{"id":5180,"date":"2015-08-10T02:05:38","date_gmt":"2015-08-10T02:05:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/articulacao-politica-de-fundos-de-pensao\/"},"modified":"2015-08-10T02:05:38","modified_gmt":"2015-08-10T02:05:38","slug":"articulacao-politica-de-fundos-de-pensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/articulacao-politica-de-fundos-de-pensao\/","title":{"rendered":"Articula\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica de Fundos de Pens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: small;\">Mat&eacute;rias do jornal O Globo de domingo (23\/11) e desta segunda (24\/11) trazem informa&ccedil;&otilde;es sobre direcionamento de aplica&ccedil;&otilde;es de fundos de pens&atilde;o, abrangendo o POSTALIS, sobre o &#8220;Clube do Am&eacute;m&#8221; e sobre como os representantes de alguns fundos est&atilde;o se organizando para combater a inger&ecirc;ncia pol&iacute;tica em seus fundos. Como informa uma das mat&eacute;rias, a ADCAP participa desse grupo, que se preocupa com a governan&ccedil;a das institui&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"> <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/lava-jato-levanta-suspeita-sobre-articulacao-politica-de-fundos-de-pensao-14634902\">http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/lava-jato-levanta-suspeita-sobre-articulacao-politica-de-fundos-de-pensao-14634902<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Lava-Jato levanta suspeita sobre articula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica de fundos de pens&atilde;o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Den&uacute;ncias envolvendo o &lsquo;Clube do Am&eacute;m&rsquo; indicam direcionamento de investimentos para neg&oacute;cios suspeitos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">POR&nbsp;<strong>ALEXANDRE RODRIGUES E DANIEL BIASETTO<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>23\/11\/2014 6:00&nbsp;\/&nbsp;ATUALIZADO&nbsp;23\/11\/2014 10:09<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">RIO &#8211; O &ldquo;clube&rdquo; de empreiteiras descrito por investigados nos processos decorrentes da Opera&ccedil;&atilde;o Lava-Jato n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica consequ&ecirc;ncia do aparelhamento pol&iacute;tico de estatais como a Petrobras. Os fundos de pens&atilde;o de funcion&aacute;rios de estatais e servidores p&uacute;blicos, que administram juntos um patrim&ocirc;nio de mais de R$ 450 bilh&otilde;es, s&atilde;o descritos como integrantes do chamado &ldquo;Clube do Am&eacute;m&rdquo;, apelido dado por participantes e funcion&aacute;rios dessas entidades que encaminharam den&uacute;ncias de m&aacute; gest&atilde;o &agrave; Pol&iacute;cia Federal, ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e &agrave; Superintend&ecirc;ncia Nacional de Previd&ecirc;ncia Complementar (Previc), &oacute;rg&atilde;o regulador do setor. As den&uacute;ncias apontam o direcionamento de investimentos dessas entidades fechadas de previd&ecirc;ncia complementar para neg&oacute;cios suspeitos, em que geralmente dividem com outras funda&ccedil;&otilde;es do setor p&uacute;blico preju&iacute;zos milion&aacute;rios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/infograficos.oglobo.globo.com\/brasil\/como-operam-os-fundos-de-pensao.html\">Infogr&aacute;fico: Como operam os fundos de pens&atilde;o<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>Como operam os fundos de pens&atilde;o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"arquivos\/g-gvbhaudgap_news.jpg\" alt=\"\" width=\"613\" height=\"960\" \/>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">CR&Eacute;DITOS:&nbsp;FONTES: ABRAPP, PREVIC, ENTIDADES DO SETOR<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Investigadores da Lava-Jato j&aacute; encontraram ind&iacute;cios de ramifica&ccedil;&otilde;es do esquema do doleiro Alberto Youssef em fundos de pens&atilde;o. Em outubro, o advogado Carlos Alberto Pereira Costa, um dos principais auxiliares de Youssef, disse em depoimento que o tesoureiro do PT, Jo&atilde;o Vaccari