA<\/h1>\n<p>VALOR ECON\u00d4MICO<br \/>\n17\/5\/17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Postalis, fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios dos <strong>Correios<\/strong>, busca ajuda de autoridades nos Estados Unidos no embate que trava contra o BNY Mellon. A funda\u00e7\u00e3o acusa o banco americano, que era seu administrador fiduci\u00e1rio, de gerar preju\u00edzo de cerca de US$ 1,5 bilh\u00e3o a trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas dos Correios, com investimentos malsucedidos. O presidente da funda\u00e7\u00e3o, Andr\u00e9 Lu\u00eds Carvalho da Motta e Silva, chegou a Washington nesta ter\u00e7a-feira junto com o diretor de investimentos, Christian Perillier Schneider, e o vice-presidente de finan\u00e7as e controles internos, Francisco Ars\u00eanio de Mello Esquefe, entre outros, para encontros com autoridades americanas, segundo a assessoria de imprensa do Postalis. O grupo vai se encontrar com advogados, membros dos poderes Legislativo e Executivo, funcion\u00e1rios dos departamentos de Justi\u00e7a, de Estado e do Tesouro dos Estados Unidos, al\u00e9m de advogados de uma banca de advocacia. &#8220;A delega\u00e7\u00e3o pretende sensibilizar os congressistas americanos quanto \u00e0 responsabilidade do banco BNY Mellon no preju\u00edzo causado por sua filial no Brasil&#8221;, diz o Postalis em nota. Procurado, o BNY Mellon n\u00e3o tinha se manifestado at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a institui\u00e7\u00e3o, o BNY Mellon criou &#8220;uma cascata de fundos de investimentos&#8221; cuja inten\u00e7\u00e3o seria &#8220;dificultar o acompanhamento pelo Postalis dos investimentos efetivamente realizados sob a supervis\u00e3o do banco&#8221;. &#8220;Os preju\u00edzos causados aos planos d\u00e3o origem a um d\u00e9ficit no Plano BD [benef\u00edcio definido] de aproximadamente R$ 6 bilh\u00f5es&#8221;, argumenta o Postalis. O Plano BD tem patrim\u00f4nio de R$ 5,3 bilh\u00f5es e o Plano PostalPrev, R$ 4,4 bilh\u00f5es. O Postalis j\u00e1 move seis a\u00e7\u00f5es contra o BNY Mellon na Justi\u00e7a brasileira, relacionadas a fundos de investimento, como o Serengeti e o S\u00e3o Bento, al\u00e9m de opera\u00e7\u00f5es envolvendo o Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o de Varia\u00e7\u00e3o Salarial (FCVS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meados de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o bloqueio de bens no valor de cerca de R$ 556 milh\u00f5es do BNY Mellon, que tinha sido decretado no dia 6 pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU). Os advogados do banco entraram com mandado de seguran\u00e7a no Supremo e o pedido foi acolhido pelo ministro Lu\u00eds Roberto Barroso. Em sua decis\u00e3o, ele reconheceu a prerrogativa do TCU para decretar a indisponibilidade patrimonial, mas avaliou que, no caso do BNY, a medida foi &#8220;desprovida de razoabilidade&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o ministro, apesar de a decis\u00e3o do TCU ter sido fundamentada em suposta omiss\u00e3o da administradora na fiscaliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os terceirizados de gest\u00e3o da carteira do fundo, o fato de o processo de investiga\u00e7\u00e3o no tribunal se encontrar em est\u00e1gio inicial n\u00e3o justificava o bloqueio de bens. &#8220;Nesse contexto, mostra-se desproporcional a decreta\u00e7\u00e3o, de modo t\u00e3o antecipado, da indisponibilidade de bens da impetrante em volume t\u00e3o substancial&#8221;, justificou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na ocasi\u00e3o, o advogado da BNY, Fabiano Robalinho, comentou que o TCU n\u00e3o acusava o banco de estar envolvido em irregularidades no Postalis. E acrescentou: &#8220;se houve omiss\u00e3o, isso tem que ser discutido no Judici\u00e1rio, sem a necessidade do bloqueio&#8221;.