{"id":5115,"date":"2015-08-10T02:05:17","date_gmt":"2015-08-10T02:05:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/correios-e-postalis-na-midia\/"},"modified":"2015-08-10T02:05:17","modified_gmt":"2015-08-10T02:05:17","slug":"correios-e-postalis-na-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/correios-e-postalis-na-midia\/","title":{"rendered":"CORREIOS E POSTALIS NA M\u00cdDIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>POSTALIS<br \/><\/strong><\/span><span style=\"font-size: small;\">O Globo de 04 de maio de 2014<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Neste &uacute;ltimo domingo, o jornal O Globo trouxe mat&eacute;ria a respeito do POSTALIS, conforme transcri&ccedil;&atilde;o ao final desta mensagem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A mat&eacute;ria traz cita&ccedil;&otilde;es do ex-conselheiro do POSTALIS, Rog&eacute;rio Ubine, do Presidente da FINDECT, Jos&eacute; Gimenes Gandara, e do Presidente licenciado da ADCAP, Luiz Alberto Menezes Barreto. &nbsp;Al&eacute;m dessas cita&ccedil;&otilde;es, a mat&eacute;ria traz informa&ccedil;&otilde;es graves sobre a gest&atilde;o do POSTALIS, incluindo os grandes preju&iacute;zos incorridos nos &uacute;ltimos anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A ADCAP est&aacute; sempre atenta ao assunto e, insistentemente, age com o intuito de garantir o que&nbsp;preconiza seu estatuto social. Esperamos que tal iniciativa da imprensa de lan&ccedil;ar luz sobre ocorr&ecirc;ncias com o POSTALIS contribua para a melhoria de sua gest&atilde;o e tamb&eacute;m para a responsabiliza&ccedil;&atilde;o daqueles que deram causa aos imensos preju&iacute;zos impostos a nosso fundo de previd&ecirc;ncia, afinal se o que traz a mat&eacute;ria se confirmar temos que nossos recursos n&atilde;o foram apenas mal aplicados, mas sim direcionados para beneficiar um grande esquema ilegal, montado com a participa&ccedil;&atilde;o de dirigentes indicados pela ECT sem nenhuma interfer&ecirc;ncia dos empregados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A ADCAP tamb&eacute;m espera que prosperem as iniciativas que j&aacute; surgem no Congresso Nacional para regulamentar mais fortemente a gest&atilde;o dos fundos de pens&atilde;o, buscando evitar a politiza&ccedil;&atilde;o dessas entidades, um mal que est&aacute; na raiz da maioria dos problemas vividos por essas institui&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>Atenciosamente,&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>Diretoria Executiva ADCAP Nacional.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>CVM apura fraude em fundo de pens&atilde;o dos Correios<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"> O Globo<\/span><br \/><span style=\"font-size: small;\"> 4\/05\/14<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Um dos neg&oacute;cios investigados teve influ&ecirc;ncia do doleiro Alberto Youssef, preso na Opera&ccedil;&atilde;o Lava-Jato da Pol&iacute;cia Federal<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios (CVM) abriu investiga&ccedil;&atilde;o para apurar uma s&eacute;rie de opera&ccedil;&otilde;es fraudulentas no mercado financeiro que atinge o fundo de pens&atilde;o Postalis, dos funcion&aacute;rios dos Correios, o terceiro maior do pa&iacute;s com cerca de 130 mil participantes. O GLOBO identificou uma delas: um aporte de R$ 40 milh&otilde;es, de 19 de dezembro de 2012, no Banco BNY Mellon por meio da gestora DTW Investimento LTDA, que teria sido direcionado pelo ex-diretor da funda&ccedil;&atilde;o Ricardo Oliveira Azevedo ap&oacute;s influ&ecirc;ncia do doleiro Alberto Youssef, e dos donos da Tino Real Participa&ccedil;&atilde;o, Maria Thereza Barcelos da Costa e Eric Davi Bello, alvos da Opera&ccedil;&atilde;o Lava-Jato da Pol&iacute;cia Federal. O Postalis confirmou o aporte, cujo principal resultado foi uma rentabilidade aqu&eacute;m da esperada para o fundo irrigado com dinheiro p&uacute;blico.