{"id":5238,"date":"2015-08-10T02:05:59","date_gmt":"2015-08-10T02:05:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/o-escandalo-dos-fundos-de-pensao\/"},"modified":"2015-08-10T02:05:59","modified_gmt":"2015-08-10T02:05:59","slug":"o-escandalo-dos-fundos-de-pensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/o-escandalo-dos-fundos-de-pensao\/","title":{"rendered":"O esc\u00e2ndalo dos fundos de pens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: small;\">O editorial do jornal&nbsp;<\/span><strong style=\"font-size: small;\">Gazeta do Povo<\/strong><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;de 19\/04\/2015 tem um t&iacute;tulo que merece despertar a aten&ccedil;&atilde;o de todos. S&atilde;o milh&otilde;es de pessoas com suas aposentadorias em risco, por conta de situa&ccedil;&otilde;es que constituem verdadeiros esc&acirc;ndalos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A ADCAP espera que as institui&ccedil;&otilde;es percebam logo a gravidade do quadro estabelecido e adotem as medidas necess&aacute;rias para corrigir tudo isso.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Na opini&atilde;o da ADCAP, h&aacute; raz&otilde;es mais que suficientes para a constitui&ccedil;&atilde;o de CPI e para a ado&ccedil;&atilde;o de outras medidas voltadas &agrave; corre&ccedil;&atilde;o de rumos nesse tema.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>Dire&ccedil;&atilde;o Nacional da ADCAP.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small; color: #0000ff;\"><strong>Gazeta do povo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small; color: #0000ff;\">EDITORIAL<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong><span style=\"color: #0000ff;\">O&thinsp;esc&acirc;ndalo dos fundos de pens&atilde;o<br \/><\/span><\/p>\n<p><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>A amea&ccedil;a de insolv&ecirc;ncia em que se encontram fundos como o Postalis, dos Correios, e Funcef, da Caixa, deve-se n&atilde;o apenas a gest&otilde;es negligentes, imprudentes ou imperitas, mas tamb&eacute;m &agrave; m&aacute;-f&eacute;<\/p>\n<p><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>19\/04\/2015 &ndash; 00h01<\/p>\n<p><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">S&atilde;o imensas as frestas abertas da corrup&ccedil;&atilde;o no Brasil. Poucos ou at&eacute; mesmo inexistentes s&atilde;o os setores infensos &agrave; a&ccedil;&atilde;o de malfeitores &aacute;vidos em avan&ccedil;ar sobre o patrim&ocirc;nio p&uacute;blico, ora em benef&iacute;cio do patrim&ocirc;nio pessoal, ora direcionando-o para pol&iacute;ticos ou partidos que, em troca de vantagens, os protegem. S&atilde;o chocantes os exemplos que, neste sentido, nos foram oferecidos pelo mensal&atilde;o e agora, mais recentemente, pelo petrol&atilde;o &ndash; casos em que se conluiaram servidores p&uacute;blicos de alto escal&atilde;o, grandes empreiteiras, parlamentares e siglas pol&iacute;ticas, todos envolvidos num mesmo objetivo, o de apoderar-se de dinheiro alheio para obter lucros escusos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Em meio &agrave; repercuss&atilde;o centralizada naqueles dois maiores e mais conhecidos esc&acirc;ndalos, por frestas pouco menores &ndash; mas n&atilde;o menos importantes do ponto de vista da moralidade &ndash; esvaem-se tamb&eacute;m recursos de pequenos contribuintes que recolhem parcelas de seus sal&aacute;rios na esperan&ccedil;a de garantir futura aposentadoria. A corrup&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pega em cheio alguns dos mais ricos fundos de pens&atilde;o de estatais federais, como se revela nos casos do Postalis e do Funcef, respectivamente dos servidores dos Correios e da Caixa Econ&ocirc;mica. N&atilde;o escapam da mesma sanha o Petros (da Petrobras) e o Previ (Banco do Brasil).