{"id":8101,"date":"2017-03-28T20:32:44","date_gmt":"2017-03-28T20:32:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/?p=8101"},"modified":"2017-03-28T20:32:44","modified_gmt":"2017-03-28T20:32:44","slug":"adcap-net-28032017-trabalhadores-pagam-por-prejuizos-corrupcao-e-ma-gestao-em-estatais-veja-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/adcap-net-28032017-trabalhadores-pagam-por-prejuizos-corrupcao-e-ma-gestao-em-estatais-veja-mais\/","title":{"rendered":"Adcap Net 28\/03\/2017 &#8211; Trabalhadores pagam por preju\u00edzos, corrup\u00e7\u00e3o e m\u00e1 gest\u00e3o em estatais &#8211; Veja mais!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Trabalhadores pagam por preju\u00edzos,\u00a0<\/strong><strong>corrup\u00e7\u00e3o e m\u00e1 gest\u00e3o em estatais<\/strong><\/p>\n<p>Correio Braziliense<br \/>\n28\/03\/2017<\/p>\n<p>Os preju\u00edzos acumulados pelas empresas estatais nos \u00faltimos anos ser\u00e3o pagos com a demiss\u00e3o de milhares de empregados. Os sucessivos casos de corrup\u00e7\u00e3o, o loteamento pol\u00edtico de cargos e investimentos desastrosos em projetos sem rentabilidade ser\u00e3o cobertos com a redu\u00e7\u00e3o de gastos com pessoal. Nos\u00a0<strong>Correios<\/strong>, por exemplo, os executivos j\u00e1 estudam dispensar at\u00e9 25 mil trabalhadores para fechar as contas no azul em 2017, ap\u00f3s acumular um rombo de R$ 4 bilh\u00f5es nos \u00faltimos dois anos. A possibilidade foi antecipada pelo Correio, em janeiro, quando a Vice-Presid\u00eancia de Recursos Humanos solicitou um parecer ao Departamento Jur\u00eddico sobre a possibilidade de demiss\u00e3o motivada.Empregados de empresas p\u00fablicas n\u00e3o podem ser demitidos sem justa causa; \u00e9 necess\u00e1rio que haja motiva\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio apresentar os crit\u00e9rios para os cortes de pessoal e verificar se os servi\u00e7os prestados n\u00e3o ser\u00e3o afetados. Pela tese defendida pelo Departamento Jur\u00eddico dos \u00a0Correios, a dispensa seria motivada por quest\u00f5es t\u00e9cnicas, econ\u00f4micas e financeiras.<\/p>\n<p>Conforme o memorando enviado pela Vice-Presid\u00eancia de RH, a medida seria adotada caso as a\u00e7\u00f5es em curso n\u00e3o sejam suficientes para equilibrar as contas da estatal. O parecer ainda leva em conta dados apresentados pela Vice-Presid\u00eancia de Finan\u00e7as e Controle Interno, que mostram um crescimento de R$ 3 bilh\u00f5es, em 2006, para R$ 7,5 bilh\u00f5es, em 2015, na folha de pagamento da empresa. Com isso, as despesas com pessoal saltaram de 49% para 62% dos gastos totais da estatal. No mesmo per\u00edodo, o n\u00famero de empregados passou de 107 mil para 118 mil. Mas o \u201ctr\u00e1fego de objetos\u201d caiu de 8,6 bilh\u00f5es para 8,2 bilh\u00f5es. Al\u00e9m disso, o n\u00edvel de produtividade diminuiu de 80 para 70 objetos por trabalhador.<\/p>\n<p>No caso na Telebras, os problemas s\u00e3o ainda maiores. A estatal, ressuscitada pelo governo Dilma Rousseff, fechou 2016 com patrim\u00f4nio negativo R$ 500,1 milh\u00f5es, mais que o dobro dos R$ 218,8 bilh\u00f5es registrado no ano anterior. Foi um aumento de 128,5% num buraco que n\u00e3o se sabe onde vai parar. O patrim\u00f4nio negativo da Telebras cresce por causa dos consecutivos preju\u00edzos acumulados, que saltaram, no ano passado, de R$ 498,7 milh\u00f5es para R$ 769,6 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os gastos com pessoal cresceram 39,5% entre 2015 e 2016, com a fatura pulando de R$ 50,7 milh\u00f5es para R$ 70,8 milh\u00f5es. No total, as despesas operacionais da Telebras subiram 18% no ano passado, totalizando R$ 195,2 milh\u00f5es \u2014 sem qualquer justificativa plaus\u00edvel para uma empresa que havia sido praticamente fechada. No ano passado, o preju\u00edzo foi de R$ 270,9 milh\u00f5es contra R$ 235,6 milh\u00f5es em 2015.<\/p>\n<p>Demora<\/p>\n<p>A lista de empresas no vermelho deve ser ainda maior, mas a demora na divulga\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es mant\u00e9m os dados escondidos. Segundo o Minist\u00e9rio do Planejamento, as estatais t\u00eam at\u00e9 30 de maio para enviar \u00e0 pasta os demonstrativos financeiros do ano passado. Antes disso, \u00e9 imposs\u00edvel saber quantas das 152 companhias federais tiveram preju\u00edzo ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra empresa que se mant\u00e9m deficit\u00e1ria \u00e9 a Petrobras, v\u00edtima do esquema de corrup\u00e7\u00e3o investigado pela Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. A petroleira teve preju\u00edzo l\u00edquido de R$ 14,8 bilh\u00f5es em 2016, o terceiro consecutivo. Apesar dos n\u00fameros ruins, a companhia reduziu o endividamento em 20%. A d\u00edvida l\u00edquida, no fim de 2016, estava em R$ 314,12 bilh\u00f5es, ante R$ 392 bilh\u00f5es em 2015. Em d\u00f3lares, o total de d\u00e9bitos recuou 4%, passando de US$ 100,4 bilh\u00f5es para US$ 96,38 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O presidente da Petrobras, Pedro Parente, reconduzido ontem ao cargo at\u00e9 mar\u00e7o de 2019, afirmou no come\u00e7o do ano que a empresa manter\u00e1 disciplina e acompanhamento mensal de resultados para melhorar o balan\u00e7o, mas sem reduzir a meta de produ\u00e7\u00e3o. Segundo ele, o objetivo \u00e9 reduzir os custos operacionais em 18% em rela\u00e7\u00e3o ao previsto no cen\u00e1rio b\u00e1sico, al\u00e9m de implantar novos sistemas de gest\u00e3o. A estatal est\u00e1 concluindo o segundo programa de demiss\u00e3o volunt\u00e1ria, totalizando a \u00a0ades\u00e3o de 19 mil colaboradores, o equivalente a 20% do quadro de funcion\u00e1rios diretos da companhia.