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Um ex-dirigente do Postalis relata que Maria Thereza foi apresentada ao s&oacute;cio-majorit&aacute;rio da DTW, Paulo Roberto Caneca, por Youssef, quando a empresa ainda n&atilde;o se chamava DTW e tinha apenas dois meses no mercado. &Agrave; &eacute;poca, as negocia&ccedil;&otilde;es com Azevedo iniciaram. Eles ent&atilde;o teriam acertado que uma pessoa da confian&ccedil;a de Azevedo, Bruno Rodrigues Leal, entraria como laranja na sociedade da empresa de Caneca. Segundo profissionais do mercado, Caneca &eacute; conhecido como doleiro. Ele nega. Ao GLOBO, o dono da DTW admitiu ter se encontrado com Azevedo &ldquo;meia d&uacute;zia de vezes&rdquo;, mas disse que jamais se envolveu com Youssef e o casal Maria Thereza e Bello.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A influ&ecirc;ncia de Youssef no Postalis &eacute; antiga. Na CPI dos Correios, em 2005, o doleiro j&aacute; aparecia como respons&aacute;vel por indica&ccedil;&otilde;es feitas ao PMDB para a presid&ecirc;ncia do fundo, quando o partido assumiu o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Azevedo foi afastado do cargo de diretor financeiro do Postalis em outubro do ano passado ap&oacute;s a Superintend&ecirc;ncia Nacional de Previd&ecirc;ncia Complementar (Previc) constatar irregularidades em investimentos que provocaram preju&iacute;zos calculados em quase R$ 1 bilh&atilde;o. As investiga&ccedil;&otilde;es apuraram a pr&aacute;tica de fraudes, com a organiza&ccedil;&atilde;o aplicando recursos da entidade previdenci&aacute;ria em fundos controlados pelos pr&oacute;prios s&oacute;cios da DTW. A identifica&ccedil;&atilde;o de Bruno Rodrigues Leal como homem de Azevedo na M. Asset pela Previc fez com que ele deixasse a sociedade, dando lugar ao irm&atilde;o Caio Rodrigues Leal, este com 30% de participa&ccedil;&atilde;o na empresa, agora com o novo nome de DTW ap&oacute;s cinco altera&ccedil;&otilde;es contratuais. A Previc e o BNY Mellon n&atilde;o quiseram comentar o caso.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Fundo est&aacute; sem gestor<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Irregularidades na DTW tamb&eacute;m est&atilde;o sendo apuradas pela CVM. A primeira delas &eacute; que Caneca teria omitido para a comiss&atilde;o ter sido investigado pela Pol&iacute;cia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro em a&ccedil;&atilde;o penal no Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal do Paran&aacute;, que apurou evas&atilde;o de divisas do Brasil para para&iacute;sos fiscais na CPI do Banestado. A outra &eacute; que o fundo DTW est&aacute; sem o gestor respons&aacute;vel h&aacute; mais de dois meses, o que contraria as normas da CVM, que n&atilde;o foi avisada da sa&iacute;da de Cristiano Maroja nem pela DTW e tampouco pelo Mellon, administrador da gestora de fundo.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Tamb&eacute;m &eacute; analisado o fato de o s&oacute;cio da DTW, Caio Rodrigues Leal, ter sido o estruturador da empresa Dogma Empreendimentos Imobili&aacute;rios S.A., por meio de sua outra empresa, a Prime Consultoria e Gest&atilde;o Financeira. Do aporte de R$ 40 milh&otilde;es do Postalis no BNY Mellon, Leal utilizou R$ 10 milh&otilde;es na compra de 25% de uma C&eacute;dula de Cr&eacute;dito Imobili&aacute;ria (CCI) da Dogma. Portanto, ele estava nas duas pontas da opera&ccedil;&atilde;o, o que no mercado financeiro &eacute; chamado de &ldquo;Z&eacute; com Z&eacute;&rdquo;, pr&aacute;tica proibida pelas normas da CVM. O que chama aten&ccedil;&atilde;o &eacute; que a Dogma deu como garantia um terreno comprado para a constru&ccedil;&atilde;o de um condom&iacute;nio no centro de Curitiba &mdash; e que ainda n&atilde;o saiu do ch&atilde;o &mdash; um dia depois do aporte da Postalis. A estrutura&ccedil;&atilde;o de um projeto CCI se d&aacute; quando uma empresa &eacute; contratada para intermediar a opera&ccedil;&atilde;o junto a entidades de fiscaliza&ccedil;&atilde;o. O pre&ccedil;o m&eacute;dio pago pelo servi&ccedil;o de estrutura&ccedil;&atilde;o est&aacute; em R$ 200 mil.