{"id":7725,"date":"2017-01-10T16:55:44","date_gmt":"2017-01-10T16:55:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/?p=7725"},"modified":"2017-05-22T19:15:30","modified_gmt":"2017-05-22T19:15:30","slug":"adcap-net-10012017-as-estatais-vistas-como-empresas-veja-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/adcap-net-10012017-as-estatais-vistas-como-empresas-veja-mais\/","title":{"rendered":"Adcap Net 10\/01\/2017 &#8211; As estatais vistas como empresas &#8211; Veja mais!"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div><strong>Servidores da era PT se mant\u00eam em cargos<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>estrat\u00e9gicos do governo Temer\u00a0<\/strong><\/div>\n<div>\n<p>FOLHA DE S. PAULO<br \/>\n10\/1\/17<\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Mesmo com toda a tens\u00e3o que marcou o processo de impeachment, petistas e pessoas indicadas pelo PT persistem em cargos estrat\u00e9gicos do governo federal, oito meses ap\u00f3s o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Amiga do ex-ministro da Justi\u00e7a Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, a advogada Regina Maria Filomena de Luca Miki\u00a0esteve por quase seis anos \u00e0 frente da Secretaria de Seguran\u00e7a do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Foi exonerada em junho de 2016, na interinidade de Temer. Mas assumiu a Ger\u00eancia Executiva de Intelig\u00eancia da Petrobras em dezembro, um m\u00eas depois de solicitar sua desfilia\u00e7\u00e3o do PT.<\/p>\n<p>Antes de chegar ao governo federal, ela foi secret\u00e1ria da Prefeitura de Diadema, na gest\u00e3o de Jos\u00e9 De Filippi \u2014tesoureiro de duas campanhas presidenciais do PT.<\/p>\n<p>Ligado ao PT de S\u00e3o Paulo, Rodrigo Assump\u00e7\u00e3o ocupa h\u00e1 mais de oito anos a presid\u00eancia da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informa\u00e7\u00f5es da Previd\u00eancia Social).<\/p>\n<p>Um substituto chegou a ser anunciado no in\u00edcio do governo Temer. Mas Assump\u00e7\u00e3o continuou no cargo.<\/p>\n<p>Ele chegou ao Minist\u00e9rio do Planejamento no primeiro ano da administra\u00e7\u00e3o Lula, como secret\u00e1rio-adjunto de Log\u00edstica e Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o. Procurado pela Folha, Assump\u00e7\u00e3o n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n<p>A atual presidente do Serpro (Servi\u00e7o Federal de Processamento de Dados) \u2014vinculado ao Minist\u00e9rio da Fazenda\u2014, Gl\u00f3ria Guimar\u00e3es, foi levada ao governo Lula por indica\u00e7\u00e3o do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.<\/p>\n<p>A convite de Bernardo, ela foi secretaria de Log\u00edstica e Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o no minist\u00e9rio. Com a transfer\u00eancia de Bernardo para o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, assumiu a vice-presid\u00eancia de Opera\u00e7\u00f5es dos\u00a0<strong>Correios<\/strong>. Ainda no governo Dilma, comandou a superintend\u00eancia do Serpro. Em maio de 2016, foi nomeada presidente da estatal. Guimar\u00e3es recha\u00e7a a ideia de apadrinhamento pol\u00edtico.<\/p>\n<p>&#8220;Estou h\u00e1 36 anos no servi\u00e7o p\u00fablico, sempre ocupei fun\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e de gest\u00e3o durante minha vida p\u00fablica. Nunca trabalhei em fundos de pens\u00e3o. N\u00e3o tenho padrinhos pol\u00edticos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>No passado apoiado pelos ex-ministros Jaques Wagner e Antonio Palocci contra a cobi\u00e7a do PMDB, o vicepresidente de Tecnologia do Banco do Brasil, Geraldo Afonso Dezena da Silva, tamb\u00e9m rejeita o r\u00f3tulo de afilhado pol\u00edtico.<\/p>\n<p>&#8220;Sou funcion\u00e1rio de carreira do Banco do Brasil h\u00e1 40 anos, tempo em que exerci diversos cargos, galgando um a um sem nunca contar com indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.