<\/p>\n<p>Fundos no vermelho<\/p>\n<p>Os fundos de pens\u00e3o registraram deficit de R$ 71,7 bilh\u00f5es em 2016, informou a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades Fechadas de Previd\u00eancia Complementar (Abrapp). Pelo menos 80 funda\u00e7\u00f5es tiveram resultado negativo em 205 planos de benef\u00edcios, uma queda em rela\u00e7\u00e3o a 2015, quando 92 delas apresentaram rombo de R$ 76,7 bilh\u00f5es. A Abrapp destacou que 88% do deficit do ano passado se refere ao resultado de 10 planos de benef\u00edcios. Por outro lado, o n\u00famero de funda\u00e7\u00f5es com superavit passou de 127, em 2015, para 138, em 2016. O resultado positivo delas subiu de R$ 13,9 bilh\u00f5es para R$ 18,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Troca de comando na Vale<\/p>\n<p>O executivo F\u00e1bio Schvartsman, atual presidente da Klabin, ser\u00e1 o novo presidente da Vale a partir de maio, substituindo Murilo Ferreira. Graduado e p\u00f3s-graduado em Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo e p\u00f3s-graduado em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, Schvartsman chegou ao comando da Labinasal em fevereiro de 2011, ap\u00f3s passar boa parte da vida profissional no grupo Ultra, onde foi respons\u00e1vel pela abertura de capital da holding. Ele foi selecionado pela empresa de recrutamento Spencer Stuart e recebeu o aval dos presidentes do Banco do Brasil, Paulo Rog\u00e9rio Caffarelli, e do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, al\u00e9m do presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer.<\/p>\n<p>Preju\u00edzos acumulados<br \/>\nRombos sucessivos de estatais prejudicam esfor\u00e7o do governo para recuperar contas p\u00fablicas<\/p>\n<p>Telebras<br \/>\n\u00bb Entre 2015 e 2016, o rombo na Telebras mais que dobrou. O patrim\u00f4nio l\u00edquido negativo saltou de R$ 218,8 milh\u00f5es para R$ 500,1 milh\u00f5es, uma piora de 128,5%<\/p>\n<p>\u00bb O preju\u00edzo acumulado saltou de R$ 498,7 milh\u00f5es para R$ 769,6 milh\u00f5es<\/p>\n<p>\u00bb O gasto com pessoal cresceu 39,5%, passou de R$ 50,7 milh\u00f5es para R$ 70,8 milh\u00f5es<br \/>\nCorreios<\/p>\n<p>\u00bb A empresa acumulou rombo de R$ 4 bilh\u00f5es nos \u00faltimos dois anos e estuda dispensar at\u00e9 25 mil empregados por meio da demiss\u00e3o motivada<\/p>\n<p>\u00bb Pela tese defendida pelo Departamento Jur\u00eddico da estatal, essa dispensa seria motivada por quest\u00f5es t\u00e9cnicas, econ\u00f4micas e financeiras<\/p>\n<p>\u00bb Ser\u00e1 necess\u00e1rio apresentar previamente os crit\u00e9rios para os cortes de pessoal e se os servi\u00e7os prestados n\u00e3o ser\u00e3o afetados<br \/>\nPetrobras<\/p>\n<p>\u00bb A Petrobras teve preju\u00edzo l\u00edquido de<br \/>\nR$ 14,8 bilh\u00f5es em 2016, o terceiro ano consecutivo de resultados negativos<\/p>\n<p>\u00bb Em 2015, a estatal registrou preju\u00edzo recorde de R$ 34,8 bilh\u00f5es e em 2014, as perdas somaram R$ 21,6 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>\u00bb Em comunicado, ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o, a Petrobras atribuiu o novo preju\u00edzo \u00e0 reavalia\u00e7\u00e3o \u201cde ativos e de investimentos, no total de R$ 20,9 bilh\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p><strong>Privatizar \u00e9 preciso<\/strong><\/p>\n<p>VALOR ECON\u00d4MICO<br \/>\n28\/3\/2017<\/p>\n<p>Apesar do s\u00e9rio desequil\u00edbrio fiscal, agravado por uma previd\u00eancia social cheia de privil\u00e9gios e custo insustent\u00e1vel e das distor\u00e7\u00f5es que destroem a produtividade e o crescimento econ\u00f4mico, o Congresso desvia aten\u00e7\u00f5es para tentar salvar membros corruptos da Lava-Jato.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que o interesse p\u00fablico prevale\u00e7a sobre interesses pessoais e a prioridade deva ser a realiza\u00e7\u00e3o das reformas estruturais. N\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade entre reformas estruturais e programas sociais. O crescimento da produtividade \u00e9 o melhor programa de inclus\u00e3o social, como demonstra a experi\u00eancia chinesa nos \u00faltimos 40 anos.