{"id":4967,"date":"2015-08-10T01:45:09","date_gmt":"2015-08-10T01:45:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/esquema-entre-medicos-e-empresas-de-protese-lesou-redes-publica-e-privada\/"},"modified":"2015-08-10T01:45:09","modified_gmt":"2015-08-10T01:45:09","slug":"esquema-entre-medicos-e-empresas-de-protese-lesou-redes-publica-e-privada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/esquema-entre-medicos-e-empresas-de-protese-lesou-redes-publica-e-privada\/","title":{"rendered":"Esquema entre m\u00e9dicos e empresas de pr\u00f3tese lesou redes p\u00fablica e privada"},"content":{"rendered":"<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O Globo<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"> 04\/01\/2015<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Um esquema criminoso entre m&eacute;dicos e empresas de pr&oacute;teses que, s&oacute; no plano de sa&uacute;de dos <strong>Correios <\/strong>do Rio de Janeiro causou um preju&iacute;zo de R$ 7 milh&otilde;es, foi denunciado ontem em reportagem exibida pelo &ldquo;Fant&aacute;stico&rdquo;, da Rede Globo. A investiga&ccedil;&atilde;o, feita nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses, demonstrou que os profissionais recebem comiss&otilde;es para usar o material de determinados fornecedores, indicam cirurgias desnecess&aacute;rias e utilizam liminares com or&ccedil;amentos superfaturados para for&ccedil;ar o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) e os planos de sa&uacute;de a pagarem pelo procedimento.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Segundo a reportagem, o paciente &mdash; ap&oacute;s esperar na fila do SUS &mdash; &eacute; encaminhado pelos m&eacute;dicos a um escrit&oacute;rio de advocacia. Esse escrit&oacute;rio fica respons&aacute;vel por elaborar uma liminar, com or&ccedil;amento superfaturado, para pedir &agrave; Justi&ccedil;a que o plano de sa&uacute;de ou o Estado seja obrigado a pagar a cirurgia.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O ex-assessor da diretoria regional dos Correios Jo&atilde;o Maur&iacute;cio Gomes da Silva, que participava de um esquema como esse e assinou acordo de dela&ccedil;&atilde;o premiada, contou o caso de um procedimento que deveria custar, no m&aacute;ximo, R$ 200 mil, mas acabou saindo por R$ 1 milh&atilde;o ao plano. Para justificar o valor superfaturado, era inclu&iacute;do o valor de materiais n&atilde;o utilizados. Segundo o &ldquo;Fant&aacute;stico&rdquo;, foram criadas empresas de fachada para assinar os or&ccedil;amentos.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Para tentar combater o n&uacute;mero de cirurgias indicadas sem necessidade, durante um ano, o Hospital Albert Einstein, em S&atilde;o Paulo, utilizou um grupo de m&eacute;dicos para analisar os pedidos de opera&ccedil;&atilde;o de coluna que chegavam ao hospital. Dos cerca de 1.100 pacientes, menos de 500 tiveram indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. Com objetivo semelhante, outro hospital do Rio Grande do Sul tamb&eacute;m se valeu de &ldquo;fiscais de cirurgia&rdquo;. Na ocasi&atilde;o, verificou-se que 35% dos encaminhamentos eram desnecess&aacute;rios.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Os m&eacute;dicos envolvidos no esquema recebiam comiss&otilde;es que variavam de 20% a 50% para indicar a pr&oacute;tese de determinados fornecedores. A fraude era altamente lucrativa, como revelou uma funcion&aacute;ria de uma cl&iacute;nica que participava do esquema:<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&mdash; Aquilo ali parecia uma quadrilha. Uma quadrilha agindo e lesando a popula&ccedil;&atilde;o. Um exemplo que eu tenho aqui: R$ 260 mil de cirurgia, R$ 80 mil pra conta do m&eacute;dico. Tem uma empresa pagando R$ 590 mil de comiss&atilde;o pro m&eacute;dico no per&iacute;odo aqui de seis meses.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Para despistar a Receita Federal, as empresas de pr&oacute;teses que pagavam comiss&otilde;es pediam aos m&eacute;dicos que assinassem contratos de consultoria para que fossem inclu&iacute;dos na declara&ccedil;&atilde;o do Imposto de Renda. Al&eacute;m dessa irregularidade, as empresas de pr&oacute;tese tamb&eacute;m ofereciam maneiras de fraudar licita&ccedil;&otilde;es em &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos. As empresas sugeriam que, no edital, fossem inclu&iacute;dos servi&ccedil;os ou produtos exclusivos de determinadas empresas. Assim, as outras concorrentes eram automaticamente eliminadas da disputa.<\/span><\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxmsonormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">As empresas citadas pelo &ldquo;Fant&aacute;stico&rdquo; na reportagem&mdash; Oscar Skin, Totalmedic, Life X, Orcimed, IOL, Brumed, Strehl e Intelimed &mdash; e os m&eacute;dicos Fernando Sanchis e Henrique Cruz negaram todas as acusa&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Globo 04\/01\/2015 &nbsp; Um esquema criminoso entre m&eacute;dicos e empresas de pr&oacute;teses que, s&oacute; no plano de sa&uacute;de dos Correios do Rio de Janeiro causou um preju&iacute;zo de R$&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4967"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4967"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4967\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}