&#8221; ALOPRADO A exemplo de Dataprev e Serpro, a estrutura do BB Tecnologia e Servi\u00e7os \u2014a antiga Cobra, empresa controlada pelo Banco do Brasil\u2014 conserva parte da estrutura herdada da gest\u00e3o petista.<\/p>\n<p>Entre seus dirigentes est\u00e1 Expedito Veloso. Um dos coordenadores da campanha de reelei\u00e7\u00e3o de Lula em 2006, Veloso ocupa, segundo o site oficial, a diretoria de Opera\u00e7\u00f5es da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante a campanha daquele ano, seu nome veio \u00e0 tona em meio ao &#8220;esc\u00e2ndalo dos aloprados&#8221;, quando colaboradores da candidatura foram flagrados no momento da compra de um dossi\u00ea sobre o tucano Jos\u00e9 Serra, ent\u00e3o candidato do PSDB ao governo de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Veloso foi afastado do PT e investigado pelo banco. Inocentado pela Justi\u00e7a em 2015, escreveu, em artigo, que pretende retomar o &#8220;curso normal&#8221; de sua carreira.<\/p>\n<p>Outro sobrevivente \u00e9 o ex-ministro do Turismo e ex-presidente do Sebrae (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequeno Empresas), Luiz Barretto.<\/p>\n<p>O petista ocupa postos-chave na Esplanada desde o governo Lula. Foi nomeado ministro do Turismo em 2008. Assumiu a presid\u00eancia do Sebrae dois anos depois e foi substitu\u00eddo por Guilherme Afif em novembro de 2015.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2016, Barretto foi nomeado presidente da Caixa Crescer, institui\u00e7\u00e3o de oferta de microcr\u00e9dito que tem 49% de suas a\u00e7\u00f5es pertencentes \u00e0 Caixa \u2014o restante \u00e9 de fundos privados.<\/p>\n<p>O ex-ministro afirma que n\u00e3o houve indica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para o cargo. &#8220;N\u00e3o fa\u00e7o parte do governo Temer. Estou numa empresa privada&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Barretto afirma que, embora consultada, a Caixa n\u00e3o tem a palavra final sobre a diretoria da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Os erros na gest\u00e3o da Funcef recair\u00e3o sobre<\/strong><\/p>\n<p><strong>os participantes<\/strong><\/p>\n<p>ESTAD\u00c3O<br \/>\n10\/1\/17<\/p>\n<p>Terceira maior entidade de previd\u00eancia fechada teve d\u00e9ficit atuarial acumulado desde 2012 de R$ 18 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>O fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios da Caixa Econ\u00f4mica Federal (Funcef) \u00e9 a terceira maior entidade de previd\u00eancia fechada do Pa\u00eds, com R$ 59 bilh\u00f5es de ativos, 100 mil participantes ativos, 183 mil dependentes e quase 40 mil j\u00e1 assistidos, conforme dados de setembro de 2016 da associa\u00e7\u00e3o dos fundos (Abrapp). Teve d\u00e9ficit atuarial (diferen\u00e7a entre o patrim\u00f4nio e o que ter\u00e1 de ser pago a todos os participantes, at\u00e9 o fim da vida) acumulado desde 2012 de R$ 18 bilh\u00f5es, dos quais cerca de R$ 3 bilh\u00f5es nos primeiros 11 meses de 2016. O \u00f4nus recair\u00e1, em partes iguais, sobre a CEF e sobre os participantes, inclusive os j\u00e1 assistidos. \u00c9 um custo n\u00e3o s\u00f3 de gest\u00e3o duvidosa, mas de pr\u00e1ticas desaconselh\u00e1veis que s\u00f3 recentemente passaram a ser corrigidas.<\/p>\n<p>Reportagem do Estado mostrou que entre os maiores investimentos da Funcef em 2015 estavam a\u00e7\u00f5es da Vale, da Invepar, da Eldorado Celulose (do Grupo Odebrecht), da Norte Energia (Belo Monte), da Desenvix e da Sete Brasil, que j\u00e1 dera R$ 1,7 bilh\u00e3o de preju\u00edzo ao fundo. Houve boas e m\u00e1s aplica\u00e7\u00f5es. Governos petistas escolheram diretores que apoiaram investimentos de risco, como na Sete Brasil, criada para construir navios para a Petrobr\u00e1s e que est\u00e1 em recupera\u00e7\u00e3o judicial com d\u00edvidas de quase R$ 20 bilh\u00f5es.