<\/p>\n<p>N\u00e3o faz sentido um Estado endividado manter capital alocado em atividades que podem ser exercidas com vantagem pela iniciativa privada, enquanto prioridades sociais, como investimentos em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e seguran\u00e7a p\u00fablica, s\u00e3o negligenciadas. Empresas estatais s\u00e3o movidas por incentivos que n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o conduzem \u00e0 maximiza\u00e7\u00e3o de efici\u00eancia, mas \u00e0s vezes antagonizam esse objetivo. Costumam ser utilizadas por governos como instrumento pol\u00edtico para executar atividades estranhas ao seu objetivo social, abrigar apadrinhados e atuar como fontes de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos fen\u00f4menos importantes da economia global nos anos 90 foi a redu\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o direta do Estado na atividade econ\u00f4mica, com programas de privatiza\u00e7\u00e3o na Europa (emergente e desenvolvida), \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>No Brasil, foi executado o Programa Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o (PND), cujo saldo mostrou-se positivo. Setores inteiros da economia foram privatizados, e o Tesouro Nacional p\u00f4de abater US$ 112 bilh\u00f5es de d\u00edvida p\u00fablica. Adicionalmente, ocorreu a privatiza\u00e7\u00e3o ou liquida\u00e7\u00e3o de bancos comerciais estaduais, que atuavam como verdadeiros minibancos centrais e focos de desperd\u00edcio.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito efetivo do PND foi a maximiza\u00e7\u00e3o de receita no curto prazo, com a ado\u00e7\u00e3o do modelo de\u00a0&#8220;n\u00facleo duro&#8221;, a venda do controle acion\u00e1rio de estatais para cons\u00f3rcios de investidores, respons\u00e1vel por distor\u00e7\u00f5es que impediram a plena realiza\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios potenciais da reforma do Estado.<\/p>\n<p>Diferentemente do Reino Unido, em que se procurou conciliar a melhoria das finan\u00e7as p\u00fablicas com o desenvolvimento do mercado de capitais, com ampla participa\u00e7\u00e3o de investidores privados, a experi\u00eancia brasileira conduziu \u00e0 predomin\u00e2ncia do capitalismo de Estado. Em lugar do capitalismo moderno, em que a propriedade das empresas \u00e9 dispersa entre milhares de investidores, optamos pelo atraso institucional. As empresas desestatizadas passaram a ser controladas por associa\u00e7\u00f5es de grupos privados com o BNDES e fundos de pens\u00e3o de grandes estatais, verdadeiras vacas sagradas que por motivos n\u00e3o muito claros n\u00e3o foram inclu\u00eddas no PND.<\/p>\n<p>M\u00e1 governan\u00e7a \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica entre os fundos de pens\u00e3o de estatais, principalmente pelo uso pol\u00edtico em detrimento de seu prop\u00f3sito original, investir com racionalidade seus ativos para pagar aposentadorias e pens\u00f5es aos filiados. A influ\u00eancia do governo sobre fundos de pens\u00e3o \u00e9 transmitida para as empresas controladas, for\u00e7ando-as \u00e0s vezes a tomar decis\u00f5es conflitantes com a aloca\u00e7\u00e3o eficiente do capital.<\/p>\n<p>Os males causados pelo capitalismo de Estado em nosso pa\u00eds abundam. Bilh\u00f5es de reais de cr\u00e9dito subsidiado sem a contrapartida de aumento de investimento e\/ou produtividade, quebras de campe\u00f5es nacionais, como LBR, OGX e Oi, incentivos fiscais que s\u00f3 incentivaram o d\u00e9ficit p\u00fablico, preju\u00edzos bilion\u00e1rios em fundos de pens\u00e3o de estatais etc. Mais recentemente, eclodiram press\u00f5es pol\u00edticas expl\u00edcitas para mudar a diretoria da Vale, o que soou esdr\u00faxulo, pois se trata de companhia com centenas de milhares de acionistas privados.<\/p>\n<p>O n\u00famero de estatais no Brasil ainda \u00e9 alto, tendo sido engordado nos governos Lula\/Dilma. Temos 159 empresas federais, sendo que mais da metade depende fundamentalmente de recursos do Tesouro Nacional, o que por si s\u00f3 sugere potencial para o fechamento de v\u00e1rias delas. Somem-se algumas dezenas de estatais estaduais, atuando em saneamento, energia el\u00e9trica, distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, bancos e outros.<\/p>\n<p>Simultaneamente ao aumento de quantidade, as estatais expandiram atividades. Os grandes bancos p\u00fablicos passaram a ter fatia majorit\u00e1ria no estoque de cr\u00e9dito da economia, investiram em bancos privados, administradoras de cart\u00f5es de cr\u00e9dito, seguros e turismo. Setores privatizados anteriormente, como fertilizantes e petroqu\u00edmica, voltaram a ter participa\u00e7\u00e3o estatal, o que come\u00e7ou a se reverter em 2016 com o programa de desinvestimentos da Petrobras. No servi\u00e7o de correios, privatizado em v\u00e1rios pa\u00edses como Alemanha, Jap\u00e3o e Inglaterra, a\u00a0<strong>ECT<\/strong>, estatal que registrou preju\u00edzo de R$ 2 bilh\u00f5es em 2015, anunciou o ingresso na telefonia celular. Parece-nos no m\u00ednimo iniciativa desastrada, pois se trata de servi\u00e7o privatizado h\u00e1 duas d\u00e9cadas, com alto \u00edndice de cobertura, de 117 celulares\/100 habitantes, e mercado em que a estatal n\u00e3o demonstra ter qualquer expertise.