{"id":7154,"date":"2016-07-18T20:11:16","date_gmt":"2016-07-18T20:11:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/?p=7154"},"modified":"2016-07-18T20:11:16","modified_gmt":"2016-07-18T20:11:16","slug":"dossie-das-estatais-sindicalismo-no-controle-dos-correios-veja-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/dossie-das-estatais-sindicalismo-no-controle-dos-correios-veja-mais\/","title":{"rendered":"Dossi\u00ea das Estatais-Sindicalismo no controle dos Correios &#8211; Veja mais!"},"content":{"rendered":"<p>Prezado Associado,<\/p>\n<p>A Revista ISTO\u00c9 DINHEIRO, publicada neste \u00faltimo final de semana, apresentou uma s\u00e9rie de mat\u00e9rias sobre os v\u00e1rios legados danosos\u00a0deixados pelo PT nas Estatais.<\/p>\n<p>Uma dessas mat\u00e9rias trata do &#8220;Sindicalismo no Controle dos Correios&#8221;, que abaixo transcrevemos.<br \/>\n<strong>Diretoria Executiva da ADCAP.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como Lula e Dilma minaram as joias da Coroa<\/strong><\/p>\n<p>Isto\u00c9 Dinheiro<br \/>\n15\/07\/2016<\/p>\n<p>Corrup\u00e7\u00e3o, incha\u00e7o da m\u00e1quina e apadrinhamento pol\u00edtico s\u00e3o as marcas do PT nas estatais. Um legado de empresas que, em sua maioria, operam no vermelho e ostentam preju\u00edzos bilion\u00e1rios nos seus balan\u00e7os<\/p>\n<p>No comando da administra\u00e7\u00e3o federal desde 2003, o PT deixou v\u00e1rios legados danosos \u00e0s estatais. Dos esc\u00e2ndalos bilion\u00e1rios de corrup\u00e7\u00e3o ao aparelhamento pol\u00edtico, quase nada escapou das garras do fisiologismo. Fruto da barganha pol\u00edtica, a m\u00e1quina p\u00fablica inchou e ficou ainda mais ineficiente, inclusive nas companhias com capital aberto. Apesar de a quantidade de estatais praticamente n\u00e3o ter aumentado \u2013 passou de 131 ao t\u00e9rmino do governo FHC para 135 no fim de 2014, \u00faltimo dado dispon\u00edvel \u2013, o n\u00famero de funcion\u00e1rios cresceu 49%.<\/p>\n<p>Significa que, durante os oito anos de mandato do presidente Luiz Inacio Lula da Silva e os cinco anos da gest\u00e3o Dilma Rousseff, as empresas p\u00fablicas incorporaram 182 mil pessoas aos seus quadros. No total, h\u00e1 quase 553 mil trabalhadores, segundo dados levantados pela DINHEIRO no site do Departamento de Coordena\u00e7\u00e3o e Governan\u00e7a das Empresas Estatais (Dest), \u00f3rg\u00e3o ligado ao Minist\u00e9rio do Planejamento. \u201cEsse incha\u00e7o nas estatais n\u00e3o tem nenhuma l\u00f3gica econ\u00f4mica\u201d, afirma Gilberto Guimar\u00e3es, especialista em lideran\u00e7a e gest\u00e3o de pessoas e professor do Grupo Laureate. \u201cA m\u00e1quina p\u00fablica vai na contram\u00e3o dos ganhos de produtividade\u201d.<\/p>\n<p>Se a quantidade excessiva de funcion\u00e1rios \u00e9 um peso para o caixa das estatais, a presen\u00e7a de apadrinhados pol\u00edticos no topo hier\u00e1rquico dessas companhias torna-se um problema ainda maior para a sua sustentabilidade. Na linguagem dos funcion\u00e1rios concursados, os diretores, vice-presidentes e CEOs que assumem o cargo sem um curr\u00edculo compat\u00edvel s\u00e3o chamados de \u201cparaquedistas\u201d. \u201c\u00c9 o aparelhamento pelo qual uma pessoa \u00e9 indicada por algum pol\u00edtico sem entender nada do assunto\u201d, diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, que trabalhou v\u00e1rios anos nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>No presidencialismo americano, salienta Vieira, a inger\u00eancia pol\u00edtica \u00e9 muito menor. \u201cSe os ocupantes de cargos p\u00fablicos cumprem as metas, eles podem permanecer mesmo quando troca-se um presidente democrata por um republicano\u201d, diz o economista. \u201cAqui, no Brasil, a utiliza\u00e7\u00e3o do Estado como instrumento pol\u00edtico leva \u00e0 derrocada das estatais.