<br \/>\nDiretores e ex-diretores da Funcef tiveram a pris\u00e3o decretada em 2016, por envolvimento na Opera\u00e7\u00e3o Greenfield, da Pol\u00edcia Federal, que investigou a gest\u00e3o dos fundos de pens\u00e3o. Gest\u00e3o temer\u00e1ria \u2013 ou fraudulenta \u2013 j\u00e1 havia sido detectada em outros fundos, como o Postalis, dos\u00a0<strong>Correios<\/strong>, com rombo estimado em R$ 465 milh\u00f5es pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal por opera\u00e7\u00f5es realizadas entre 2006 e 2011.<\/p>\n<p>O presidente da Funcef, Carlos Vieira, disse ao Estado que a miss\u00e3o do fundo mudou drasticamente. Em vez de estar \u201ccomprometido com o desenvolvimento do Brasil\u201d, a Funcef vai \u201cadministrar com excel\u00eancia planos de benef\u00edcios para promover seguran\u00e7a e qualidade de vida aos participantes\u201d. \u00c9 o que sempre deveria ter feito.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje o passado traz incertezas para participantes ativos e assistidos, que n\u00e3o tiveram b\u00f4nus, s\u00f3 o \u00f4nus de fazer contribui\u00e7\u00f5es adicionais para cobrir rombos atuariais.<\/p>\n<p><strong>As estatais vistas como empresas<\/strong><\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<br \/>\n09 Janeiro 2017<\/p>\n<p>Sancionada em junho passado, a Lei das Estatais (Lei 13.303\/2016) acaba de ser regulamentada. A nova legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 importante, na medida em que estabelece claros limites para a interfer\u00eancia do mundo pol\u00edtico sobre as estatais. Logicamente, ainda \u00e9 grande a dist\u00e2ncia que falta percorrer para chegar \u00e0 plena compreens\u00e3o de que as empresas p\u00fablicas s\u00e3o empresas e que assim devem ser tratadas. Isso significa que o preenchimento de seus cargos, de dire\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o, n\u00e3o deveria se dar por interfer\u00eancias pol\u00edticas, mas unicamente em raz\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o profissional dos postulantes. De toda forma, o passo agora dado com a nova legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 positivo, j\u00e1 que contribui para um melhor e mais n\u00edtido funcionamento das estatais.<\/p>\n<p>A Lei 13.303\/2016 estabelece uma norma jur\u00eddica para a empresa p\u00fablica, a sociedade de economia mista e suas subsidi\u00e1rias, no \u00e2mbito da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos munic\u00edpios. Ela incide sobre todas as estatais que exploram \u201catividade econ\u00f4mica de produ\u00e7\u00e3o ou comercializa\u00e7\u00e3o de bens ou de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>Um dos pontos mais positivos da Lei 13.303\/2016 \u00e9 o estabelecimento de requisitos m\u00ednimos para a composi\u00e7\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o e da diretoria das estatais. Em conson\u00e2ncia com o texto legal, o Decreto 8.945 exige quatro condi\u00e7\u00f5es para os administradores das estatais: reputa\u00e7\u00e3o ilibada, not\u00f3rio conhecimento, forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica compat\u00edvel com o cargo para o qual foi indicado e experi\u00eancia profissional m\u00ednima.