Neto, frequentou uma empresa em S&atilde;o Paulo entre 2005 e 2006 para tratar de neg&oacute;cios com fundos de pens&atilde;o com um operador do doleiro. Carlos Alberto Costa menciona, ainda, um suposto pagamento de propina a dirigentes da Petros, fundo de pens&atilde;o dos funcion&aacute;rios da Petrobras. A PF tamb&eacute;m encontrou e-mails em computadores de pessoas ligadas a Youssef atribuindo &agrave; influ&ecirc;ncia de Vaccari a aplica&ccedil;&atilde;o, em 2012, de R$ 73 milh&otilde;es das funda&ccedil;&otilde;es Petros e Postalis, este &uacute;ltimo dos funcion&aacute;rios dos Correios, na empresa Trendbank, que administra fundos de investimentos, causando preju&iacute;zos &agrave;s funda&ccedil;&otilde;es. Vaccari negou as acusa&ccedil;&otilde;es. Tamb&eacute;m em 2012, o Postalis teve preju&iacute;zo ao aplicar R$ 40 milh&otilde;es num fundo no banco BNY Mellon, por meio de uma gestora de investimentos indicada a dirigentes da funda&ccedil;&atilde;o por operadores de Youssef.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">No in&iacute;cio deste m&ecirc;s, em novo<em> depoimento<\/em> &agrave; Justi&ccedil;a, Alberto Youssef afirmou que Carlos Habib Chater, dono de postos de combust&iacute;veis em Bras&iacute;lia que distribuiu propinas a pol&iacute;ticos em nome dele, tamb&eacute;m opera com outro doleiro, Fayed Traboulsi. Uma das vertentes da Lava-Jato apura poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es financeiras e societ&aacute;rias entre Youssef e Traboulsi, investigado na Opera&ccedil;&atilde;o Miqueias, em 2013. Essa investiga&ccedil;&atilde;o da PF desvendou um esquema de lavagem de dinheiro e m&aacute; gest&atilde;o de recursos de entidades previdenci&aacute;rias p&uacute;blicas envolvendo principalmente investimentos em pap&eacute;is relacionados ao banco BVA, que sofreu interven&ccedil;&atilde;o do Banco Central em 2012 e teve a fal&ecirc;ncia decretada este ano. Traboulsi foi apontado como o dono da Invista Investimentos Inteligentes, que intermediou aplica&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios fundos de pens&atilde;o, principalmente de prefeituras, no BVA.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>BVA ATRAIU MUITOS FUNDOS<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A quebra do BVA &eacute; um dos exemplos mais recorrentes nas den&uacute;ncias de participantes dos fundos de pens&atilde;o sobre o direcionamento de investimentos da entidade por personagens como Traboulsi e Youssef por meio de conex&otilde;es pol&iacute;ticas. Cerca de 70 fundos de pens&atilde;o investiram R$ 2,7 bilh&otilde;es no BVA e perderam pelo menos R$ 500 milh&otilde;es com a derrocada do banco, cujo crescimento exponencial em pouco tempo estava justamente na capacidade de atrair investimentos das entidades de previd&ecirc;ncia do setor p&uacute;blico. A concentra&ccedil;&atilde;o de recursos dos fundos de pens&atilde;o n&atilde;o era t&atilde;o vis&iacute;vel porque se desdobrava numa enorme teia de opera&ccedil;&otilde;es indiretas, que terminavam at&eacute; em aplica&ccedil;&otilde;es deles no capital do pr&oacute;prio banco.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&Eacute; o caso da aplica&ccedil;&atilde;o das funda&ccedil;&otilde;es Serpros, dos funcion&aacute;rios do Servi&ccedil;o Federal de Processamentos de Dados, e Refer, dos empregados da Rede Ferrovi&aacute;ria Federal no Fundo de Investimento em Participa&ccedil;&otilde;es (FIP) Patriarca &mdash; que, por sua vez, detinha 24% das a&ccedil;&otilde;es do BVA. Ap&oacute;s a liquida&ccedil;&atilde;o do banco, o Serpros teve uma perda de 97% das cotas de R$ 50 milh&otilde;es que havia aplicado nesse fundo. J&aacute; a Refer perdeu aproximadamente R$ 40 milh&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Uma den&uacute;ncia enviada pela Associa&ccedil;&atilde;o dos Aposentados e Pensionistas do Serpros (Aspas) e pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Participantes de Fundos de Pens&atilde;o (Anapar) &agrave; Previc no ano passado sobre o caso BVA aponta &ldquo;uma poss&iacute;vel articula&ccedil;&atilde;o