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Correios podem captar R$ 20 bilh\u00f5es se projeto de lei for aprovado<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">GIRO BUSINESS<br \/>\n17\/5\/17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afundados em d\u00edvidas, <strong>Correios<\/strong> podem ter um &#8216;al\u00edvio financeiro&#8217; de projeto de lei, da deputada Maria do Ros\u00e1rio, for aprovado Os Correios, afundados em d\u00edvidas, pode ganhar um f\u00f4lego financeiro se o projeto de lei da deputada Maria do Ros\u00e1rio, do PT, for aprovado. Se aprovado, a estatal ser\u00e1 contratada pela administra\u00e7\u00e3o federal para realizar servi\u00e7os postais e pode captar pelo menos R$ 20 bilh\u00f5es. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do site Valor. \u201cO projeto de lei, se aprovado, pode contribuir para o equil\u00edbrio financeiro dos Correios\u201d, afirmou Maria do Ros\u00e1rio ao Valor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a reportagem, Ros\u00e1rio citar\u00e1 as dificuldades financeiras enfrentadas pela estatal para a aprova\u00e7\u00e3o do texto. Na semana passada, os Correios anunciaram o fim da greve. Os funcion\u00e1rios paralisaram por causa das not\u00edcias de demiss\u00f5es em massa, fechamento de ag\u00eancias e privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es, Gilberto Kassab, n\u00e3o comentou sobre o assunto. Ele ficar\u00e1 respons\u00e1vel por editar norma espec\u00edfica para as regras e condi\u00e7\u00f5es de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os postais. O presidente dos Correios, Guilherme Campos, que j\u00e1 admitiu que a estatal precisa encontrar \u201cuma nova forma de sobreviv\u00eancia\u201d, \u00e9 a favor do projeto. \u201cNo que depender de mim, esse texto ser\u00e1 aprovado no Congresso.\u201d<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Uni\u00e3o limita n\u00famero de funcion\u00e1rios no Banco do Brasil e na Infraero<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">VALOR ON-LINE<br \/>\n17\/5\/17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas portarias publicadas pelo Minist\u00e9rio do Planejamento nas \u00faltimas semanas mostram que o governo quer garantir que as empresas estatais manter\u00e3o sua folha enxuta de agora em diante. Ambas fixam o tamanho m\u00e1ximo do quadro de funcion\u00e1rios para empresas que fizeram Planos de Desligamento Volunt\u00e1rio (PDVs) ou de incentivo \u00e0 aposentadoria antecipada: Banco do Brasil (BB) e Infraero. Isso \u00e9 uma forma de assegurar que elas n\u00e3o poder\u00e3o repor todos os funcion\u00e1rios que aderiram ao plano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso do BB, a portaria define que o quadro permanente de pessoal \u00e9 de 106.659 pessoas, sendo que esse n\u00famero ainda ter\u00e1 que baixar para 106.186 em dezembro de 2018. J\u00e1 no caso da Infraero, o total de funcion\u00e1rios autorizado \u00e9 de 10.880.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maior redu\u00e7\u00e3o em dez anos Segundo o secret\u00e1rio de Coordena\u00e7\u00e3o e Governan\u00e7a das Estatais do Minist\u00e9rio do Planejamento, Fernando Soares, essas empresas precisam cumprir um papel no ajuste das contas p\u00fablicas e uma das formas disso ocorrer \u00e9 por meio da redu\u00e7\u00e3o de despesas com pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As estatais t\u00eam que melhorar seus resultados e aumentar sua efici\u00eancia. Para isso, o melhor caminho \u00e9 atacar a folha de pagamento&#8221;, disse. No desenho dos PDVs que est\u00e3o em vigor, o governo est\u00e1 limitando a reposi\u00e7\u00e3o de pessoas e editando portarias que estabelecem o tamanho do quadro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele explicou que isso serve como um freio que evita que as empresas contratem para repor os funcion\u00e1rios que perderam. Sete estatais \u2014 Banco do Brasil, Caixa, <strong>Correios<\/strong>, Infraero, Conab e CPRM (Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil) \u2014 fizeram ou est\u00e3o com PDVs em andamento, sendo que a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que haja o desligamento de 30 mil funcion\u00e1rios. Al\u00e9m disso, segundo Soares, outras cinco estatais de menor porte