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O ex-gestor Cristiano Maroja contou que se desligou da empresa por &ldquo;n&atilde;o se identificar com vis&otilde;es de neg&oacute;cio&#8221; dela. Ele detinha 5% das cotas na sociedade. Caio Leal diz que entrou na gestora DTW depois de estruturar a CCI da Dogma. Procurada, a CVM disse que &ldquo;acompanha e analisa as movimenta&ccedil;&otilde;es e tomar&aacute; as medidas cab&iacute;veis quando necess&aacute;rio, e que pode aplicar as puni&ccedil;&otilde;es aos infratores das regras em vigor no mercado de capitais&rdquo;. Mas segundo a reportagem apurou, a comiss&atilde;o n&atilde;o descarta atua&ccedil;&atilde;o em conjunto entre o BNY Mellon e a DTW na troca de informa&ccedil;&otilde;es para direcionar a aplica&ccedil;&atilde;o do aporte antes mesmo de a opera&ccedil;&atilde;o ser solicitada pelo Postalis. Se confirmadas as irregularidades, BNY e DTW poderiam ser enquadrados por responsabilidade solid&aacute;ria.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Postalis perdeu dinheiro nas aplica&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Um ano e quatro meses depois do aporte de R$ 40 milh&otilde;es na DTW, as duas aplica&ccedil;&otilde;es do Postalis no Banco BNY Mellon &mdash; uma de R$ 30 milh&otilde;es em renda fixa e outra de R$ 10 milh&otilde;es em a&ccedil;&otilde;es &mdash; rendem hoje ao fundo de pens&atilde;o valores muito aqu&eacute;m do que se a funda&ccedil;&atilde;o tivesse aplicado em investimentos considerados mais conservadores, como poupan&ccedil;a ou Notas do Tesouro Nacional (NTN). Especialistas do mercado financeiro consultados pelo GLOBO disseram que se o Postalis apostasse em NTNs, por exemplo, teria tido um rendimento durante esse per&iacute;odo de 17,5%, o que deixaria o valor aplicado em renda fixa no patamar de R$ 35,25 milh&otilde;es, enquanto o montante aplicado em a&ccedil;&otilde;es estaria hoje na casa dos R$ 11,75 milh&otilde;es. O c&aacute;lculo foi facilitado por n&atilde;o ter havido resgate do fundo durante os 16 meses.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">No site da CVM, &eacute; poss&iacute;vel confirmar o desempenho das aplica&ccedil;&otilde;es. A Postalis confirmou o fraco desempenho. O investimento em renda fixa apresentou rentabilidade de 0,01%, e em a&ccedil;&otilde;es, 7,64 pontos percentuais negativos. Soma-se a esses valores, o pagamento de uma taxa anual de 2% do Postalis aos prestadores de servi&ccedil;o, no caso, o BNY Mellon e a DTW. Pode-se concluir que o Postalis pagou ainda cerca de R$ 800 mil, em 2013, pela administra&ccedil;&atilde;o do fundo. De acordo com o Postalis, o BNY Mellon d&aacute; ao gestor &ldquo;a liberdade de escolha para investimentos, desde que estejam de acordo com as pol&iacute;ticas de investimentos dos planos e a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor&rdquo;. J&aacute; o BNY alegou sigilo das opera&ccedil;&otilde;es. Caneca negou preju&iacute;zo nas aplica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Rombo como consequ&ecirc;ncia por m&aacute; gest&atilde;o<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Gest&otilde;es de efici&ecirc;ncia duvidosa do Postalis durante os mandatos dos ex-diretores financeiros Adilson Flor&ecirc;ncio