\u201d \u00c9 imperioso notar que todas as cifras negativas envolvendo as estatais administradas pelo PT e seus partidos aliados giram na casa dos bilh\u00f5es de reais, incluindo os desvios investigados pela Pol\u00edcia Federal, que j\u00e1 prendeu caciques do partido como o ex-ministro-chefe da Casa Civil Jos\u00e9 Dirceu.<\/p>\n<p>Alguns exemplos: Preju\u00edzo dos\u00a0<strong>Correios\u00a0<\/strong>em 2015: R$ 2,1 bilh\u00f5es; Necessidade atual de aporte na Caixa: R$ 40 bilh\u00f5es; Preju\u00edzo da Petrobras em 2015: R$ 34,8 bilh\u00f5es; Rombo dos quatro maiores fundos de pens\u00e3o estatais em 2015: R$ 60 bilh\u00f5es; Custo das opera\u00e7\u00f5es do BNDES aos cofres p\u00fablicos em 2015: R$ 30,5 bilh\u00f5es; Preju\u00edzo da Eletrobras nos \u00faltimos quatro anos: R$ 31 bilh\u00f5es; e pedaladas no Banco do Brasil: R$ 14,8 bilh\u00f5es. Sem falar na corrup\u00e7\u00e3o que, apenas na Petrobras, gerou desvios de R$ 42 bilh\u00f5es, segundo estimativa da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n<p>\u201cNem mesmo as estatais com capital aberto escaparam\u201d, diz Walter Machado de Barros, membro do conselho consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finan\u00e7as (Ibef-SP). \u201cIgnoraram-se as melhores pr\u00e1ticas de governan\u00e7a corporativa.\u201d Para avaliar todos esses n\u00fameros negativos, a DINHEIRO ouviu duas dezenas de especialistas e apresenta nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas um resumo did\u00e1tico \u2013 no formato dossi\u00ea \u2013 do quadro preocupante em que se encontram as principais estatais.<\/p>\n<p>A inger\u00eancia pol\u00edtica nas empresas chegou ao \u00e1pice em 2014, ano eleitoral, quando a presidente Dilma determinou o congelamento de tarifas de energia el\u00e9trica e de pre\u00e7os de gasolina para controlar a infla\u00e7\u00e3o, gerando um passivo bilion\u00e1rio no caixa das companhias. Tudo foi feito para ganhar a elei\u00e7\u00e3o. A interven\u00e7\u00e3o excessiva do PT tamb\u00e9m emperrou os projetos de infraestrutura, simbolizados no Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>Na campanha de 2010, o presidente Lula apresentou sua candidata, Dilma Rousseff, como a \u201cm\u00e3e do PAC\u201d, mas o \u201cfilho\u201d n\u00e3o se desenvolveu. \u201cNa \u00e1rea de transportes, por exemplo, perdeu-se a caracter\u00edstica de planejar para o m\u00e9dio e longo prazos\u201d, diz Mauricio Endo, s\u00f3cio da KPMG para a Am\u00e9rica Latina. \u201cOs minist\u00e9rios respons\u00e1veis por infraestrutura come\u00e7aram a trabalhar em cima de agendas muito politizadas, sem o devido crit\u00e9rio t\u00e9cnico, e o resultado eram iniciativas d\u00edspares, que levam do nada a lugar nenhum.\u201d<\/p>\n<p>Um exemplo foi a transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, um plano ambicioso e complexo, que acabou sendo realizado parcialmente. Ao diminuir de tamanho, o projeto perdeu grande parte de sua l\u00f3gica e deixou de atingir os benef\u00edcios projetados. Al\u00e9m disso, muitas licita\u00e7\u00f5es acabaram sendo apressadas e realizadas sem planejamento. O resultado foram leil\u00f5es esvaziados e problemas que s\u00f3 eram percebidos depois de iniciadas as obras. Dessa forma, as empresas pediam mais dinheiro e o governo federal decidia parar as obras.<\/p>\n<p>Quando houve concess\u00f5es maiores \u00e0 iniciativa privada, aconteceram alguns avan\u00e7os, como nos aeroportos. Por\u00e9m, diante da atual crise econ\u00f4mica, as concession\u00e1rias est\u00e3o pedindo um prazo maior para pagar a parcela da outorga deste ano. Nas concess\u00f5es de rodovias feitas no governo Dilma, o cen\u00e1rio \u00e9 parecido. Os vencedores tentam renegociar os contratos em vigor diante de um estrangulamento financeiro. Trata-se de uma situa\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo, curiosa, pois o governo petista tentou ao m\u00e1ximo limitar os ganhos do capital privado.