j\u00e1 est\u00e3o negociando planos de desligamento, o que pode aumentar o enxugamento do quadro para 32 mil. Se confirmado esse n\u00famero, 2017 ter\u00e1 a maior redu\u00e7\u00e3o de folha das empresas estatais dos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados do Planejamento mostram que de 2006 a 2014, as empresas aumentaram o total de funcion\u00e1rios, atingindo um pico de 556.013 pessoas. O n\u00famero caiu a partir de 2015 e fechou 2016 em 530.922. Entre 2015 e 2016, a redu\u00e7\u00e3o foi de 22.067 pessoas. Os bancos p\u00fablicos lideraram esse movimento e enxugaram 11.748 cargos no per\u00edodo. Em segundo lugar, ficou o grupo Petrobras, com 9.054 e, em terceiro, o Eletrobras, com 3.447.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda na linha do ajuste fiscal, o governo tamb\u00e9m endureceu os acordos de reajuste salarial das empresas estatais. Em 2015, 16 acordos de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, concilia\u00e7\u00e3o judicial e administrativo ficaram abaixo da infla\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em 2016, esse n\u00famero subiu para 23. O PDV do Banco do Brasil \u00e9 o de maior porte e representou uma redu\u00e7\u00e3o de 9.306 funcion\u00e1rios. Com isso, a institui\u00e7\u00e3o conseguiu uma economia de R$ 1,75 bilh\u00e3o em suas despesas. J\u00e1 o payback, tempo que se leva para recuperar o custo do programa, foi de 7,4 meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa da Infraero ainda est\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o, com expectativa de diminui\u00e7\u00e3o de at\u00e9 oito mil cargos. De 2016 at\u00e9 agora, o n\u00famero de funcion\u00e1rios que deixaram a empresa foi de 1.385. Segundo Soares, a estatal est\u00e1 sendo adequada a uma nova realidade de mercado, uma vez que o governo est\u00e1 fazendo concess\u00f5es e transferindo fun\u00e7\u00f5es ao setor privado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O secret\u00e1rio explicou que, dentro dos PDVs, o governo federal prev\u00ea uma taxa de reposi\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios que s\u00e3o desligados. No entanto, ela \u00e9 baixa, ficando em m\u00e9dia, em 10%. O percentual depende do perfil da empresa. No Banco do Brasil e na Caixa, por exemplo, ela ficou em zero, pois essas institui\u00e7\u00f5es fazem investimentos em automa\u00e7\u00e3o e podem enxugar a folha sem preju\u00edzo dos servi\u00e7os que prestam. J\u00e1 no caso dos Correios, a taxa de reposi\u00e7\u00e3o ficou em 25%. Neste caso, a necessidade \u00e9 maior, porque a empresa precisa de maior \u201cch\u00e3o de f\u00e1brica\u201d, ou seja, de pessoas que desempenhem os servi\u00e7os.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Dirigentes de fundo de pens\u00e3o v\u00e3o aos Estados Unidos se queixar de banco de investimento<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9POCA ON-LINE<br \/>\n16\/5\/17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Postalis, dos servidores dos Correios, afirma que o BNY Mellon causou preju\u00edzo de US$ 1,5 bilh\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Murilo Ramos Dirigentes do Postalis, fundo de pens\u00e3o dos servidores dos <strong>Correios<\/strong>, est\u00e3o nos Estados Unidos, nesta semana, para maldizer o BNY Mellon. Afirmam que, com investimentos desastrosos feitos com recursos dos benefici\u00e1rios, o banco de investimento americano provocou preju\u00edzo de US$ 1,5 bilh\u00e3o ao Postalis. Os representantes do fundo se reunir\u00e3o com senadores, representantes do Departamento de Estado e do Tesouro americano. Lembrar\u00e3o aos interlocutores que o BNY Mellon j\u00e1 foi obrigado a devolver US$ 700 milh\u00f5es aos cofres do governo americano.<\/p>\n<p>Havia tratativas entre o Postalis e executivos do BNY Mellon para que um acordo fosse firmado e o dinheiro referente ao preju\u00edzo, alegado pelos dirigentes do fundo, fosse devolvido. Foi justamente a tentativa frustrada de um acerto com a institui\u00e7\u00e3o financeira o que motivou a viagem dos dirigentes do Postalis aos Estados Unidos. Os investimentos do BNY Mellon com recursos do Postalis haviam sido esquadrinhados durante a CPI dos Fundos de Pens\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados, encerrada em abril de 2016.