entre os fundos para a realiza&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&otilde;es nem sempre de acordo com o interesse dos participantes&rdquo;. As entidades estimaram que, dos R$ 146 milh&otilde;es aplicados pelo Serpros no Patriarca e em outros fundos do BVA, sobraram cerca de R$ 20 milh&otilde;es. E estranharam semelhan&ccedil;as dos investimentos como os da Refer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O secret&aacute;rio de Finan&ccedil;as do Sindicato dos Empregados de Previd&ecirc;ncia Privada do Rio (Sindepperj), Arist&oacute;telis Arueira, coleciona outros casos de FIPs ligados ao BVA que deram preju&iacute;zos a v&aacute;rios fundos de pens&atilde;o. Ele relacionou pelo menos sete numa den&uacute;ncia que encaminhou para a Delegacia de Repress&atilde;o a Crimes Financeiros (Delefin) da PF no Rio, que abriu um inqu&eacute;rito para investigar a Refer. Segundo ele, a Refer integra um grupo de fundos que t&ecirc;m seus investimentos direcionados pelos partidos que controlam as estatais que os patrocinam. No caso da Refer, os gestores s&atilde;o indicados por PR e PT:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; O caso BVA mostra uma lista de fundos id&ecirc;ntica &agrave;quela que tamb&eacute;m foi investigada no esc&acirc;ndalo do mensal&atilde;o. De l&aacute; para c&aacute;, nada mudou. O aparelhamento continua o mesmo: pol&iacute;ticos indicam dirigentes e ficam de Bras&iacute;lia indicando em que opera&ccedil;&otilde;es os fundos devem entrar. E os gestores dizem &ldquo;Am&eacute;m&rdquo;. Se o fundo perde, algu&eacute;m ganha na outra ponta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/span><\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/h1>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/representantes-dos-funcionarios-das-estatais-se-queixam-da-previc-por-fiscalizacao-lenta-ineficaz-14636955\">http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/representantes-dos-funcionarios-das-estatais-se-queixam-da-previc-por-fiscalizacao-lenta-ineficaz-14636955<\/a><\/span><\/h1>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"> Representantes dos funcion&aacute;rios das estatais se queixam da Previc por fiscaliza&ccedil;&atilde;o lenta e ineficaz<\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Participantes formam grupo para combater aparelhamento pol&iacute;tico da funda&ccedil;&atilde;o, dominada por PT e PMDB<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">POR&nbsp;<strong>ALEXANDRE RODRIGUES E DANIEL BIASETTO<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"font-size: small;\">23\/11\/2014 6:00&nbsp;\/&nbsp;ATUALIZADO&nbsp;23\/11\/2014 13:22<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">RIO &#8211; As suspeitas de uma articula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica para direcionar fundos de pens&atilde;o levantadas pela Lava-Jato coincidem com as den&uacute;ncias de funcion&aacute;rios de estatais que contribuem para essas entidades. Um grupo de participantes de Petros (Petrobras), Postalis (Correios), Funcef (Caixa Econ&ocirc;mica Federal) e Previ (Banco do Brasil) realizou um encontro em S&atilde;o Paulo no &uacute;ltimo dia 12 para trocar informa&ccedil;&otilde;es e refor&ccedil;ar a participa&ccedil;&atilde;o nos &oacute;rg&atilde;os de fiscaliza&ccedil;&atilde;o das funda&ccedil;&otilde;es para combater a inger&ecirc;ncia pol&iacute;tica. Eles pretendem realizar um f&oacute;rum com participantes de v&aacute;rios fundos no in&iacute;cio de 2015.