{"id":4931,"date":"2015-08-10T01:45:02","date_gmt":"2015-08-10T01:45:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/supremo-resiste-em-negar-imunidade-aos-correios\/"},"modified":"2015-08-10T01:45:02","modified_gmt":"2015-08-10T01:45:02","slug":"supremo-resiste-em-negar-imunidade-aos-correios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/supremo-resiste-em-negar-imunidade-aos-correios\/","title":{"rendered":"Supremo resiste em negar imunidade aos Correios"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">CONJUR<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">1 de novembro de 2014<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">No mais recente julgamento envolvendo a Empresa Brasileira de <strong>Correios<\/strong> e Tel&eacute;grafos, o Supremo Tribunal Federal, no Recurso Especial 773.992 interposto pelo Munic&iacute;pio de Salvador em face da EBCT, manteve a imunidade dos Correios, com base no artigo 150, inciso VI, al&iacute;nea &ldquo;a&rdquo; da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Foram vencidos os ministros Marco Aur&eacute;lio de Mello e Luis Roberto Barroso, e manifestaram-se favoravelmente &agrave; imunidade, privilegiando jurisprud&ecirc;ncia do STF, mesmo declarando pensamento pessoal em contr&aacute;rio, os ministros Teori Zavascky e o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O STF, mesmo diante da evidente atividade econ&ocirc;mica prestada pelos correios, com remunera&ccedil;&atilde;o mediante contrapresta&ccedil;&atilde;o dos utentes do servi&ccedil;o, ainda inclina-se a classificar tais atividades como servi&ccedil;o p&uacute;blico exercido em regime de monop&oacute;lio[1] de manuten&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria pela Uni&atilde;o, atraindo a imunidade fundada no artigo 150, inciso VI, al&iacute;nea &ldquo;a&rdquo; da Constitui&ccedil;&atilde;o, conhecida como imunidade rec&iacute;proca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Ainda que a atividade fosse p&uacute;blica, e que os Correios pudessem ser equiparados aos entes pol&iacute;ticos, restaria ainda a limita&ccedil;&atilde;o da&nbsp; imunidade prevista no par&aacute;grafo 6&deg; do artigo 150, da Constitui&ccedil;&atilde;o, que estabelece a sua perda para os casos que enumera, a saber:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">3&ordm; &#8211; As veda&ccedil;&otilde;es do inciso VI, &#8220;a&#8221;, e do par&aacute;grafo anterior n&atilde;o se aplicam ao patrim&ocirc;nio, &agrave; renda e aos servi&ccedil;os, relacionados com explora&ccedil;&atilde;o de atividades econ&ocirc;micas regidas pelas normas aplic&aacute;veis a empreendimentos privados, ou em que haja contrapresta&ccedil;&atilde;o ou pagamento de pre&ccedil;os ou tarifas pelo usu&aacute;rio, nem exonera o promitente comprador da obriga&ccedil;&atilde;o de pagar imposto relativamente ao bem im&oacute;vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O dispositivo constitucional em destaque foi enf&aacute;tico ao determinar a perda da imunidade dos entes pol&iacute;ticos quando seu patrim&ocirc;nio, sua renda ou seus servi&ccedil;os estiverem relacionados com atividades p&uacute;blicas que sejam remuneradas, seja na forma de contrapresta&ccedil;&atilde;o, seja na forma de pagamento de pre&ccedil;o, ou seja ainda pelo pagamento de tarifas pelos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Ora, se at&eacute; os entes pol&iacute;ticos podem vir a perder sua imunidade quando na presta&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o p&uacute;blico resolvem, ao inv&eacute;s de prest&aacute;-los gratuitamente, impor uma contrapresta&ccedil;&atilde;o ao utente do servi&ccedil;o, pela mesma raz&atilde;o os Correios n&atilde;o podem ser privilegiados com uma imunidade que nem os entes pol&iacute;ticos det&eacute;m.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O pior &eacute; que a imunidade da EBCT tem de outro lado as prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas dos munic&iacute;pios. Significa dizer que a Uni&atilde;o est&aacute; a financiar as atividades dos Correios &agrave;s custas dos j&aacute; escassos impostos municipais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Se a atividade desempenhada pela Empresa de Correios e Tel&eacute;grafos &eacute; atividade essencial, que a Uni&atilde;o a preste de forma gratuita ou financie os Correios no envio das cartas postais. O que n&atilde;o pode &eacute; obter a receita decorrente do desempenho de uma s&eacute;rie de atividades que escancaradamente concorrem com similares num mercado ativo e pujante, pronto para com o seu crescimento incrementar as receitas municipais.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONJUR 1 de novembro de 2014 &nbsp; No mais recente julgamento envolvendo a Empresa Brasileira de Correios e Tel&eacute;grafos, o Supremo Tribunal Federal, no Recurso Especial 773.992 interposto pelo Munic&iacute;pio&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4931"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4931"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4931\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}