<\/p>\n<h1>Correios prorrogam plano de demiss\u00f5es por uma semana<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">G1<br \/>\n16\/05\/2017<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente dos <strong>Correios<\/strong>, Guilherme Campos, afirmou, nesta ter\u00e7a-feira (16), que o Plano de Desligamento Incentivado (PDI) foi prorrogado por mais uma semana com os mesmos pr\u00e9-requisitos que j\u00e1 estavam vigente no programa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estatal prepara uma reestrutura\u00e7\u00e3o para tentar levar suas contas de volta ao azul. Atualmente, a empresa soma preju\u00edzo de R$ 4 bilh\u00f5es de preju\u00edzo. Os alvos do PDI s\u00e3o funcion\u00e1rios do setor administrativo, com sal\u00e1rios mais altos e que continuam trabalhando nos Correios apesar de j\u00e1 estarem aposentados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estatal tem hoje cerca de 110 mil funcion\u00e1rios. Com a sa\u00edda dos 5,5 mil que aderiram ao PDI, a estimativa \u00e9 de economia de R$ 700 milh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reestrutura\u00e7\u00e3o<br \/>\nO PDI foi anunciado pela primeira vez em novembro do ano passado e a empresa tamb\u00e9m j\u00e1 havia falado sobre o fechamento de ag\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, os Correios devem apresentar ainda neste m\u00eas de maio uma proposta de reestrutura\u00e7\u00e3o que \u00e9 fundamental para reverter o resultado negativo, segundo o presidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mar\u00e7o, o ministro das Comunica\u00e7\u00f5es, Gilberto Kassab, afirmou que, se a empresa n\u00e3o promover o &#8220;equil\u00edbrio rapidamente&#8221;, vai &#8220;caminhar para um processo de privatiza\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando ele foi colocado pela primeira vez no primeiro trimestre deste ano, dos 17 mil eleg\u00edveis havia uma expectativa nossa de 8 mil aderir. At\u00e9 agora, aderiram 5,5 mil. Ent\u00e3o, n\u00f3s estamos reabrindo nas mesmas condi\u00e7\u00f5es&#8221;, disse ao G1.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Projeto de deputada do PT visa dar f\u00f4lego financeiro aos Correios<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">VALOR ON-LINE<br \/>\n16\/5\/17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRAS\u00cdLIA &#8211; A deputada Maria do Ros\u00e1rio (PT-RS) apresenta nesta ter\u00e7a-feira um projeto de lei que prop\u00f5e que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal contrate, preferencialmente, os <strong>Correios<\/strong> para realizarem a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os postais. Se aprovado, o texto poder\u00e1 dar f\u00f4lego a estatal que vem passando por crise financeira, al\u00e9m de afastar a possibilidade de uma privatiza\u00e7\u00e3o no curto prazo. O Valor PRO, servi\u00e7o de informa\u00e7\u00f5es em tempo real do Valor, teve acesso com exclusividade ao projeto de lei, que se for aprovado, a proposta poder\u00e1 elevar os ganhos da companhia em pelo menos R$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu texto, a parlamentar do PT defende que os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos contratem a estatal valendo-se da lei que permite a dispensa de licita\u00e7\u00e3o. No documento, Maria do Ros\u00e1rio afirma que minist\u00e9rios, como o da Educa\u00e7\u00e3o e o da Justi\u00e7a, j\u00e1 fazem isso com os Correios. No caso do MEC, a estatal \u00e9 utilizada para fazer a entrega em todo o territ\u00f3rio nacional dos livros did\u00e1ticos e para a distribui\u00e7\u00e3o e recolhimento das provas e materiais do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem). Para a pasta da Justi\u00e7a, a empresa oferece o servi\u00e7o de arquivar a documenta\u00e7\u00e3o inativa em suas depend\u00eancias. J\u00e1 os Tribunais Regionais