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Uma das integrantes do grupo, a presidente da <strong>Associa&ccedil;&atilde;o de Funcion&aacute;rios dos Correios (Adcap),<\/strong> Maria In&ecirc;s Capelli, reclama da lentid&atilde;o da Previc, reguladora do setor, &agrave; qual entregou um pedido de interven&ccedil;&atilde;o no Postalis. Ela denunciou como causa de preju&iacute;zos o aparelhamento pol&iacute;tico da funda&ccedil;&atilde;o, dominada por PT e PMDB. A funda&ccedil;&atilde;o coleciona opera&ccedil;&otilde;es controversas, como a perda de R$ 190 milh&otilde;es com pap&eacute;is lastreados em t&iacute;tulos de d&iacute;vida da Argentina e a compra de notas relacionadas &agrave; d&iacute;vida externa da Venezuela. Segundo Maria In&ecirc;s, o Postalis acumula d&eacute;ficit atuarial de R$ 2,7 bilh&otilde;es desde 2013:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; &Eacute; como perder R$ 10 milh&otilde;es por dia. Os trabalhadores dos Correios est&atilde;o apavorados com as aposentadorias em risco. &Eacute; preciso acabar com o aparelhamento pol&iacute;tico que toma conta dos Correios e do Postalis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Participantes de Fundos de Pens&atilde;o, Cl&aacute;udia Ricaldoni, discorda:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; A Previc tem tomado bastante cuidado com todas as den&uacute;ncias. N&atilde;o concordo com os que acham que o &oacute;rg&atilde;o &eacute; lento e irregular em suas fiscaliza&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A Previc informou que, &ldquo;como autarquia de supervis&atilde;o, n&atilde;o trata publicamente de situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, em face da necess&aacute;ria preserva&ccedil;&atilde;o de fatos e dados&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Para Silvio Sinedino, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Engenheiros da Petrobras e um dos conselheiros eleitos da Petros, tudo indica que os interessados em lesar os fundos preferem pequenas opera&ccedil;&otilde;es divididas entre v&aacute;rias entidades, que s&atilde;o mais dif&iacute;ceis de rastrear e chamam pouca aten&ccedil;&atilde;o. Ele explica que, em v&aacute;rios fundos, gestores podem movimentar at&eacute; 5% do patrim&ocirc;nio sem autoriza&ccedil;&atilde;o do conselho deliberativo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; Essa regra d&aacute; uma liberdade enorme, principalmente em fundos grandes. O equivalente a 5% num patrim&ocirc;nio como o da Petros &eacute; R$ 4 bilh&otilde;es. Conseguimos aprovar mudan&ccedil;a no estatuto e baixar isso para 0,5%, mas mesmo assim isso significa R$ 400 milh&otilde;es. &Eacute; muito dinheiro &#8211; diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Para Sinedino, s&oacute; uma orienta&ccedil;&atilde;o externa explica o investimento de R$ 100 milh&otilde;es de Postalis e Petros em deb&ecirc;ntures lastreadas em matr&iacute;culas da Universidade Gama Filho, no Rio, que fechou as portas em 2013 descredenciada pelo MEC. A universidade j&aacute; estava mergulhada em d&iacute;vidas e havia sido recusada por dois grandes grupos educacionais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O curr&iacute;culo de alguns gestores dos fundos alimenta as den&uacute;ncias de aparelhamento. V&aacute;rios j&aacute; passaram por outras funda&ccedil;&otilde;es com indica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas ou de sindicatos ligados &agrave; Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT). Desde o in&iacute;cio do governo Lula, em 2003, ex-integrantes do sindicato dos banc&aacute;rios de S&atilde;o Paulo dominam os principais fundos: Previ, Petros, Funcef e Postalis. Jo&atilde;o Vaccari Neto, o tesoureiro do PT, &eacute; origin&aacute;rio desse grupo, assim como Wagner Pinheiro, ex-presidente da Petros e atual presidente dos Correios, que indicou o presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista. Este, por sua vez, j&aacute; foi gestor da Petros e da Funda&ccedil;&atilde;o Geap (de servidores federais).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>FUNDOS NEGAM COORDENA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Procurados pelo GLOBO, Petros, Postalis, Funcef, Refer e Serpros negaram ter neg&oacute;cios ligados aos doleiros Alberto Youssef e Fayed Traboulsi ou participar de qualquer grupo coordenado de entidades para fazer investimentos parecidos. A Refer disse ter sido informada da abertura de inqu&eacute;rito pela PF, ainda em fase inicial, mas atribuiu as den&uacute;ncias do Sindepperj a uma &ldquo;guerrilha&rdquo; que seus integrantes estariam promovendo em busca de cargos na funda&ccedil;&atilde;o