<\/p>\n<p>A privatiza\u00e7\u00e3o contribui no curto prazo para abater d\u00edvida p\u00fablica e ao longo do tempo para elevar a produtividade, o que ajudar\u00e1 a nos libertar do an\u00eamico crescimento do PIB per capita de 0,7% ao ano entre 1980 e 2015. Para a realiza\u00e7\u00e3o do potencial de aumento de produtividade \u00e9 importante que n\u00e3o se repitam os erros do passado. Sempre que poss\u00edvel, as privatiza\u00e7\u00f5es devem envolver ofertas p\u00fablicas de vendas de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Paralelamente aos programas de parcerias p\u00fablico-privadas na infraestrutura, desinvestimentos de ativos da Petrobras e Eletrobras (ainda por acontecer) e as privatiza\u00e7\u00f5es de estatais estaduais, existe um extenso manancial para privatizar. Nesse contexto, seria recomend\u00e1vel a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios e empresas de gest\u00e3o de portos, vendas de a\u00e7\u00f5es de grandes companhias da carteira da BNDESPAR, como Eletrobras, Petrobras, Vale, JBS e Fibria, e das participa\u00e7\u00f5es do Banco do Brasil e Caixa em bancos privados (Votorantim, Patagonia e Pan-Americano) e no neg\u00f3cio de seguros.<\/p>\n<p>Roberto Castello Branco \u00e9 pesquisador do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econ\u00f4mico da FGV.<\/p>\n<h3>Correios em crise fecham ag\u00eancias e\u00a0encomendas n\u00e3o chegam<\/h3>\n<p>Bom dia Brasil<br \/>\n28\/03\/2017<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/bom-dia-brasil\/edicoes\/2017\/03\/28.html#!v\/5757950\" target=\"_blank\">http:\/\/g1.globo.com\/bom-dia-brasil\/edicoes\/2017\/03\/28.html#!v\/5757950<\/a><\/p>\n<p><strong>Correios em crise fecham ag\u00eancias e\u00a0<\/strong><strong>encomendas n\u00e3o chegam<\/strong><\/p>\n<p>G1<br \/>\n28\/03\/2017<\/p>\n<p>H\u00e1 uma crise sem fim nos\u00a0<strong>Correios<\/strong>, uma empresa que tinha selo de qualidade e, agora, virou dor de cabe\u00e7a para os brasileiros. Por todo o Brasil, os carteiros est\u00e3o sumindo, as encomendas n\u00e3o chegam e ag\u00eancias anunciam fechamento.<\/p>\n<p>A empresa est\u00e1 mergulhada em d\u00edvidas e \u00e9 alvo de cr\u00edticas pela gest\u00e3o pol\u00edtica. Uma empresa que levou o t\u00edtulo de mais confi\u00e1vel do pa\u00eds. A pr\u00f3pria figura do carteiro sempre inspirou em n\u00f3s essa confian\u00e7a, credibilidade, mas agora a realidade \u00e9 bem outra.<br \/>\nO Bom Dia Brasil fez um giro em S\u00e3o Paulo, Santa Catarina e Sergipe para mostrar exemplos do desmonte dos Correios.<\/p>\n<p><strong>Resposta da ADCAP pela mat\u00e9ria veiculada no\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jornal Grande ABC &#8216;Correios ainda est\u00e3o na\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>UTI, mas sem aparelho&#8217;<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><em>Para conhecimento, divulgamos, abaixo, a Carta Resposta da ADCAP publicada no Jornal Di\u00e1rio do Grande ABC<\/em><\/p>\n<p>Jornal Di\u00e1rio do Grande ABC<br \/>\n27\/03\/2017<\/p>\n<p>Correios<\/p>\n<p>Sobre a entrevista com o presidente dos\u00a0<strong>Correios<\/strong>, Guilherme Campos J\u00fanior (Pol\u00edtica, dia 13), inicialmente, cabe informar que faltou com a verdade quando afirmou que \u201cnos Correios, dos 117 mil funcion\u00e1rios, s\u00f3 podem vir de fora da empresa o presidente, oito vice-presidentes e 16 assessores especiais\u201d. Deixou de incluir os servidores cedidos de outros \u00f3rg\u00e3os para a ECT. Os assessores especiais, por exemplo, comp\u00f5em quadro de indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, para dar abrigo \u2013 e sal\u00e1rio de R$ 20 mil \u2013 a ex-deputados, a amigos e correligion\u00e1rios dos dirigentes do momento. Verdadeira farra! Em decorr\u00eancia, a presid\u00eancia e as vice-presid\u00eancias, bem como as suas assessorias, est\u00e3o tomadas majoritariamente por pessoas estranhas aos quadros da empresa, sem nenhum conhecimento do setor postal brasileiro. Faltou com a verdade tamb\u00e9m quando afirmou que foi a \u00faltima indica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica antes da Lei 13.303\/2016. Ademais, o pr\u00f3prio presidente da ECT foi nomeado pouco antes da edi\u00e7\u00e3o da lei, visto que n\u00e3o cumpria os requisitos exigidos. Faltou com a verdade mais uma vez quando afirmou que \u201cos Correios sempre foram geridos por funcion\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o\u201d. Ora, nos \u00faltimos 14 anos a ECT teve apenas um empregado como presidente, em 2005. Diretores e vice-presidentes, na sua absoluta maioria, durante todo esse tempo, eram pessoas estranhas aos quadros da ECT, alguns deles inclusive presos em opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal. Assim, a quest\u00e3o central a ser enfrentada, para a qual o presidente da ECT nada fez e nada faz, \u00e9 a profissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o da empresa. Ao contr\u00e1rio, o