Eleitorais contratam os Correios para realizar o transporte das urnas eletr\u00f4nicas. Ao Valor PRO, Maria do Ros\u00e1rio afirmou que a aprova\u00e7\u00e3o do projeto pode estabelecer um \u201cnovo rumo para a estatal, bem diferente das dificuldades vividas hoje em dia\u201d. \u201cO projeto de lei, se aprovado, pode contribuir para o equil\u00edbrio financeiro dos Correios\u201d, afirmou a parlamentar. O projeto prop\u00f5e a garantia de economicidade para o er\u00e1rio p\u00fablico, j\u00e1 que os valores desembolsados na contrata\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os seriam destinados a uma empresa p\u00fablica, ou seja, \u201cos valores permaneceriam em cofres p\u00fablicos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao apresentar o projeto, Ros\u00e1rio falar\u00e1 sobre as dificuldades financeiras da companhia, que registrou preju\u00edzo de cerca de R$ 3,5 bilh\u00f5es nos \u00faltimos dois anos, e argumentar\u00e1 que a aprova\u00e7\u00e3o do texto poder\u00e1 elevar os ganhos da estatal em pelo menos R$ 20 bilh\u00f5es, o que \u00e9 superior \u00e0 receita anual dos Correios, que em 2016 foi de R$ 17,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a proposta for aprovada, caber\u00e1 ao ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es, Gilberto Kassab, editar norma espec\u00edfica que discipline as regras e condi\u00e7\u00f5es de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os postais. Procurado pelo Valor PRO, o ministro preferiu n\u00e3o se manifestar. Para a deputada do PT, o projeto deve contar com o apoio do presidente dos Correios, Guilherme Campos, \u201cse ele quiser viabilizar uma recupera\u00e7\u00e3o da empresa\u201d. De acordo com Campos, a proposta \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o de m\u00e9dio prazo complementar \u00e0s demais medidas apresentadas pela estatal para estabelecer a recupera\u00e7\u00e3o do caixa da companhia. \u201cNo que depender de mim, esse texto ser\u00e1 aprovado no Congresso.\u201d<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Gratifica\u00e7\u00e3o recebida h\u00e1 mais de 10 anos n\u00e3o pode ser retirada<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONSULTOR JUR\u00cdDICO<br \/>\n16\/5\/17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Empregado em fun\u00e7\u00e3o gratificada h\u00e1 mais de 10 anos n\u00e3o pode ter seus vencimentos reduzidos. Por essa raz\u00e3o, os <strong>Correios<\/strong> foram condenados a restabelecer o pagamento de um trabalhador. A decis\u00e3o \u00e9 da 8\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (Rio Grande do Sul), confirmando senten\u00e7a da ju\u00edza Luciane Cardoso Barzotto, titular da 29\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre. O trabalhador exerceu cargos de confian\u00e7a nos Correios por mais de 10 anos e, ao ser redirecionado ao cargo de origem, teve a gratifica\u00e7\u00e3o pelo exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o suprimida. O empregado ajuizou a a\u00e7\u00e3o pedindo a retomada dos pagamentos, alegando que a retirada da parcela reduzia seu sal\u00e1rio. Apesar de reconhecer que o empregado de fato exerceu os cargos de confian\u00e7a no per\u00edodo, os Correios alegaram que a gratifica\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o s\u00f3 deve ser paga enquanto o trabalhador estiver prestando o servi\u00e7o que d\u00e1 direito ao seu pagamento. Assim, na hip\u00f3tese do retorno ao cargo de origem, n\u00e3o existe qualquer determina\u00e7\u00e3o legal que a obrigue a continuar pagando a gratifica\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o. Ou de integr\u00e1-la ao sal\u00e1rio do trabalhador. Ao julgar o caso, a ju\u00edza Luciane Barzotto deu raz\u00e3o ao empregado e condenou os Correios a manterem o seu padr\u00e3o remunerat\u00f3rio, amparada em S\u00famula 372 do Tribunal Superior do Trabalho. O dispositivo diz o seguinte: \u201cpercebida a gratifica\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o por dez ou mais anos pelo empregado, se o empregador, sem justo