e em outros fundos de pens&atilde;o. A Refer afirmou que move processos judiciais contra dirigentes do sindicato. O Serpros informou que aguarda na Justi&ccedil;a a chance de reaver os investimentos no Fundo Patriarca e argumenta que n&atilde;o havia &ldquo;nenhum indicativo que desaconselhasse a opera&ccedil;&atilde;o&rdquo; quando da an&aacute;lise do investimento. Ainda segundo o Serpros, foram investidos no BVA apenas 2% do patrim&ocirc;nio da funda&ccedil;&atilde;o, dentro do limite interno estabelecido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A Petros negou opera&ccedil;&otilde;es relacionadas a Alberto Youssef e afirmou que todos os seus investimentos passam por an&aacute;lises t&eacute;cnicas internas e, no caso de t&iacute;tulos de cr&eacute;dito, exigem avalia&ccedil;&otilde;es externas e garantias. De qualquer forma, est&aacute; reavaliando processos. A entidade argumenta que, por se tratarem de grandes investidores de longo prazo, &eacute; comum que fundos de pens&atilde;o privados e estatais participem de um mesmo investimento. Argumento parecido foi usado pelo Postalis, que tamb&eacute;m negou aparelhamento pol&iacute;tico. Segundo a funda&ccedil;&atilde;o, a indica&ccedil;&atilde;o de seus gestores &eacute; feita pelos Correios com base em crit&eacute;rios t&eacute;cnicos. A Funcef afirmou que possui &ldquo;um modelo de governan&ccedil;a exemplar no setor previdenci&aacute;rio&rdquo; e que n&atilde;o tem atualmente entre seus gestores oriundos de outros fundos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Em nota enviada ao GLOBO neste domingo, a Previ negou que esteja sendo alvo de uso pol&iacute;tico ou de m&aacute; gest&atilde;o e ressaltou que o fundo &eacute; &#8220;&eacute; reconhecido pelo seu avan&ccedil;ado modelo de governan&ccedil;a corporativa, com a composi&ccedil;&atilde;o de todos os seus &oacute;rg&atilde;os colegiados de forma parit&aacute;ria entre patrocinador e participantes, estes elegendo seus representantes de forma direta&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/oposicao-quer-investigar-clube-do-amem-que-atua-na-gestao-de-fundos-de-pensao-das-estatais-14641355\">http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/oposicao-quer-investigar-clube-do-amem-que-atua-na-gestao-de-fundos-de-pensao-das-estatais-14641355<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Oposi&ccedil;&atilde;o quer investigar &lsquo;Clube do Am&eacute;m&rsquo; que atua na gest&atilde;o de fundos de pens&atilde;o das estatais<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Aparelhamento pol&iacute;tico leva institui&ccedil;&otilde;es a investir recursos em neg&oacute;cios suspeitos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">POR&nbsp;<strong>SIMONE IGLESIAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>24\/11\/2014 6:00&nbsp;\/&nbsp;ATUALIZADO&nbsp;24\/11\/2014 8:20<\/strong><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"3\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">BRAS&Iacute;LIA &#8211; O &ldquo;Clube do Am&eacute;m&rdquo; entrou na mira da Comiss&atilde;o de Assuntos Econ&ocirc;micos (CAE) do Senado. Amanh&atilde;, o l&iacute;der do PSDB, senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), cobrar&aacute; agendamento de audi&ecirc;ncia p&uacute;blica com a presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Participantes de Fundos de Pens&atilde;o, Cl&aacute;udia Ricaldoni, e com Carlos de Paul, da Superintend&ecirc;ncia Nacional de Previd&ecirc;ncia Complementar (Previc).