atual presidente repete as mazelas deixadas pelos seus antecessores, aparelhando a empresa com correligion\u00e1rios para cargos de dire\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o central e nos Estados, suprimindo crit\u00e9rios estabelecidos para o exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es, dispensando os processos de recrutamento interno para a escolha dos gestores e os modelos de promo\u00e7\u00e3o por resultados, de forma a viabilizar as indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Acres\u00e7a-se que o mesmo aparelhamento vem sendo utilizado nas entidades vinculadas, como o Postalis (fundo de pens\u00e3o), Postal Sa\u00fade (caixa de assist\u00eancia de sa\u00fade) e CorreiosPar (subsidi\u00e1ria integral da ECT). Por fim, os profissionais da ECT repudiam as afirma\u00e7\u00f5es irrespons\u00e1veis do presidente da empresa, que atribuem aos empregados a responsabilidade pelos preju\u00edzos nos \u00faltimos exerc\u00edcios, ao tempo em que informam que adotar\u00e3o as medidas administrativas e judiciais cab\u00edveis.<\/p>\n<p>Maria In\u00eas Capelli Fulginiti, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais dos Correios<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.dgabc.com.br\/(X(1)S(ptu4zwmwu4zsqzfux3rfhhus))\/Noticia\/2522616\/a-paisagem-e-o-direito-a-moradia\" target=\"_blank\">http:\/\/www.dgabc.com.br\/(X(1)S(ptu4zwmwu4zsqzfux3rfhhus))\/Noticia\/2522616\/a-paisagem-e-o-direito-a-moradia<\/a><br \/>\n<strong>Mat\u00e9ria Correios ainda est\u00e3o na UTI<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.dgabc.com.br\/Noticia\/2515233\/correios-ainda-estao-na-uti-mas-sem-aparelho\" target=\"_blank\">http:\/\/www.dgabc.com.br\/Noticia\/2515233\/correios-ainda-estao-na-uti-mas-sem-aparelho<\/a><\/p>\n<p><strong>Correios estudam &#8216;mega demiss\u00e3o&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>Jornal Valor Econ\u00f4mico<br \/>\n27\/03\/2017<\/p>\n<p>Com preju\u00edzo de quase R$ 500 milh\u00f5es nos dois primeiros meses do ano e depois de frustrar-se com o baixo n\u00famero de ades\u00f5es ao plano de desligamentos volunt\u00e1rios aberto em janeiro, a Empresa Brasileira de\u00a0<strong>Correios\u00a0<\/strong>e Tel\u00e9grafos (ECT) avalia uma medida radical para fechar o rombo em seus cofres, que desperta a ira dos sindicatos de trabalhadores.<\/p>\n<p>Sob o argumento de que a situa\u00e7\u00e3o financeira \u00e9 extremamente grave, o departamento jur\u00eddico da estatal foi acionado para verificar se h\u00e1 meios de driblar a estabilidade dos empregados e fazer &#8220;demiss\u00f5es motivadas&#8221;, com o objetivo de reduzir o quadro de pessoal. Estimativas preliminares indicam a necessidade de enxugamento de 20 mil a 25 mil funcion\u00e1rios para equilibrar as despesas operacionais e dar sustentabilidade aos Correios.<\/p>\n<p>Caso a medida realmente v\u00e1 adiante, seria um precedente importante para outras estatais em crise, ao relativizar a estabilidade de trabalhadores que ingressaram por meio de concurso. Hoje eles s\u00f3 podem sair voluntariamente ou por justa causa, mediante a abertura de processo disciplinar. A diretoria dos Correios prepara sua sustenta\u00e7\u00e3o com base no artigo 173 da Constitui\u00e7\u00e3o, que permite adotar em empresa p\u00fablica o regime jur\u00eddico de empresas privadas. Haveria brecha legal tamb\u00e9m para as dispensas motivadas na CLT, com a alega\u00e7\u00e3o de que a aus\u00eancia de medidas pode colocar a estatal em colapso.<\/p>\n<p>Segundo dados da vice-presid\u00eancia de finan\u00e7as e controle interno, a folha de pagamento da estatal aumentou de R$ 3 bilh\u00f5es para R$ 7,5 bilh\u00f5es entre 2006 e 2015. Com isso, os custos trabalhistas subiram de 49% para 62% dos gastos totais. No mesmo per\u00edodo, o &#8220;tr\u00e1fego de objetos&#8221; caiu de 8,6 bilh\u00f5es para 8,2 bilh\u00f5es por ano e o n\u00edvel de produtividade diminuiu de 80 para cerca de 70 objetos por cada trabalhador.<\/p>\n<p>Com pouco mais de 117 mil empregados atualmente, os Correios abriram um PDV em janeiro. A expectativa era atrair em torno de 8 mil funcion\u00e1rios com mais de 55 anos e tempo de casa suficiente para requerer aposentadoria, mas houve 5,5 mil ades\u00f5es. O preju\u00edzo acumulado nos \u00faltimos dois anos chega a R$ 4 bilh\u00f5es e n\u00e3o d\u00e1 sinais de revers\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente da ECT, Guilherme Campos, confirmou ao Valor a exist\u00eancia das discuss\u00f5es, mas disse que nenhuma decis\u00e3o foi tomada at\u00e9 agora. &#8220;N\u00e3o estamos fazendo isso com nenhum requinte de sadismo. O que n\u00e3o d\u00e1 \u00e9 para manter uma situa\u00e7\u00e3o em que dois ter\u00e7os dos custos totais s\u00e3o de pessoal&#8221;, afirmou o executivo. Ele se recusa, no entanto, a falar sobre o n\u00famero de desligamentos supostamente necess\u00e1rios para estancar a sangria. &#8220;Seria leviano expressar isso agora.