da Costa e Ricardo Oliveira Azevedo podem ter contribu&iacute;do para que um d&eacute;ficit t&eacute;cnico em um dos planos de previd&ecirc;ncia da funda&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;asse cifras bilion&aacute;rias desde 2009 &mdash; o que levou a entidade a aumentar a contribui&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios e causar uma queda de bra&ccedil;o entre os sindicatos dos trabalhadores, a Empresa Brasileira de Correios e Tel&eacute;grafos (ECT) e o Tesouro Nacional sobre quem deve pagar a d&iacute;vida. Em 2008, os Correios decidiram encerrar as atividades do plano de Benef&iacute;cio Definido (BD) e transformar a expectativa de direitos dos participantes em n&uacute;meros, totalizando valor projetado para aporte de R$ 700 milh&otilde;es, para equilibrar as contas do BD, algo assumido pela patrocinadora. Por&eacute;m, um ano depois se constatou que o valor necess&aacute;rio para efetivar o saldamento (interrup&ccedil;&atilde;o de pagamento das contribui&ccedil;&otilde;es) do BD mais que dobrou, indo a R$ 1,5 bilh&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Somado a esse valor, h&aacute; ainda um d&eacute;ficit de R$ 935 milh&otilde;es provenientes, em sua maioria da &aacute;rea de investimento do Postalis, identificado no balan&ccedil;o do ano passado e que onera ainda mais o Plano BD &mdash; levando o rombo, caso os Correios n&atilde;o aceitem saldar a d&iacute;vida, a um valor de cerca de R$ 2,5 bilh&otilde;es, ou 35% do patrim&ocirc;nio do plano, estimado em R$ 7 bilh&otilde;es. O Conselho Fiscal dos Correios, ligado ao Tesouro, questionou o pagamento, mas concordou em saldar, por enquanto, a cota mensal da d&iacute;vida.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&mdash; Dentro da empresa h&aacute; um lit&iacute;gio. Enquanto a ECT prop&otilde;e dividir esse valor com os funcion&aacute;rios, as entidades dos trabalhadores reagem com indigna&ccedil;&atilde;o, porque o Postalis, com aval da patrocinadora, no caso os Correios, fizeram o saldamento obrigat&oacute;rio sem nos consultar e prometeram assumir a d&iacute;vida &mdash; diz Rog&eacute;rio Ubine, ex-conselheiro do Postalis e atual membro da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Participantes dos Fundos de Pens&atilde;o (Anapar) e diretor da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Trabalhadores nos Correios (Fentect).<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Segundo Ubine, uma proposta defendida pelo Tesouro para que a ECT n&atilde;o assuma sozinha o preju&iacute;zo e divida, como prev&ecirc; a lei, com os participantes do BD, est&aacute; sendo discutida em &acirc;mbito administrativo. Para ele, a ECT n&atilde;o reconheceu at&eacute; hoje essa d&iacute;vida, que j&aacute; comprometeu o lucro da empresa. As entidades questionam ainda a rentabilidade de outro plano de pens&atilde;o, o PostalPrev, cuja participa&ccedil;&atilde;o &eacute; de apenas dos funcion&aacute;rios da ativa. De acordo com o presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadores dos Correios (Findect), Jos&eacute; Aparecido Gimenes Gandara, o rendimento em 2013 foi negativo em 0,52%, quando sua meta era de 12,5%. Os sindicatos denunciam ainda que, mesmo com rentabilidade negativa, o Postalis pagou pr&ecirc;mio ao gestor que administra o investimento.