<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong><em>A crise dos fundos &eacute; assunto de interesse coletivo e precisa ser investigada a fundo<\/p>\n<p><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"> A lig&aacute;-los h&aacute; uma primeira coincid&ecirc;ncia: s&atilde;o todos administrados por gestores indicados pelo PT, PMDB e outros partidos. Uma segunda coincid&ecirc;ncia: todos se tornaram deficit&aacute;rios e incapazes de garantir a perpetuidade da seguridade prometida aos seus milhares de associados. E terceira: a amea&ccedil;a de insolv&ecirc;ncia em que se encontram deve-se n&atilde;o apenas a gest&otilde;es negligentes, imprudentes ou imperitas, mas tamb&eacute;m &agrave; m&aacute;-f&eacute;. A ponto de se cometer fraudes documentais em que tintas corretoras de uso escolar foram utilizadas para adulterar cifras e cifr&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O Postalis apresenta rombo de R$ 5,7 bilh&otilde;es e, para tap&aacute;-lo, sua diretoria pretende recorrer ao mais usual artif&iacute;cio: obrigar aqueles que em nada contribu&iacute;ram para o descalabro a pagar a conta mediante desconto, por longos 15 anos, de 26% de seus sal&aacute;rios. O &ldquo;furo&rdquo; no Funcef &eacute; tamb&eacute;m superior a R$ 5,5 bilh&otilde;es e o rem&eacute;dio encontrado para cobri-lo &eacute; semelhante, isto &eacute;, aumentar por 12 anos a al&iacute;quota de contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria dos empregados. Claro que nos dois casos as entidades de representa&ccedil;&atilde;o dos servidores movem medidas judiciais para que eles n&atilde;o sejam punidos com o corte de um quarto de seus sal&aacute;rios.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Como os fundos de pens&atilde;o movimentam cifras gigantescas, em boa parte oriundas diretamente tamb&eacute;m dos cofres p&uacute;blicos, sua crise administrativa e moral passa a ser assunto de interesse coletivo e que precisa ser investigada a fundo. Da&iacute; a iniciativa de alguns senadores de partidos de oposi&ccedil;&atilde;o visando &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da CPI dos Fundos, mas o governo &ndash; por raz&otilde;es &oacute;bvias, mas nunca declaradas &ndash; se esfor&ccedil;a para impedi-la. J&aacute; conseguiu, por exemplo, que a bancada do PSB retirasse suas assinaturas de um requerimento de instala&ccedil;&atilde;o e articula outras medidas para enterr&aacute;-la de vez, embora a oposi&ccedil;&atilde;o siga tentando:&thinsp;na sexta-feira, dia 17, o l&iacute;der do PSDB&thinsp;no Senado, C&aacute;ssio Cunha Lima, disse ter as assinaturas necess&aacute;rias para protocolar o pedido, e vai faz&ecirc;-lo na pr&oacute;xima quarta-feira, dia 22.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Podemos nos espantar com a atitude do governo de querer empurrar para debaixo do tapete a necess&aacute;ria investiga&ccedil;&atilde;o dos fundos? N&atilde;o. Pelo contr&aacute;rio, a sabotagem apenas exp&otilde;e &agrave; luz do dia a hipocrisia de quem afirma que se deve ao atual governo o combate rigoroso &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Na verdade, n&atilde;o se deve ao governo, mas a institui&ccedil;&otilde;es do Estado que, com independ&ecirc;ncia, t&ecirc;m sido assertivas na tarefa de selar algumas das incont&aacute;veis frestas &ndash; como o que v&ecirc;m fazendo, no caso emblem&aacute;tico da Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, a Pol&iacute;cia Federal e o Judici&aacute;rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>Dire&ccedil;&atilde;o Nacional da ADCAP.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O editorial do jornal&nbsp;Gazeta do Povo&nbsp;de 19\/04\/2015 tem um t&iacute;tulo que merece despertar a aten&ccedil;&atilde;o de todos. 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