&#8221;<\/p>\n<p>Os trabalhadores prometem reagir. A Fentect, principal federa\u00e7\u00e3o de empregados dos Correios, convocou todos os sindicatos da categoria para uma reuni\u00e3o de emerg\u00eancia na ter\u00e7a-feira. O encontro, em Bras\u00edlia, debater\u00e1 a possibilidade de greve na estatal.<\/p>\n<p>&#8220;A empresa est\u00e1 se aproveitando do argumento de crise financeira para impor uma estrat\u00e9gia de sucateamento&#8221;, afirma Suzy Cristiny da Costa, diretora da Fentect. Para ela, o mecanismo das demiss\u00f5es motivadas est\u00e1 em linha com outro medida tomada recentemente: o fechamento de 250 ag\u00eancias pr\u00f3prias em todo o pa\u00eds. Suzy acredita que isso afetar\u00e1 a qualidade na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e sobrecarregar\u00e1 os trabalhadores. &#8220;Est\u00e3o se mexendo para fazer a abertura de capital.&#8221;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Marcos C\u00e9sar Alves Silva, representante dos empregados no conselho de administra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 amparo legal nas demiss\u00f5es planejadas e a crise da estatal tem causas mais profundas: &#8220;Os resultados negativos n\u00e3o s\u00e3o decorrentes de problemas do mercado e nem do incha\u00e7o nos quadros de pessoal&#8221;.<\/p>\n<p>Silva aponta pelo menos tr\u00eas raz\u00f5es para o agravamento da situa\u00e7\u00e3o financeira dos Correios: o recolhimento exagerado de dividendos (foram transferidos R$ 6 bilh\u00f5es ao Tesouro Nacional), represamento de tarifas postais em anos eleitorais e excesso de indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas no comando da estatal.<\/p>\n<p>Reduto do PMDB no governo Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, a diretoria dos Correios foi loteada entre dirigentes petistas durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Seis meses antes do impeachment, ela entregou os cargos para o PDT. Michel Temer colocou o PSD na empresa.<\/p>\n<p>Antes mesmo de anunciar as demiss\u00f5es motivadas, a atual c\u00fapula da ECT precisa lidar com outro desgaste. H\u00e1 poucos dias, os empregados foram avisados de que s\u00f3 poder\u00e3o tirar f\u00e9rias ao fim do segundo per\u00edodo aquisitivo. Trata-se de uma forma de economizar, no curto prazo, com o adicional de 70% de f\u00e9rias garantido pelo acordo coletivo da categoria (normalmente \u00e9 um ter\u00e7o).<\/p>\n<p>Para os sindicatos, a medida alivia artificialmente o caixa e desorganiza a aloca\u00e7\u00e3o de recursos humanos nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>\u201cObjetivo \u00e9 precarizar para privatizar\u201d, diz\u00a0<\/strong><strong>Sindicato dos Correios<\/strong><\/p>\n<p>Portal o Dia<br \/>\n27\/03\/2017<\/p>\n<p>Algumas medidas v\u00eam sendo tomadas pelos\u00a0<strong>Correios\u00a0<\/strong>na tentativa de superar a crise pela qual a empresa p\u00fablica est\u00e1 passando, como o processo de fundir ag\u00eancias, Programa de Dispensa Involunt\u00e1ria (PDI) e, agora, o programa de Dispensa Motivada na estatal, na qual ter\u00e1 de demitir servidores para a empresa sobreviver. Para o sindicato da classe, essas medidas n\u00e3o passam de desculpas a fim de que a empresa consiga privatizar a estatal.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio jur\u00eddico do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piau\u00ed (Sintect) e secret\u00e1rio Norte e Nordeste da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores dos Correios, Jos\u00e9 Rodrigues, a empresa quer prejudicar o ser vi\u00e7o prestado para mostrar que enquanto ela for p\u00fablica, o servi\u00e7o tende a cair.\u201cO objetivo maior \u00e9 precarizar o servi\u00e7o com o intuito de ter um argumento forte para privatizar. Eles querem entregar a parte que d\u00e1 lucro para a parte privada, e esse desejo \u00e9 de muito tempo. O presidente dos Correios \u00e9 um empres\u00e1rio que s\u00f3 pensa no lado privado. Esses ataques s\u00e3o para fortalecer que ela n\u00e3o pode continuar p\u00fablica. Eles tentam colocar a culpa da situa\u00e7\u00e3o financeira da empresa nos trabalhadores, mas a gente sabe que a culpa \u00e9 dos pr\u00f3prios governos que sucatearam e roubaram a em presa durante muito tempo\u201d, denuncia o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Rodrigues afirma ainda que o sindicato tem d\u00favidas a respeito da situa\u00e7\u00e3o financeira que o Correios alega estar e informam que est\u00e3o pedindo uma auditoria para confirmar se realmente a empresa passa por uma crise. \u201cOs Correios s\u00e3o uma empresa p\u00fablica que presta um servi\u00e7o social importante para a popula\u00e7\u00e3o. Durante muitos anos, a empresa deu lucro e ele \u00e9 repassado para o governo. A gente tem at\u00e9 d\u00favida da dificuldade financeira que ela diz estar, porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil acreditar que, em 2012, a empresa estava com um bilh\u00e3o de lucro e, em quatro anos, passar a ter um preju\u00edzo de mais de quatro bilh\u00f5es\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Segundo