<\/p>\n<p>Ainda que coubesse um pouco mais de rigidez \u00e0 nova lei \u2013 por exemplo, ela permite que quatro anos de atua\u00e7\u00e3o como profissional liberal na \u00e1rea da estatal sejam suficientes para constituir a experi\u00eancia profissional m\u00ednima exigida \u2013, suas condi\u00e7\u00f5es certamente impediriam alguns importantes abusos cometidos ao longo dos anos de PT no governo federal. Basta pensar que, agora, para ser diretor de uma estatal ou pertencer ao seu Conselho de Administra\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso ter forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica compat\u00edvel com o cargo a ser ocupado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a nova legisla\u00e7\u00e3o determina algumas proibi\u00e7\u00f5es para as vagas no Conselho de Administra\u00e7\u00e3o ou na diretoria da estatal. Para esses cargos n\u00e3o podem ser indicados, por exemplo, ministros de Estado, secret\u00e1rios estaduais ou municipais, dirigentes partid\u00e1rios ou sindicais, nem seus parentes consangu\u00edneos ou afins at\u00e9 o terceiro grau. No caso de quem foi dirigente partid\u00e1rio, h\u00e1 ainda uma quarentena de 36 meses para que possa vir a ocupar um cargo de administrador de estatal.<\/p>\n<p>Para garantir o cumprimento dessas novas condi\u00e7\u00f5es, o Decreto 8.945 estabeleceu que cada estatal dever\u00e1 ter um comit\u00ea de elegibilidade, respons\u00e1vel tanto por auxiliar a escolha de novos administradores como por verificar a conformidade do processo de avalia\u00e7\u00e3o. Detalhe importante, definido pelo decreto, \u00e9 a exig\u00eancia de que todo o trabalho do comit\u00ea seja registrado em ata.<\/p>\n<p>O Decreto 8.945 fixa ainda regras m\u00ednimas para o estatuto social das estatais, como, por exemplo, a obrigatoriedade de um Conselho Fiscal com funcionamento permanente nas estatais. A men\u00e7\u00e3o a esse tipo de obriga\u00e7\u00e3o no decreto regulamentador mostra o qu\u00e3o distante ainda se est\u00e1 da compreens\u00e3o de que empresa p\u00fablica \u00e9 empresa e deve, portanto, ser tratada como tal.<\/p>\n<p>As estatais ter\u00e3o 18 meses para adequar seus estatutos \u00e0s novas diretrizes legais. O esfor\u00e7o por cumprir a nova legisla\u00e7\u00e3o pode ser muito prof\u00edcuo, sendo uma oportunidade \u00edmpar para revisar as pr\u00e1ticas e a cultura corporativa das empresas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Ainda que possa soar contradit\u00f3rio, a Lei das Estatais n\u00e3o est\u00e1 dirigida primariamente \u00e0s estatais. A nova legisla\u00e7\u00e3o \u00e9, acima de tudo, um claro recado aos pol\u00edticos. De modo especial, s\u00e3o eles que precisam entender \u2013 e respeitar \u2013 que as estatais n\u00e3o s\u00e3o feudos para a satisfa\u00e7\u00e3o de interesses partid\u00e1rios ou pessoais. Elas s\u00e3o empresas, precisam ser geridas profissionalmente e s\u00f3 assim poder\u00e3o cumprir a contento sua finalidade social.<\/p>\n<p><strong>Governo federal expulsou 550 servidores por<\/strong><\/p>\n<p><strong>irregularidades em 2016\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>EBC<br \/>\n09\/01\/2017<\/p>\n<p>Em 2016, o governo federal expulsou 550 servidores por irregularidades. Em 65% dos casos, o motivo do desligamento foi a pr\u00e1tica de atos relacionados \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de expuls\u00f5es registradas em 2016 \u00e9 o maior para um ano desde o in\u00edcio do levantamento em 2003. Os dados s\u00e3o do Minist\u00e9rio da Transpar\u00eancia, Fiscaliza\u00e7\u00e3o e Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU).<\/p>\n<p>De acordo com a CGU, das demiss\u00f5es registradas em 2016, 445 foram de servidores efetivos, 65 cassa\u00e7\u00f5es de aposentadorias e 40 destitui\u00e7\u00f5es de ocupantes de cargos em comiss\u00e3o. Ap\u00f3s a pr\u00e1tica de corrup\u00e7\u00e3o, que somou 343 casos, as irregularidades com maior n\u00famero de casos foram o abandono de cargo, a inassiduidade ou a acumula\u00e7\u00e3o il\u00edcita de cargos.<\/p>\n<p>Os dados n\u00e3o incluem os empregados de empresas estatais, como a Caixa Econ\u00f4mica Federal,\u00a0<strong>Correios<\/strong>, Petrobras, entre outras.<\/p>\n<p>Os servidores punidos, nos termos da Lei Ficha Limpa, ficam ineleg\u00edveis por oito anos. Dependendo do tipo de infra\u00e7\u00e3o cometida, tamb\u00e9m podem ficar impedidos de voltar a exercer cargo p\u00fablico.