&nbsp;<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/lava-jato-levanta-suspeita-sobre-articulacao-politica-de-fundos-de-pensao-14634902\">Conforme revelado ontem pelo GLOBO<\/a>, h&aacute; um esquema de aparelhamento pol&iacute;tico na gest&atilde;o dos fundos de pens&atilde;o das estatais, apelidado de &ldquo;Clube do Am&eacute;m&rdquo;, que leva essas institui&ccedil;&otilde;es a investir os recursos em neg&oacute;cios suspeitos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/infograficos.oglobo.globo.com\/brasil\/como-operam-os-fundos-de-pensao.html\">Infogr&aacute;fico: Como operam os fundos de pens&atilde;o<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O tucano apresentou requerimento para as entidades irem ao Senado esclarecer den&uacute;ncias de gest&atilde;o fraudulenta de recursos do fundo de pens&atilde;o Postalis, dos funcion&aacute;rios dos Correios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; A agenda da comiss&atilde;o est&aacute; carregada, mas vamos ter que apressar a aprova&ccedil;&atilde;o desse requerimento e agendar a audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para este ano ainda. Essas novas den&uacute;ncias mostram que n&atilde;o h&aacute; limites para o PT. N&atilde;o se trata mais de fatos isolados, mas de um modus operandi de um partido que resolveu fundar seu poder na corrup&ccedil;&atilde;o como estrat&eacute;gia de ocupa&ccedil;&atilde;o &#8211; disse Aloysio Nunes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Os partidos de oposi&ccedil;&atilde;o se reunir&atilde;o amanh&atilde; para analisar o que mais pode ser feito para que se investigue os investimentos temer&aacute;rios que v&ecirc;m sendo feitos pelos fundos de pens&atilde;o. Segundo o l&iacute;der do DEM, senador Jos&eacute; Agripino Maia (RN), a pauta da CPMI da Petrobras est&aacute; congestionada e, mesmo que sejam apresentados requerimentos para apurar as den&uacute;ncias, a tend&ecirc;ncia &eacute; que nem cheguem a ser apreciados, j&aacute; que os trabalhos da comiss&atilde;o dever&atilde;o se encerrar dia 22 de dezembro. Por isso, avaliou, a discuss&atilde;o dever&aacute; se iniciar na CAE e ser levado, em 2015, a uma nova CPI.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; Esse &eacute; um caso cl&aacute;ssico da m&aacute;xima &ldquo;onde h&aacute; fuma&ccedil;a, h&aacute; fogo&rdquo;. H&aacute; anos, muito antes de o PT chegar ao governo, circulam ind&iacute;cios de aplica&ccedil;&atilde;o incorreta dos recursos e de manipula&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o dos fundos por petistas &#8211; afirmou o senador do DEM.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">As den&uacute;ncias de irregularidades partiram da Associa&ccedil;&atilde;o dos Aposentados e Pensionistas do Serpros e pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Participantes de Fundos de Pens&atilde;o &agrave; Previc no ano passado. Segundo as entidades, h&aacute; &ldquo;uma poss&iacute;vel articula&ccedil;&atilde;o entre os fundos para a realiza&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&otilde;es nem sempre de acordo com os interesses dos participantes&rdquo;. As associa&ccedil;&otilde;es alegam que as aplica&ccedil;&otilde;es feitas pelos gestores levaram &agrave; perda de recursos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/clube-do-amem-funcionarios-de-estatais-criam-chapas-de-oposicao-para-aumentar-fiscalizacao-14641684\">http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/clube-do-amem-funcionarios-de-estatais-criam-chapas-de-oposicao-para-aumentar-fiscalizacao-14641684<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8216;Clube do Am&eacute;m&#8217;: funcion&aacute;rios de estatais criam chapas de oposi&ccedil;&atilde;o para aumentar fiscaliza&ccedil;&atilde;o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Correntes cr&iacute;ticas &agrave;s diretorias dos fundos de pens&atilde;o aumentam fiscaliza&ccedil;&atilde;o sobre gestores<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">POR&nbsp;<strong>ALEXANDRE RODRIGUES E DANIEL BIASETTO<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>24\/11\/2014 6:00&nbsp;\/&nbsp;ATUALIZADO&nbsp;24\/11\/2014 8:21<\/strong><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"3\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">RIO &#8211; A insatisfa&ccedil;&atilde;o com a inger&ecirc;ncia pol&iacute;tica nos fundos de pens&atilde;o e os casos frequentes de investimentos malsucedidos levou funcion&aacute;rios das estatais a formar chapas para ocupar cadeiras nos conselhos deliberativos dessas entidades. O objetivo &eacute; tentar aumentar o poder de fiscaliza&ccedil;&atilde;o