motivo, revert\u00ea-lo a seu cargo efetivo, n\u00e3o poder\u00e1 retirar-lhe a gratifica\u00e7\u00e3o tendo em vista o princ\u00edpio da estabilidade financeira\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que se refere ao valor a ser incorporado, no entanto, a magistrada determinou que fosse calculada a m\u00e9dia das parcelas, devidamente corrigidas, pagas nos \u00faltimos dez anos, e n\u00e3o o valor da \u00faltima ou maior das remunera\u00e7\u00f5es recebidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retirada il\u00edcita A empresa recorreu ao TRT-4, mas a decis\u00e3o foi mantida pela 8\u00ba Turma por unanimidade. No entendimento do relator do recurso, desembargador Jo\u00e3o Paulo Lucena, a retirada da fun\u00e7\u00e3o gratificada por mais de 10 anos \u00e9 il\u00edcita. &#8220;porque incorporados os valores ao patrim\u00f4nio jur\u00eddico do empregado, n\u00e3o podendo ser suprimida, sob pena de ofensa ao princ\u00edpio da estabilidade financeira do trabalhador, nos termos da S\u00famula do TST, e da irredutibilidade do sal\u00e1rio, conforme a Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, argumentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalhador, por sua vez, tamb\u00e9m recorreu de parte da senten\u00e7a da ju\u00edza. Ele havia solicitado que a empresa n\u00e3o esperasse o tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o para retomar o pagamento, o que foi negado no primeiro grau. Nesse aspecto, os desembargadores reformaram a decis\u00e3o, ordenando que os Correios reincorporassem imediatamente o valor \u00e0 sua remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm face da possibilidade de o recorrente sofrer preju\u00edzo irrepar\u00e1vel por ter sofrido redu\u00e7\u00e3o substancial em sua remunera\u00e7\u00e3o (o l\u00edquido da folha em abril era de R$ 4.754,02 e no m\u00eas seguinte \u00e0 supress\u00e3o foi de R$ 569,26), considerando o car\u00e1ter alimentar da parcela e o risco de se chegar a um resultado in\u00fatil do processo, concluo pela concess\u00e3o do pedido por ser o bem da vida (redu\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o remunerat\u00f3rio do recorrente a comprometer a sua subsist\u00eancia e de sua fam\u00edlia) direito fundamental superior \u00e0quele econ\u00f4mico (de propriedade) defendido pela r\u00e9\u201d, explicou o desembargador Lucena.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">S\u00ednteses: Os Correios devem ser privatizados?<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">GAZETA DO POVO \u2013 PR<br \/>\n16\/5\/17<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Monop\u00f3lio postal \u00e9 direito do cidad\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os concorrentes dos <strong>Correios<\/strong> na entrega de encomendas chegam a apenas 600 cidades. Como ficaria a popula\u00e7\u00e3o das demais localidades? Guilherme Campos A Constitui\u00e7\u00e3o Federal declara ser livre a comunica\u00e7\u00e3o, assegura o sigilo da correspond\u00eancia e estabelece que o servi\u00e7o postal seja de compet\u00eancia da Uni\u00e3o. Longe de conceder aos Correios um privil\u00e9gio, a exclusividade dos servi\u00e7os postais tem o objetivo de assegurar o direito a todos os cidad\u00e3os brasileiros, desde os que moram nos grandes centros at\u00e9 os que vivem nos lugares mais remotos do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a necessidade de se rediscutir a exclusividade dos servi\u00e7os postais sempre foi levantada. De tempos em tempos, surgem questionamentos sobre a exclusividade, que abarca apenas correspond\u00eancias escritas de interesse espec\u00edfico do destinat\u00e1rio. A entrega de propagandas em forma de mala direta, por exemplo, \u00e9 de livre concorr\u00eancia, assim como a entrega de encomendas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, me pergunto: acabar com o monop\u00f3lio postal vai garantir o acesso \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a nacional que levou tr\u00eas s\u00e9culos e meio para ser conquistada sem imputar \u00e0 sociedade o \u00f4nus de arcar com o preju\u00edzo? A resposta que me vem, com toda certeza, \u00e9 n\u00e3o. Extinguir o monop\u00f3lio \u00e9 decretar a fal\u00eancia imediata dos Correios e privar o cidad\u00e3o do direito \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o em qualquer lugar do Brasil \u2014 para se ter uma ideia, os concorrentes da empresa na entrega de encomendas, por exemplo, chegam a apenas 600 cidades. Como ficar\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o das demais localidades? Perder\u00e1 seu direito constitucional?