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O GLOBO n&atilde;o conseguiu localizar Adilson Flor&ecirc;ncio da Costa e Ricardo Oliveira Azevedo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>Sindicalistas ajudam PT a fazer frente ao PMDB com maioria no conselho da Postalis<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">4\/05\/14<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">RIO &#8211; Desde o in&iacute;cio do 1&ordm; governo Lula, em 2003, PT e PMDB disputam o controle do Postalis, o fundo de pens&atilde;o dos funcion&aacute;rios dos Correios. Cada partido indica dois dos quatro nomes da diretoria executiva da entidade, embora formalmente essa seja uma atribui&ccedil;&atilde;o da patrocinadora do fundo, a Empresa Brasileira de Correios e Tel&eacute;grafos (ECT). No entanto, o acordo come&ccedil;ou a fazer &aacute;gua no governo Dilma, com a chegada do economista Wagner Pinheiro &agrave; presid&ecirc;ncia da ECT.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Pinheiro &eacute; um dos ex-dirigentes de sindicatos de banc&aacute;rios de S&atilde;o Paulo ligados &agrave; Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT), bra&ccedil;o sindical do PT, que passou a indicar nomes para ocupar cargos em fundos de pens&atilde;o de estatais no governo Lula. Entre 2003 e 2010, ele foi presidente da Petros, a funda&ccedil;&atilde;o de previd&ecirc;ncia complementar dos funcion&aacute;rios da Petrobras, a segunda maior do pa&iacute;s. Com um patrim&ocirc;nio de R$ 68 bilh&otilde;es, s&oacute; fica atr&aacute;s da Previ, dos empregados do Banco do Brasil. Pinheiro foi escolhido pelo atual ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, para dirigir os Correios ainda na transi&ccedil;&atilde;o entre os governos Lula e Dilma. A estatal, mergulhada em dificuldades operacionais, era um foco de esc&acirc;ndalos de corrup&ccedil;&atilde;o. Com o comando da ECT, o PT resolveu tamb&eacute;m controlar o Postalis, abrindo uma disputa com os indicados do PMDB.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Em abril de 2012, Pinheiro conseguiu indicar Ant&ocirc;nio Carlos Conquista para a presid&ecirc;ncia do Postalis. Ele foi chefe de gabinete de Pinheiro na Petros, entre 2003 e 2007, e gerente de administra&ccedil;&atilde;o da funda&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2009. Em 2010, Conquista ocupou a diretoria executiva da Funda&ccedil;&atilde;o de Seguridade Social (Geap), uma entidade de autogest&atilde;o de planos de sa&uacute;de para servidores federais que chegou a sofrer uma interven&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de (ANS) no ano passado, por causa de um d&eacute;ficit de cerca de R$ 250 milh&otilde;es. Nos dois anos seguintes, ele ocupou uma secretaria no Minist&eacute;rio da Pesca. A indica&ccedil;&atilde;o de Conquista para substituir Alexej Predtechensky, indicado do PMDB que ficou seis anos &agrave; frente do Postalis, significou um passo de Pinheiro em dire&ccedil;&atilde;o ao controle do fundo pelo PT, mas ainda sem a cobi&ccedil;ada diretoria de Investimentos, sob dom&iacute;nio do PMDB.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Numa estrat&eacute;gia similar &agrave; usada pela Petrobras na Petros, revelada pelo GLOBO no &uacute;ltimo domingo, a dire&ccedil;&atilde;o dos Correios passou a contar com o apoio de sindicalistas para dominar a pauta do conselho deliberativo do Postalis, que nomeia a diretoria e referenda as principais decis&otilde;es. O colegiado tem seis conselheiros: tr&ecirc;s indicados pela patrocinadora, a ECT, e tr&ecirc;s eleitos pelos funcion&aacute;rios. Pelo menos dois integrantes de uma corrente petista da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) que foram eleitos conselheiros passaram a votar com os indicados: Jos&eacute; Rivaldo da Silva e Manoel Santana, que mant&ecirc;m cargos na diretoria da Fentect apesar de terem perdido o controle da federa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Ernani de Souza Coelho, presidente do conselho deliberativo por indica&ccedil;&atilde;o da ECT, tamb&eacute;m &eacute; um nome do PT. Funcion&aacute;rio aposentado da estatal, ele &eacute; marido da ex-senadora F&aacute;tima Cleide, do PT de Rond&ocirc;nia, e contratado como assessor da presid&ecirc;ncia dos Correios. Cargo similar tem outro indicado para o conselho, o ex-secret&aacute;rio-geral da Fentect, Manoel Cantoara.