o sindicalista, ainda que a situa\u00e7\u00e3o financeira esteja passando por dificuldades de fato, \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do governo garantir servi\u00e7o de qualidade para a sociedade e n\u00e3o de precarizar ainda mais o servi\u00e7o. \u201cA falta de trabalhadores prejudica o servi\u00e7o dos Correios. A sobrecarga em um trabalhador, j\u00e1 que eles est\u00e3o demitindo v\u00e1rios, tamb\u00e9m. E fora que os direitos dos funcion\u00e1rios est\u00e3o sendo atacados, o plano de sa\u00fade est\u00e1 sendo amea\u00e7ado e as f\u00e9rias est\u00e3o sendo suspensas, s\u00e3o v\u00e1rios ataques que a categoria come\u00e7a a reagir indignada. J\u00e1 sa\u00edram 5 mil trabalhadores sem substitui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tem nem previs\u00e3o de concurso. Ela est\u00e1 implantando servi\u00e7o que precariza cada vez mais o servi\u00e7o com essas medidas\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo nota da Coluna Esplanada, publicada no Jornal ODIA, o programa de Dispensa Motivada na Estatal vai ser anunciado em breve pelo presidente da empresa. A dire\u00e7\u00e3o dos Correios prepara sua defesa jur\u00eddica baseada na Constitui\u00e7\u00e3o, que permite adotar, em empresa p\u00fablica, o regime jur\u00eddico de empresas privadas. At\u00e9 o momento, a empresa informa que n\u00e3o tem informa\u00e7\u00f5es concretas sobre o programa, pois o mesmo ainda est\u00e1 em estudo.<\/p>\n<p><strong>Trabalhadores dos Correios se mobilizam\u00a0<\/strong><strong>contra retirada de direitos b\u00e1sicos<\/strong><\/p>\n<p>RBA<br \/>\n27\/03\/2017<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Representantes de sindicatos de trabalhadores da Empresa Brasileira de\u00a0<strong>Correios\u00a0<\/strong>e Tel\u00e9grafos (ECT) est\u00e3o reunidos hoje (27) com o presidente da institui\u00e7\u00e3o, Guilherme Campos, em S\u00e3o Paulo. Em pauta, medidas da empresa de restri\u00e7\u00e3o de direitos hist\u00f3ricos da categoria, como a poss\u00edvel cobran\u00e7a de mensalidade para a manuten\u00e7\u00e3o dos planos de sa\u00fade e a suspens\u00e3o de f\u00e9rias para os funcion\u00e1rios at\u00e9 abril de 2018.<\/p>\n<p>\u201cSuspender f\u00e9rias programadas dos trabalhadores \u00e9 um absurdo sem tamanho da ECT, porque as f\u00e9rias s\u00e3o direito adquirido, definidos em lei, e t\u00eam de ser pagas\u201d, afirma em nota o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos e Similares de S\u00e3o Paulo, Grande S\u00e3o Paulo e zona postal de Sorocaba (Sintect). \u201cO sindicato ajuizar\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o coletiva em favor dos trabalhadores\u201d, informa, caso o impasse n\u00e3o seja resolvido na reuni\u00e3o de hoje. As medidas foram anunciadas pela administra\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n<p>A ECT argumenta problemas na situa\u00e7\u00e3o financeira da institui\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 rebatido pelo sindicato. \u201c\u00c9 um absurdo isso se dar em nome (a suspens\u00e3o das f\u00e9rias) de uma suposta falta de dinheiro, ao mesmo tempo que a ECT torra dinheiro mandando seus vice-presidentes em viagens de turismo \u00e0 Europa, para aprender como privatizar a empresa, fecha v\u00e1rios contratos de patroc\u00ednio e paga uma fortuna para uma empresa estrangeira fazer um plano de sa\u00fade, acabando com o dos Correios.\u201d<\/p>\n<p>Para a categoria, a medida visa a \u201capenas criar p\u00e2nico\u201d, e faz parte da pol\u00edtica de \u201cterras arrasadas\u201d adotada pelo governo de Michel Temer (PMDB). \u201cA ECT n\u00e3o precisava fazer isso, mesmo se tivesse problema de caixa de verdade. As f\u00e9rias ter\u00e3o de ser pagas de qualquer jeito, pois a lei obriga, e n\u00e3o envolvem tanto dinheiro assim para uma empresa do tamanho desta\u201d, afirma. \u201cEssa \u00e9 a receita do governo Temer\u201d, continua o sindicato.<\/p>\n<p>\u201cTemer quer desregulamentar o trabalho, acabar com a legisla\u00e7\u00e3o que protege o trabalhador, acabar com a Previd\u00eancia p\u00fablica e acabar com as estatais, privatizar tudo. \u00c9 um governo que est\u00e1 agindo para favorecer ao m\u00e1ximo as empresas e empres\u00e1rios, principalmente estrangeiros (\u2026) E os &#8216;paus mandados&#8217; de Temer na dire\u00e7\u00e3o da ECT querem fazer direito o trabalho sujo, acabando com direitos dos trabalhadores, reduzindo os custos com m\u00e3o de obra, deixando a empresa enxuta e rent\u00e1vel para privatizar\u201d, afirma o sindicato, ao acusar o governo de abrir espa\u00e7o para multinacionais do setor postal, como a DHL, Fedex e UPS.<\/p>\n<p>A categoria encontra-se em estado de greve desde o dia 15 contra as medidas. \u201cA greve \u00e9 contra o governo Temer e suas propostas de reforma da Previd\u00eancia e Trabalhista, que acabam com direitos dos trabalhadores. E contra a dire\u00e7\u00e3o dos Correios, que com sua inten\u00e7\u00e3o de cobrar mensalidade no plano m\u00e9dico tamb\u00e9m acaba com um direito conquistado com muita luta pela categoria\u201d, completa a entidade.