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levantamento de outubro de 2016 da Uni\u00e3o Postal Universal (ag\u00eancia da ONU que regula a atividade postal no mundo) com 165 pa\u00edses revela que 65% deles t\u00eam alguma exclusividade \u2013 entre eles, Estados Unidos, Canad\u00e1 e China, pa\u00edses de dimens\u00f5es continentais, como o Brasil, onde esse direito tem sido garantido pelos Correios. \u00c9 fato que vivemos uma realidade em que a comunica\u00e7\u00e3o mudou e vai continuar mudando. A sociedade brasileira assistiu ao surgimento de variadas formas de comunica\u00e7\u00e3o: tel\u00e9grafo, telefone, fax, smartphones. As pessoas j\u00e1 n\u00e3o enviam cartas como antigamente. As novas tecnologias transformaram a forma como as pessoas se comunicam e as empresas se relacionam. Em 2016, o volume de cartas entregues pelos Correios foi 16,4% menor que em 2012, por exemplo. Outros pa\u00edses buscaram alternativas para garantir uma comunica\u00e7\u00e3o moderna e adequada. Aqui, deixamos de fazer nossa li\u00e7\u00e3o de casa e precisamos, agora, recuperar o que n\u00e3o foi feito nos \u00faltimos anos. Precisamos diversificar nossos servi\u00e7os e explorar outras possibilidades para compensar a queda no volume das correspond\u00eancias. Temos atributos como imagem positiva, confian\u00e7a de todos os brasileiros, capilaridade, presen\u00e7a nacional e expertise em log\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, n\u00e3o vale a pena recuperar a estatal, como t\u00eam feito outros governos pelo mundo? A hist\u00f3ria dos Correios mostra que a empresa possui credibilidade, efici\u00eancia (atualmente, de cada 100 cartas, 96 s\u00e3o entregues no prazo) e, quando corretamente conduzida, d\u00e1 lucro \u00e0 sociedade. Por isso, antes de pensar em privatizar e retirar a exclusividade postal dos Correios, \u00e9 necess\u00e1rio recuperar CORREIOS a empresa. Essa \u00e9 a nossa miss\u00e3o e, lado a lado com nossos empregados, trabalhamos fortemente para cumpri-la. Por isso, estamos fazendo de tudo para reposicionar a estatal na nova realidade, como empresa p\u00fablica e forte, orgulho de seus funcion\u00e1rios e da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Guilherme Campos \u00e9 presidente dos Correios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conta est\u00e1 ficando cara demais Experi\u00eancias internacionais nos mostram que a concorr\u00eancia pode ser a sa\u00edda para a crise nos Correios Arthur Solowiejczyk e Rafael Victor de Melo Donadon A Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos, ou simplesmente Correios, tem o monop\u00f3lio no servi\u00e7o postal e telegramas, segundo a Lei 6.538\/78. Isso quer dizer que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel enviar uma carta para um parente distante ou receber um telegrama a partir dos servi\u00e7os dos Correios. Ainda assim, a estatal registrou um preju\u00edzo bilion\u00e1rio no bi\u00eanio 2015-2016, aumentando o coro pela retirada do monop\u00f3lio sobre esses servi\u00e7os (a entrega de encomendas j\u00e1 tem concorr\u00eancia) ou a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios. Ambas s\u00e3o poss\u00edveis, e possivelmente chegar\u00e3o juntas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, a fun\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 a de fiscalizar e regulamentar a atividade econ\u00f4mica, n\u00e3o sendo sua atribui\u00e7\u00e3o a explora\u00e7\u00e3o direta sobre tal, exceto em servi\u00e7os p\u00fablicos, em que a atua\u00e7\u00e3o deve se dar de forma direta (atrav\u00e9s de empresas p\u00fablicas) ou indireta (por meio de concess\u00f5es\/permiss\u00f5es). Dessa forma, a decis\u00e3o de manter os Correios como uma empresa p\u00fablica est\u00e1 pautada no entendimento de que o servi\u00e7o postal \u00e9 de interesse p\u00fablico e deve ser assegurado pelo Estado. N\u00e3o nos parece razo\u00e1vel.