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia do per\u00edodo Lula tamb\u00e9m fracassou. Ao impor uma tarifa muito baixa ao usu\u00e1rio final, o governo sufocou as concession\u00e1rias de rodovias que n\u00e3o tinham caixa para cumprir as metas de investimentos estabelecidas nos editais. \u201cExistia uma quest\u00e3o ideol\u00f3gica muito forte, defendendo que o setor privado n\u00e3o poderia ter lucro na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, o que prejudicava muito a atra\u00e7\u00e3o de investidores\u201d, diz o consultor Endo, da KPMG.<\/p>\n<p>Dessa forma, o governo tentava adivinhar o ponto \u00f3timo de lucro da empresa que venceria a concess\u00e3o, em vez de deixar o mercado, por meio de competi\u00e7\u00e3o e de estudos de viabilidade econ\u00f4mica, chegar \u00e0 melhor proposta. Com isso, poucos competidores entravam na disputa, e quem ganhava descobria depois que n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00e3o de entregar um bom servi\u00e7o.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo a forma de tentar agilizar as contrata\u00e7\u00f5es era equivocada. O governo Dilma instituiu o Regime Diferenciado de Contrata\u00e7\u00f5es, em 2011, que permitia contratar obras sem um projeto definitivo. Mas o que devia ser um modelo especial, adotado para alguns projetos pontuais, virou a regra em obras do PAC, da Olimp\u00edada e da Copa do Mundo, dentre outras. Isso escancarava a falta de planejamento que permeava a administra\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<p>TREM-BALA Talvez n\u00e3o exista s\u00edmbolo melhor dessa dificuldade de planejar do que o projeto de trem-bala, que ligaria os dois principais polos produtivos e consumidores do Brasil: Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, com parada final em Campinas. Obsess\u00e3o de Dilma, ele jamais saiu da fase de planejamento at\u00e9 ser finalmente descartado, em 2015, sem nunca ter recebido um estudo detalhado que fosse referendado como realista pela iniciativa privada.<\/p>\n<p>Em 2012, o governo inclusive criou a Empresa de Planejamento e Log\u00edstica (EPL), uma estatal que tinha a miss\u00e3o de viabilizar o trem-bala e outros projetos ferrovi\u00e1rios de alta velocidade. Financiada totalmente pelo Tesouro Nacional, a EPL foi fundada com 65 funcion\u00e1rios e chegou a 181 trabalhadores em 2014, \u00faltimo dado dispon\u00edvel. Na lista de ideias despropositadas dos governos do PT, inclui-se a recria\u00e7\u00e3o, em 2010, da Telebras, que remunera 257 funcion\u00e1rios para cuidar do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) \u2013 eram 126 no ano da refunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Primeiro ocupante do cargo, o engenheiro Rog\u00e9rio Santanna foi demitido ap\u00f3s um ano pelo ent\u00e3o ministro das Comunica\u00e7\u00f5es, Paulo Bernardo, que recentemente foi preso pela Pol\u00edcia Federal no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Custo Brasil. \u201cO PNBL acabou\u201d, afirmou Santanna, que se desfiliou do PT em 2013, ap\u00f3s 26 anos de milit\u00e2ncia. De fato, o plano n\u00e3o cumpriu a meta de levar internet r\u00e1pida a 40 milh\u00f5es de domic\u00edlios at\u00e9 2014, mas os custos da Telebras continuaram onerando os cofres p\u00fablicos \u2013 \u00e9 a heran\u00e7a da gest\u00e3o p\u00fablica petista.