<\/p>\n<p><strong>Correios confirmam atraso em entregas em 10\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>cidades de SC<\/strong><\/p>\n<p>G1<br \/>\n27\/03\/2017<\/p>\n<p>Os\u00a0<strong>Correios\u00a0<\/strong>informaram que h\u00e1 atrasos na entrega de correspond\u00eancias e encomendas em 10 cidades catarinenses: Jaragu\u00e1 do Sul, no Norte, Balne\u00e1rio Cambori\u00fa, Navegantes e Penha, no Litoral Norte, Blumenau, Itaja\u00ed e Brusque, no Vale do Itaja\u00ed, e Florian\u00f3polis, Palho\u00e7a e S\u00e3o Jos\u00e9, na Grande Florian\u00f3polis. Em Penha, o Procon chegou a denunciar o caso ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), como mostrou o Jornal do Almo\u00e7o desta segunda-feira (27).<\/p>\n<p>Em nota, os Correios afirmam que o atraso \u00e9 por causa da falta de pessoal, com empregados afastados por motivo de sa\u00fade e do C\u00f3digo de Endere\u00e7amento Postal (CEP) errado. Quanto \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, a empresa n\u00e3o tem previs\u00e3o, mas disse que est\u00e1 empenhada para que isso ocorra o quanto antes. O telefone da Central de Atendimento dos Correios \u00e9 o 0800-725-01-00.<\/p>\n<p>Atrasos<\/p>\n<p>O n\u00famero de reclama\u00e7\u00f5es motivou a den\u00fancia do Procon de Penha. &#8220;O consumidor hoje recebe em torno de 20 a 30 dias uma correspond\u00eancia em atraso ap\u00f3s a data de vencimento. Tem dois bairros hoje da cidade que n\u00e3o est\u00e3o tendo entregas, por\u00e9m bairros que sempre receberam de forma correta, dentro do prazo&#8221;, afirmou Elton Cantenor Teixeira, do Procon de Penha.<\/p>\n<p>Em Itaja\u00ed, o problema afeta toda a regi\u00e3o. Em Balne\u00e1rio Cambori\u00fa, os moradores relataram que o atraso na entrega das correspond\u00eancias come\u00e7ou h\u00e1 cerca de quatro meses e, \u00e0s vezes, o carteiro simplesmente n\u00e3o passa. Dessa forma, os moradores precisam ir at\u00e9 o Centro de Distribui\u00e7\u00e3o, que funciona das 14h \u00e0s 16h.<\/p>\n<p>&#8220;Estou irritada por isso. Porque eu tenho que estar indo nos lugares para pegar boleto, para eu poder pagar boleto&#8221;, relatou a aposentada Rita do Amaral.<\/p>\n<p>Um m\u00eas de espera<\/p>\n<p>Em Florian\u00f3polis, as entregas dos Correios tamb\u00e9m est\u00e3o atrasadas. O comerciante Nicolau Roger dos Santos espera h\u00e1 um m\u00eas por uma pe\u00e7a que comprou em Brusque, no Vale do Itaja\u00ed, cidade distante cerca de 90 quil\u00f4metros da capital catarinense.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a que ele comprou j\u00e1 est\u00e1 em Florian\u00f3polis desde 12 de mar\u00e7o. Ele tentou buscar pessoalmente, mas n\u00e3o conseguiu. &#8220;Fui duas vezes l\u00e1. Falei com o supervisor. Ele me disse que, infelizmente, ele n\u00e3o tinha material humano para atender \u00e0 minha necessidade&#8221;, relatou o comerciante.<\/p>\n<p>Para o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Tel\u00e9grafos e Similares de Santa Catarina (Sintect), o problema vai al\u00e9m. &#8220;Os carros est\u00e3o sem manuten\u00e7\u00e3o. O CDD [Centro de Distribui\u00e7\u00e3o Domiciliar] Ingleses, voc\u00ea pode olhar, de 31 motos, tem s\u00f3 14 funcionando. A empresa n\u00e3o realiza concurso p\u00fablico desde 2011. E ela vem fazendo nos \u00faltimos tr\u00eas anos planos de aposentadoria incentivada, ela tem um plano de demiss\u00e3o incentivada, que foi renovado por mais dois meses, e ela n\u00e3o est\u00e1 substituindo essas vagas&#8221;, relatou a diretora-executiva do Sintect, Tha\u00eds Moreira.<\/p>\n<p>Caminho das cartas<\/p>\n<p>Quando uma encomenda chega a Santa Catarina, ela vai para o centro de triagem, em Palho\u00e7a. Dali, segue para um dos cinco centros de entrega do estado. Se for uma correspond\u00eancia, ela \u00e9 encaminhada ao centro de tratamento de cartas, na vizinha S\u00e3o Jos\u00e9. L\u00e1, \u00e9 separada por regi\u00e3o e levada para um dos 49 centros de distribui\u00e7\u00e3o domiciliar do estado, onde os carteiros fazem a \u00faltima separa\u00e7\u00e3o antes de sa\u00edrem para entrega. O prazo para receber depende do servi\u00e7o contratado pelo cliente.<br \/>\nA assessoria dos Correios confirmou que cinco ag\u00eancias ser\u00e3o fechadas no estado entre abril e maio: duas em Florian\u00f3polis, uma em Joinville, no Norte, uma em Blumenau e uma em S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhadores pagam por preju\u00edzos,\u00a0corrup\u00e7\u00e3o e m\u00e1 gest\u00e3o em estatais Correio Braziliense 28\/03\/2017 Os preju\u00edzos acumulados pelas empresas estatais nos \u00faltimos anos ser\u00e3o pagos com a demiss\u00e3o de milhares de empregados.&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8101"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8101"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8101\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}