<\/p>\n<p>Do ponto de vista financeiro, um aspecto merece destaque. A mesma lei que garantiu o monop\u00f3lio trouxe um dever que custa milh\u00f5es aos cofres da empresa: entregar em todo o territ\u00f3rio nacional. No mercado de entrega de encomendas, no qual os Correios n\u00e3o t\u00eam mais monop\u00f3lio, \u00e9 comum que empresas concorrentes repostem o que lhe foi solicitado e atribuam a responsabilidade de entrega \u00e0 estatal. A capilaridade das ag\u00eancias, embora prestigiada pelos moradores, pressiona sobremaneira o caixa da empresa. Seu atual presidente, Guilherme Campos, tem falado em parcerias para reduzir a sobreposi\u00e7\u00e3o de ag\u00eancias. Experi\u00eancias internacionais nos mostram que a concorr\u00eancia pode ser a sa\u00edda para a crise nos Correios. Nos EUA, gigantes como Fedex e UPS nasceram a partir da quebra de monop\u00f3lio da USPS, estatal que teve de se modernizar para n\u00e3o quebrar. Na Alemanha, a Deutsche Bundespost foi privatizada em 1995 e a nova empresa, a Deutsche Post DHL, se tornou a maior nesse setor. Atualmente, vale US$\u200939 bilh\u00f5es. No atendimento aos clientes, os Correios est\u00e3o longe da unanimidade. As filas nas ag\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o raras; a falta de alguns servi\u00e7os, como embalagem de mercadorias, \u00e9 percebida pelos consumidores; e nem sempre os hor\u00e1rios de funcionamento atendem \u00e0 necessidade de pessoas e empresas. As recorrentes greves agravam ainda mais o descontentamento de quem utiliza os servi\u00e7os. O atraso na entrega de uma conta pode ocasionar o vencimento do seu boleto, e \u00e9 voc\u00ea que ter\u00e1 de pagar a multa. E, ainda que o leitor esteja totalmente insatisfeito com os servi\u00e7os dos Correios, \u00e9 bom se conformar: n\u00e3o h\u00e1 alternativa, n\u00e3o h\u00e1 mercado, n\u00e3o h\u00e1 concorr\u00eancia: apenas uma empresa \u00e9 a respons\u00e1vel por atender toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do monop\u00f3lio, a estatal acumulou R$ 4 bilh\u00f5es de preju\u00edzo nos dois \u00faltimos anos. Isso sem falar dos casos de corrup\u00e7\u00e3o e de fraudes bilion\u00e1rias no fundo de pens\u00e3o Postalis. Isso n\u00e3o seria um problema t\u00e3o grave \u2013 afinal, uma empresa que \u00e9 mal administrada e acumula consequentes resultados ruins fecha, correto? Correto, caso os Correios n\u00e3o fossem uma empresa de direito p\u00fablico e, portanto, n\u00e3o pass\u00edvel de fal\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em anos de crise econ\u00f4mica e redu\u00e7\u00e3o das receitas, precisamos reduzir o tamanho do Estado. Ali\u00e1s, essa discuss\u00e3o era para ser feita em tempos de vacas gordas, n\u00e3o o contr\u00e1rio. Preferimos trocar o telhado em meio \u00e0 tempestade. Se entregar cartas, telegramas e encomendas tem gerado tanto preju\u00edzo, n\u00e3o faz sentido tapar esse buraco com mais dinheiro do contribuinte. N\u00e3o mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arthur Solowiejczyk \u00e9 economista e editor do site Terra\u00e7o Econ\u00f4mico; Rafael Victor de Melo Donadon \u00e9 administrador de empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o Nacional da ADCAP.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto outras estatais se recuperam, Correios ficam para tr\u00e1s Exame 17 maio 2017 Passado um ano de governo de Michel Temer, \u00e9 ineg\u00e1vel que houve avan\u00e7os na economia: a infla\u00e7\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3,43],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8554"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8554\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}