<\/p>\n<p>Colaborou: Carlos Eduardo Valim<br \/>\n<strong>Sindicalismo no controle dos correios<\/strong><\/p>\n<p>Como o aparelhamento pol\u00edtico sob os governos do PT levou a estatal a um preju\u00edzo de R$ 2,1 bilh\u00f5es e ao risco de n\u00e3o ter caixa para pagar sal\u00e1rios<\/p>\n<p>Isto\u00c9 Dinheiro<br \/>\n15\/07\/2016<\/p>\n<p>Com desdobramentos nas mais variadas camadas dos poderes executivo e legislativo, o terremoto de den\u00fancias que abala o cen\u00e1rio pol\u00edtico atual do Pa\u00eds tem um epicentro. Em maio de 2005, os\u00a0<strong>Correios\u00a0<\/strong>foram o ponto de partida do roteiro que trouxe \u00e0 tona o esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o. Tudo come\u00e7ou com a divulga\u00e7\u00e3o de um v\u00eddeo que mostrava Mauricio Marinho, ent\u00e3o diretor da companhia, negociando propinas referentes a uma licita\u00e7\u00e3o. Onze anos depois, a empresa \u00e9 mais um exemplo da m\u00e1 gest\u00e3o e da deteriora\u00e7\u00e3o acentuada das estatais brasileiras.<\/p>\n<p>Em 2015, os Correios registraram um preju\u00edzo de R$ 2,1 bilh\u00f5es, sua maior perda em duas d\u00e9cadas. Um ano antes, a empresa j\u00e1 havia reportado um lucro l\u00edquido de R$ 9,9 milh\u00f5es, o menor de toda a sua hist\u00f3ria. Como um sinal do momento conturbado, os dados consolidados do desempenho dos Correios em 2015 ainda n\u00e3o foram divulgados oficialmente, mesmo passados mais de dois meses da sua aprova\u00e7\u00e3o pelo conselho de administra\u00e7\u00e3o. E se as informa\u00e7\u00f5es preliminares j\u00e1 indicam um cen\u00e1rio nada animador, as perspectivas pela frente tampouco s\u00e3o positivas.<\/p>\n<p>No acumulado de janeiro a maio, a empresa apurou um preju\u00edzo de R$ 900 milh\u00f5es. \u00c0 frente da opera\u00e7\u00e3o desde junho, Guilherme Campos tem destacado outros componentes desafiadores, inclusive no curto prazo. Entre eles, est\u00e1 o risco de n\u00e3o haver caixa para pagar os sal\u00e1rios dos 117,4 mil funcion\u00e1rios &#8211; a primeira vez em seus 47 anos de hist\u00f3ria &#8211; e cumprir os contratos com fornecedores ap\u00f3s o m\u00eas de setembro. Al\u00e9m da tentativa de recorrer a empr\u00e9stimos, as medidas tra\u00e7adas para dar um f\u00f4lego m\u00ednimo \u00e0 estatal incluem o corte de patroc\u00ednios e a venda de ativos.<\/p>\n<p>Diante desse quadro cr\u00edtico, entender como uma companhia que det\u00e9m um monop\u00f3lio de servi\u00e7os chegou a essa situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica \u00e9 uma quest\u00e3o cada vez mais recorrente. As fontes consultadas pela DINHEIRO s\u00e3o un\u00e2nimes em apontar a raiz do problema: a intensifica\u00e7\u00e3o do aparelhamento e do uso pol\u00edtico dos Correios durante os governos do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e da presidente afastada Dilma Rousseff. \u201cAssim como aconteceu em outras estatais, o PT montou um modelo cleptocrata de governan\u00e7a que quebrou os Correios\u201d, afirma Jerson Carneiro, professor e especialista em gest\u00e3o p\u00fablica do IBMEC\/RJ.<\/p>\n<p>\u201cO momento da empresa nada mais \u00e9 do que o resultado de uma p\u00e9ssima gest\u00e3o, inchada e entregue a sindicalistas e pol\u00edticos, com o \u00fanico objetivo de financiar o partido e os seus aliados.\u201d Professor de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da Universidade de Bras\u00edlia (UNB), Jos\u00e9 Matias Pereira ressalta que, assim como na Petrobras, boa parte da base sindical dos Correios nutria enorme simpatia pelos governos e pelas causas petistas. \u201cIsso favoreceu a ocupa\u00e7\u00e3o dos cargos por pessoas despreparadas, sem conhecimento e experi\u00eancia, e que n\u00e3o eram cobradas em nenhum momento pela compet\u00eancia e muito menos pelo desempenho da empresa\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cOs Correios ainda est\u00e3o de p\u00e9 apenas porque det\u00e9m um monop\u00f3lio. Se fosse uma pessoa, eu diria que a empresa \u00e9 um doente terminal\u201d, diz o especialista. Parte de um grupo de petistas formado no Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, Wagner Pinheiro, \u00e9 talvez o principal exemplo desse modelo implantado nos Correios. O sindicalista assumiu o comando da empresa em 2010, ap\u00f3s dirigir, por cinco anos, o fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios da Petrobras, o Petros. \u201cEle alterou as regras, ampliou o n\u00famero de cargos comissionados e praticamente transformou a companhia em uma extens\u00e3o do PT\u201d, diz Maria In\u00eas Capelli Fulginiti, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais dos Correios (Adcap).