<\/p>\n<p>Desde 2003, o governo federal expulsou 6.209 servidores. Destes, 5.172 foram demitidos, 493 tiveram a aposentadoria cassada e 544 foram afastados de fun\u00e7\u00f5es comissionadas. As unidades da federa\u00e7\u00e3o com maior n\u00famero de puni\u00e7\u00f5es foram Rio de Janeiro (1.096), Distrito Federal (763) e S\u00e3o Paulo (667).<\/p>\n<p><strong>Campanha &#8216;Papai Noel dos Correios&#8217; atendeu<\/strong><\/p>\n<p><strong>quase 10 mil crian\u00e7as no RN<\/strong><\/p>\n<p>G1<br \/>\n10\/01\/2017<\/p>\n<p>A campanha &#8216;Papai Noel dos\u00a0<strong>Correios<\/strong>&#8216; presenteou \u00a09.991 crian\u00e7as potiguares, o que corresponde a 92,5% do total de 10.800 cartinhas selecionadas pela campanha em 2016. \u00a0Dentre os pedidos, material escolar, cal\u00e7ados, bonecas, carrinhos e bolas.<\/p>\n<p>Nas entregas dos presentes, momentos de alegria e emo\u00e7\u00e3o. K\u00e9sia, 8 anos, teve seu sonho concretizado. \u201cGanhei uma barbie para brincar de boneca com minhas amigas. Ela \u00e9 linda, eu amei!\u201d, comemorou. Luan, 11 anos, recebeu do Papai Noel uma chuteira. \u201cEu gosto muito de jogar bola, mas n\u00e3o tinha uma chuteira. Eu tinha pedido do fundo do meu cora\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu gostei muito desse presente!\u201d, vibrou.<\/p>\n<p>Para Lucas Eduardo o Natal foi bem especial. O menino de 7 anos fez um desabafo ao Papai Noel. \u201cGostaria de pedir um beliche, pois estou precisando. Mas o que ia me deixar feliz mesmo era um emprego para o meu pai. Um abra\u00e7o bem grande\u201d. O Bom Velhinho tirou do papel o sonho de Lucas, que celebrou a Noite Feliz em fam\u00edlia, com o pai trabalhando e um beliche para dividir com o irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2016, foram apadrinhadas cinco cartinhas especiais, que resultaram na doa\u00e7\u00e3o de duas cadeiras de rodas e tr\u00eas \u00f3culos de grau.Pedro Lucas, 6 anos, foi uma das crian\u00e7as contempladas. Ele tem s\u00edndrome de Vater, uma doen\u00e7a rara que causa diversas malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas. \u201cEstou com o cora\u00e7\u00e3o apertado s\u00f3 de ver a alegria do Pedro com o andador e a cadeira nova e querendo falar Papai Noel. Estou agradecida demais, demais mesmo!\u201d, disse emocionada a m\u00e3e da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>A tradicional Campanha Papai Noel dos Correios \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o realizada pelos Correios h\u00e1 27 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div><strong>As empresas estatais torraram R$ 1,86 bilh\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>em patroc\u00ednios ol\u00edmpicos \u2013 valeu?<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>REVISTA \u00c9POCA<br \/>\n7\/1\/17<\/div>\n<div>\nA politicagem travestida de investimento esportivo deixou rastros: as companhias comandadas pelo governo n\u00e3o contrataram pesquisas para direcionar gastos ou medir o retorno deles no ciclo da Olimp\u00edada no Rio<\/p>\n<p>Para uma plateia de pol\u00edticos, dirigentes esportivos e atletas, em 13 de agosto de 2012, Dilma Rousseff deu a ordem para que \u00f3rg\u00e3os e empresas estatais abrissem as torneiras e fizessem jorrar dinheiro p\u00fablico no esporte. Vestida com seu habitual terno vermelho, em solenidade no Pal\u00e1cio do Planalto, a ent\u00e3o presidente deu um sorrisinho de canto de boca e interrompeu seu discurso sobre a pretens\u00e3o por medalhas na Olimp\u00edada de 2016 para uma piada. \u201cTenho certeza de que algumas empresas est\u00e3o com um certo ci\u00fame da Caixa porque a Caixa saiu na frente. Voc\u00eas me desculpem essa constata\u00e7\u00e3o\u201d, disse. Jorge Hereda, presidente do banco \u00e0quela altura, franziu