sobre os gestores de seus patrim&ocirc;nios bilion&aacute;rios. Esse movimento come&ccedil;ou no in&iacute;cio deste ano, quando funcion&aacute;rios do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econ&ocirc;mica Federal elegeram conselheiros com posi&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas &agrave; dire&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s maiores fundos de pens&atilde;o do pa&iacute;s: Previ, dos empregados do BB; Petros, da Petrobras; e Funcef, da Caixa. Juntos, eles administram um patrim&ocirc;nio de mais de R$ 300 bilh&otilde;es destinado ao pagamento de futuras aposentadorias complementares de funcion&aacute;rios das estatais que s&atilde;o suas patrocinadoras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>CONSELHEIROS CRIAR&Atilde;O F&Oacute;RUNS<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Agora, esses conselheiros pretendem criar um f&oacute;rum de participantes de v&aacute;rios fundos de pens&atilde;o para trocar informa&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias sobre como aumentar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o interna das funda&ccedil;&otilde;es e promover mudan&ccedil;as nos estatutos para reduzir a influ&ecirc;ncia das patrocinadoras, e, portanto, do governo. As primeiras reuni&otilde;es dever&atilde;o acontecer em janeiro de 2015.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong><a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/lava-jato-levanta-suspeita-sobre-articulacao-politica-de-fundos-de-pensao-14634902\">Como O GLOBO informou ontem<\/a><\/strong><strong>,<\/strong> participantes e funcion&aacute;rios dos fundos de pens&atilde;o t&ecirc;m feito den&uacute;ncias a &oacute;rg&atilde;os de inger&ecirc;ncia pol&iacute;tica nessas entidades a Pol&iacute;cia Federal, Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e Superintend&ecirc;ncia Nacional de Previd&ecirc;ncia Complementar (Previc). O Sindicato dos Empregados de Previd&ecirc;ncia Privada do Rio de Janeiro (Sindepperj) apelidou a suposta coordena&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica de direcionamento de investimentos dos fundos de &ldquo;Clube do Am&eacute;m&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Na maioria dos fundos de pens&atilde;o, a dire&ccedil;&atilde;o das estatais, influenciada pelo governo ou por partidos da base aliada, indica o mesmo n&uacute;mero de conselheiros que os eleitos pelos participantes. No entanto, a patrocinadora exerce o controle de fato com a prerrogativa de indicar o presidente do conselho, que tem voto de desempate. Acontece que, em v&aacute;rios fundos, esse instrumento n&atilde;o era utilizado porque n&atilde;o se mostrava necess&aacute;rio. Conselheiros eleitos por funcion&aacute;rios que fazem parte de sindicatos ligados &agrave; Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT), bra&ccedil;o sindical do PT, dedicam-se com afinco &agrave; elei&ccedil;&atilde;o de conselheiros nos fundos de pens&atilde;o. Uma vez no colegiado, passam a acompanhar o voto dos indicados pelas patrocinadoras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Em maio deste ano, participantes da Previ e da Funcef venceram chapas de sindicalistas ligados ao PT e assumiram cadeiras no conselho deliberativo das entidades. S&atilde;o representantes de grupos de auditores de carreira do Banco do Brasil e da Caixa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Na Petros, sindicalistas ligados &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o dos Engenheiros da Petrobras e do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindpetro-RJ) j&aacute; haviam conquistado, em 2013, duas cadeiras fazendo oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; Federa&ccedil;&atilde;o &Uacute;nica dos Trabalhadores (FUP), que tem um conselheiro eleito e v&aacute;rios dirigentes da funda&ccedil;&atilde;o indicados pela Petrobras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica &eacute; maior nos fundos cujas regras de governan&ccedil;a d&atilde;o menos poder de decis&atilde;o aos representantes dos