<\/p>\n<p>Ela observa que a interfer\u00eancia pol\u00edtica sempre existiu na gest\u00e3o da companhia, mas que estava restrita \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o do presidente e de alguns assessores. \u201cCom a entrada do PT, a ocupa\u00e7\u00e3o dos cargos foi do presidente aos gerentes das ag\u00eancias.\u201d Segundo Maria In\u00eas, alguns dos principais elementos que afetaram o caixa e sustentabilidade dos Correios ocorreram durante a gest\u00e3o de Pinheiro, conclu\u00edda no fim de 2015. No per\u00edodo, ela destaca, por exemplo, o repasse de dividendos ao governo acima dos 25% obrigat\u00f3rios por lei, no total de R$ 3,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em outra frente, a Adcap estima que a empresa tenha perdido R$ 1 bilh\u00e3o em receitas entre 2012 a 2014 com a defasagem de pre\u00e7os dos servi\u00e7os prestados pelos Correios. No per\u00edodo houve apenas um reajuste das tarifas postais. \u201cQuem n\u00e3o autorizou os reajustes foi o Minist\u00e9rio da Fazenda, especialmente durante a campanha de reelei\u00e7\u00e3o de 2014\u201d, diz Maria In\u00eas. \u201cHoje, como consequ\u00eancia, a empresa est\u00e1 sucateada, sem caixa para investir e desenvolver novos produtos e servi\u00e7os.\u201d<\/p>\n<p>Para Paulo Furquim de Azevedo, coordenador do Centro de Estudos em Neg\u00f3cios do Insper, os desmandos e inger\u00eancias que levaram os Correios a esse cen\u00e1rio ganham contornos ainda mais preocupantes \u00e0 medida que o pr\u00f3prio setor da empresa passa por grandes transforma\u00e7\u00f5es, com o aumento da demanda pela digitaliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. \u201cMesmo sob uma gest\u00e3o de excel\u00eancia, j\u00e1 seria extremamente dif\u00edcil se adaptar a essa nova realidade, especialmente para uma empresa estatal\u201d, diz. \u201cNo momento atual dos Correios, esse desafio \u00e9 duplicado.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Confira, abaixo, \u00a0as demais mat\u00e9rias do especial: Dossi\u00ea das Estatais.<\/strong><br \/>\n<strong>&#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/emailmarketing.locaweb.com.br\/accounts\/39849\/messages\/606\/clicks\/70429\/719\" target=\"_blank\">Eletrobr\u00e1s<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/emailmarketing.locaweb.com.br\/accounts\/39849\/messages\/606\/clicks\/70429\/720\" target=\"_blank\">BNDES<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/emailmarketing.locaweb.com.br\/accounts\/39849\/messages\/606\/clicks\/70429\/721\" target=\"_blank\">Caixa<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/emailmarketing.locaweb.com.br\/accounts\/39849\/messages\/606\/clicks\/70429\/722\" target=\"_blank\">Banco do Brasil<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/emailmarketing.locaweb.com.br\/accounts\/39849\/messages\/606\/clicks\/70429\/723\" target=\"_blank\">Petrobr\u00e1s<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/emailmarketing.locaweb.com.br\/accounts\/39849\/messages\/606\/clicks\/70429\/724\" target=\"_blank\">Fundos de Pens\u00e3o<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prezado Associado, A Revista ISTO\u00c9 DINHEIRO, publicada neste \u00faltimo final de semana, apresentou uma s\u00e9rie de mat\u00e9rias sobre os v\u00e1rios legados danosos\u00a0deixados pelo PT nas Estatais. 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