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; O estatuto do Postalis pro&iacute;be que conselheiro tenha fun&ccedil;&atilde;o na patrocinadora ou em entidades representativas de empregados, mas isso &eacute; descumprido solenemente &#8211; diz Luiz Alberto Barreto, presidente licenciado da Associa&ccedil;&atilde;o dos Profissionais dos Correios (Adcap), que foi &agrave; Justi&ccedil;a contra a composi&ccedil;&atilde;o do conselho. &#8211; O avan&ccedil;o pol&iacute;tico sobre o Postalis &eacute; evidente, f&aacute;cil de ver.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Para Barreto, n&atilde;o &eacute; por acaso que investimentos controversos do Postalis sejam repetidos pela Petros. &Eacute; o caso de t&iacute;tulos do banco BVA, que quebrou no ano passado, ou das deb&ecirc;ntures de R$ 75 milh&otilde;es do Grupo Galileo, da Universidade Gama Filho, fechada pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o mergulhada em d&iacute;vidas. Apenas Petros e Postalis compraram os pap&eacute;is:<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&#8211; O fundo teve d&eacute;ficit em 2011, 2012 e 2013. O medo dos funcion&aacute;rios, que agora contribuem mais, &eacute; que isso continue e comprometa as aposentadorias no futuro. &Eacute; preciso desaparelhar tanto os Correios quanto o Postalis &#8211; afirmou.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A alian&ccedil;a de sindicalistas e indicados no conselho deliberativo foi usada em 2012 para tentar substituir o ent&atilde;o diretor de Investimentos, Ricardo Oliveira Azevedo, indica&ccedil;&atilde;o do PMDB assim como seu antecessor, Adilson Flor&ecirc;ncio da Costa. Em novembro de 2012, den&uacute;ncias de irregularidades na gest&atilde;o de Azevedo chegaram &agrave; imprensa e &agrave; Superintend&ecirc;ncia Nacional de Previd&ecirc;ncia Complementar (Previc), que investigou e autuou o executivo. Foi o motivo encontrado pelo conselho deliberativo para votar a demiss&atilde;o dele.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Quando a vota&ccedil;&atilde;o caminhava para o fim, com quatro votos a favor da demiss&atilde;o, Ernani de Souza Coelho pediu vistas do processo. Ao ser retomada a sess&atilde;o, um dos conselheiros eleitos mudou o seu voto, empatando o placar. Como o voto de desempate &eacute; do presidente, Coelho votou pela perman&ecirc;ncia de Azevedo, frustrando o plano. Segundo uma fonte, isso ocorreu porque o PMDB reagiu ao avan&ccedil;o do PT. Uma negocia&ccedil;&atilde;o que teria sido conduzida pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lob&atilde;o, terminou com a indica&ccedil;&atilde;o, em outubro de 2013,de um nome neutro, de perfil t&eacute;cnico, para a diretoria de Investimentos: o do economista Andr&eacute; Motta, ex-diretor de Seguridade. Embora indicado pelo PMDB, ele se dedicaria a um plano de saneamento da institui&ccedil;&atilde;o, numa esp&eacute;cie de tr&eacute;gua entre os dois partidos. O GLOBO procurou os sindicalistas da Fentect, mas n&atilde;o conseguiu localiz&aacute;-los na entidade. A assessoria de Lob&atilde;o n&atilde;o retornou o contato.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POSTALISO Globo de 04 de maio de 2014 &nbsp; Neste &uacute;ltimo domingo, o jornal O Globo trouxe mat&eacute;ria a respeito do POSTALIS, conforme transcri&ccedil;&atilde;o ao final desta mensagem. &nbsp; A&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5115"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5115"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5115\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}