a testa enquanto segurava o queixo com um dos punhos fechados. A presidente se referia ao fato de a Caixa ter largado antes nos parrudos patroc\u00ednios ao esporte. Sete companhias comandadas pelo Estado despejaram R$ 1,86 bilh\u00e3o em patroc\u00ednios a esportes ol\u00edmpicos nos cinco anos entre 2012 e 2016. Caixa,\u00a0<strong>Correios<\/strong>, Banco do Brasil, Petrobras, BNDES, Eletrobras e Infraero dividiram a responsabilidade dada por pol\u00edticos de financiar mais de 20 modalidades. A Caixa, como brincou Dilma, adiantou-se e teve a maior despesa. Dos cofres dela sa\u00edram R$ 730 milh\u00f5es, mais da metade s\u00f3 para o futebol. Os Correios gastaram R$ 465 milh\u00f5es. O Banco do Brasil, R$ 463 milh\u00f5es. A compila\u00e7\u00e3o dos dados, in\u00e9dita, foi feita por \u00c9POCA por meio da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 um valor desproporcional quando comparado ao investimento em outras \u00e1reas. A Petrobras n\u00e3o lan\u00e7a uma sele\u00e7\u00e3o p\u00fablica de novos projetos culturais desde 2012. Nos Correios, o esporte ganhou 14 vezes mais que todos os projetos culturais e sociais. Diante da ordem pol\u00edtica para gastar, as estatais n\u00e3o se preocuparam em medir ou avaliar o impacto dos investimentos. Em cinco anos a Caixa s\u00f3 fez um monitoramento em redes sociais para checar a opini\u00e3o das pessoas sobre os patroc\u00ednios esportivos. Gastou R$ 172 mil em um levantamento feito por uma empresa n\u00e3o revelada de 24 de abril a 18 de setembro de 2016. De resto, nada. Embora informe que possui contratos com dois institutos de pesquisa, Meta e CP2, nenhuma vez a Caixa pediu a \u00a0eles pesquisas sobre a opini\u00e3o do p\u00fablico para saber se sua marca era lembrada por torcedores, se era associada a algum esporte, entre outras perguntas t\u00edpicas de empresas privadas que querem saber se est\u00e3o gastando bem.<\/p>\n<p>Esse foi o comportamento-padr\u00e3o da empreitada esportiva das estatais. O Banco do Brasil pagou uma vez s\u00f3 por uma pesquisa, em 16 de agosto de 2012, realizada por um instituto chamado Checon. \u201cA finalidade foi avaliar a percep\u00e7\u00e3o do banco em marketing esportivo e identificar novas modalidades para futuras associa\u00e7\u00f5es de marca\u201d, respondeu a estatal pela Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o. Passaram-se mais de quatro anos, o BB gastou R$ 463 milh\u00f5es em patroc\u00ednios esportivos a v\u00f4lei de quadra, v\u00f4lei de praia, futebol de sal\u00e3o e handebol, mas n\u00e3o fez nenhuma pesquisa posterior para saber se as despesas valeram. Correios, Petrobras, Eletrobras, BNDES e Infraero disseram a \u00c9POCA n\u00e3o ter contratado pesquisas para direcionar gastos ou aferir o retorno da gastan\u00e7a. Nem antes, nem depois.<\/p>\n<p>No setor privado o patroc\u00ednio esportivo pode ter diversas finalidades. A empresa pode querer usar as competi\u00e7\u00f5es, as equipes e os atletas para fazer a\u00e7\u00f5es de relacionamento com clientes, e a\u00ed o retorno \u00e9 meramente financeiro. Ou pode querer valorizar a marca dela para entrar em novos mercados e chegar a novos p\u00fablicos. Tamb\u00e9m vale para a companhia que instala uma f\u00e1brica numa nova cidade e faz um patroc\u00ednio ao time local para fazer parte da comunidade. O importante \u00e9 que, se n\u00e3o h\u00e1 pesquisas antes e depois, nenhuma dessas estrat\u00e9gias existe. \u201cNada do que voc\u00ea n\u00e3o mede pode melhorar\u201d, explica Pedro Daniel, respons\u00e1vel pelo n\u00facleo de esportes na consultoria BDO, que guia os investimentos de algumas empresas na \u00e1rea. \u201cOutro sinal de que as estatais n\u00e3o tiveram um bom retorno \u00e9 que, se tivessem tido, os principais concorrentes estariam competindo com elas para entrar nesses esportes. Isso n\u00e3o ocorreu.