participantes. Na Previ, por exemplo, os funcion&aacute;rios t&ecirc;m direito a eleger conselheiros e alguns diretores. N&atilde;o h&aacute; voto de qualidade da patrocinadora, mas os principais cargos seguem sendo indicados pela dire&ccedil;&atilde;o do Banco do Brasil, ligada ao PT, como os de diretor-presidente, diretor de Participa&ccedil;&otilde;es e diretor de Investimentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>PREVI TEVE LUCRO EM 2013<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">J&aacute; na Petros, todos s&atilde;o eleitos pelo conselho deliberativo, onde a Petrobras tem o voto de desempate.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; A gente percebe que em v&aacute;rios neg&oacute;cios controversos a Petros est&aacute; sempre com Postalis ou Funcef. A Previ quase n&atilde;o aparece &#8211; explica Silvio Sinedino, conselheiro eleito da Petros e um dos integrantes do grupo de participantes dos fundos de pens&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Fundos com maior participa&ccedil;&atilde;o de pessoas independentes t&ecirc;m melhor resultado. Em 2013, um ano com rentabilidade baixa para todos os fundos por causa de problemas na economia, a Previ teve um super&aacute;vit de R$ 24,7 bilh&otilde;es. J&aacute; a Petros amargou d&eacute;ficit de R$ 2,2 bilh&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Maria In&ecirc;s Capelli, presidente da <strong>Associa&ccedil;&atilde;o dos Profissionais dos Correios (Adcap),<\/strong> acredita que a cria&ccedil;&atilde;o de uma rede de segurados de diferentes fundos pode aumentar a conscientiza&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios das estatais para participar da gest&atilde;o dos fundos de pens&atilde;o. Ela afirma que os participantes do Postalis, o fundo de pens&atilde;o dos funcion&aacute;rios dos Correios, podem aprender muito com a experi&ecirc;ncia dos oposicionistas que venceram elei&ccedil;&otilde;es nos conselhos de Previ, Funcef e Petros recentemente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; Precisamos barrar o aparelhamento e a a&ccedil;&atilde;o de sindicalistas que n&atilde;o est&atilde;o defendendo o interesse dos funcion&aacute;rios. &Eacute; a nossa aposentadoria que est&aacute; em jogo &#8211; diz Maria In&ecirc;s, que tamb&eacute;m integra o grupo que est&aacute; formando o grupo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Reunidos em S&atilde;o Paulo no dia 12 de novembro, membros de Adcap, Funcef, Previ, Petros e da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Auditores Internos da Caixa Econ&ocirc;mica Federal (Audicaixa), que est&atilde;o &agrave; frente da cria&ccedil;&atilde;o do f&oacute;rum, lan&ccedil;aram um manifesto com as principais diretrizes de trabalho, preocupados com os &ldquo;destinos dos fundos de pens&atilde;o&rdquo; e tendo em vista o que chamaram de &ldquo;amea&ccedil;as no contexto atual&rdquo;. Foram definidas quatro frentes de trabalho: concentrar esfor&ccedil;os para incentivar a uni&atilde;o de atividades para proteger os interesses dos membros dos fundos; tra&ccedil;ar estrat&eacute;gias comuns na pol&iacute;tica de investimentos; participa&ccedil;&atilde;o ativa nas discuss&otilde;es sobre mecanismos regulat&oacute;rios que afetem os associados; e aumento da participa&ccedil;&atilde;o na governan&ccedil;a dos fundos, pondo &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o o maior n&uacute;mero de informa&ccedil;&otilde;es aos participantes do f&oacute;rum.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>Atenciosamente,<br \/> Diretoria Executiva da Nacional da ADCAP.<\/strong>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat&eacute;rias do jornal O Globo de domingo (23\/11) e desta segunda (24\/11) trazem informa&ccedil;&otilde;es sobre direcionamento de aplica&ccedil;&otilde;es de fundos de pens&atilde;o, abrangendo o POSTALIS, sobre o &#8220;Clube do Am&eacute;m&#8221;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5180"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5180\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}