\u201d<\/p>\n<p>Parece que as estatais foram usadas para tapar buraco tamb\u00e9m nos Jogos Ol\u00edmpicos. Primeiro, o governo obrigou os Correios a colocar R$ 281 milh\u00f5es em patroc\u00ednios ao Comit\u00ea Organizador Internacional (COI). Depois da Olimp\u00edada, na urg\u00eancia de fechar a conta tamb\u00e9m dos Jogos Paral\u00edmpicos, a Petrobras foi escolhida para gastar mais R$ 10,5 milh\u00f5es em patroc\u00ednio ao evento para deficientes. A opera\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o estranha que a petroleira p\u00f4de usar os s\u00edmbolos ol\u00edmpicos em propagandas, algo restrito a patrocinadores do COI. S\u00f3 que a Olimp\u00edada j\u00e1 tinha acabado. Foi um patroc\u00ednio com efeito retroativo. O gasto fez a Petrobras quase dobrar em 2016 o investimento que fazia anualmente aos esportes ol\u00edmpicos desde 2012.<\/p>\n<p>A farra de investimento p\u00fablico em esportes ol\u00edmpicos se agrava \u00e0 medida que acusa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o aparecem entre confedera\u00e7\u00f5es. Jorge Lacerda, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de T\u00eanis (CBT), \u00e9 r\u00e9u na Justi\u00e7a Federal por peculato. O dirigente \u00e9 acusado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico de desviar dinheiro p\u00fablico que iria para a realiza\u00e7\u00e3o de torneio em 2011. A entidade \u00e9 patrocinada pelos Correios. A Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos Aqu\u00e1ticos (CBDA) tamb\u00e9m \u00e9 investigada pela Pol\u00edcia Federal e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF). H\u00e1 ind\u00edcios de superfaturamentos, fraudes em balan\u00e7os, desvio de recursos p\u00fablicos, entre outros crimes. A CBDA \u00e9 mais uma entidade patrocinada pelos Correios. J\u00e1 a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Basquete (CBB), que era financiada pela Eletrobras at\u00e9 o fim de 2013, sofre interven\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Basquete (Fiba) por m\u00e1 gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Se o investimento das estatais n\u00e3o teve aparentemente inten\u00e7\u00e3o de melhorar a imagem das empresas, serviu para nos trazer medalhas, como prometeu Dilma? \u00c9 sempre complicado fazer uma rela\u00e7\u00e3o direta entre investimento e resultado esportivo. Enquanto o v\u00f4lei de quadra, o v\u00f4lei de praia e o jud\u00f4 deram medalhas a brasileiros na Olimp\u00edada carioca, o ciclismo, as lutas associadas e o levantamento de peso, tamb\u00e9m financiados por dinheiro p\u00fablico, n\u00e3o foram sequer coadjuvantes importantes. O BNDES financiou a canoagem de Isaquias, que deu duas medalhas ao Brasil, prata e bronze, mas gastou com o hipismo de Doda Miranda, o cavaleiro da alta sociedade que conquistou bronzes em Olimp\u00edadas passadas, chegou ao Rio com o \u201cmelhor cavalo da vida\u201d, mas ficou fora do p\u00f3dio. O fato \u00e9 que a meta imposta por Dilma em 2012, de colocar o Brasil entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas no Rio, n\u00e3o foi cumprida.<\/p>\n<p>O pa\u00eds ficou em 13\u00ba lugar. Se havia alguma pretens\u00e3o do ponto de vista social, o caminho escolhido \u2013 despejar dinheiro em atletas formados \u2013 \u00e9 question\u00e1vel. \u201cO investimento estatal em esportes que ainda n\u00e3o est\u00e3o desenvolvidos \u00e9 fundamental, mas n\u00e3o em esportes de alto rendimento, e sim na base\u201d, opina Daniel, da BDO. Dos cofres das estatais saiu R$ 1,86 bilh\u00e3o, mas \u2013 para elas mesmas, para o esporte e para o contribuinte \u2013 ficou a d\u00favida: valeu?<\/p><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Servidores da era PT se mant\u00eam em cargos estrat\u00e9gicos do governo Temer\u00a0 FOLHA DE S. 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