{"id":4921,"date":"2015-08-10T01:44:56","date_gmt":"2015-08-10T01:44:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/lava-jato-policia-federal-investiga-acao-politica-em-fundos-de-pensao\/"},"modified":"2015-08-10T01:44:56","modified_gmt":"2015-08-10T01:44:56","slug":"lava-jato-policia-federal-investiga-acao-politica-em-fundos-de-pensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/lava-jato-policia-federal-investiga-acao-politica-em-fundos-de-pensao\/","title":{"rendered":"Lava-Jato: Pol\u00edcia Federal investiga a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em fundos de pens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O Globo<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"> 01\/10\/2014<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">RIO &#8211; A Opera&ccedil;&atilde;o Lava-Jato, da Pol&iacute;cia Federal, que revelou a rela&ccedil;&atilde;o entre o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, come&ccedil;a a esbarrar em poss&iacute;veis ramifica&ccedil;&otilde;es nos fundos de pens&atilde;o de funcion&aacute;rios das estatais. Controladas por dirigentes indicados por partidos da base do governo, essas entidades acumulam preju&iacute;zos em opera&ccedil;&otilde;es financeiras complexas e parecem obedecer a uma coordena&ccedil;&atilde;o externa para fazer os mesmos investimentos controversos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A PF abriu uma nova frente de investiga&ccedil;&atilde;o para apurar se investimentos feitos por fundos de pens&atilde;o em empresas ligadas a Youssef foram influenciados pelo tesoureiro do PT, Jo&atilde;o Vaccari Neto.&nbsp;O GLOBO revelou que o advogado Carlos Alberto Pereira Costa, um dos principais auxiliares de Youssef, disse em depoimento que Vaccari frequentou uma empresa em S&atilde;o Paulo, entre 2005 e 2006, para tratar de neg&oacute;cios com fundos de pens&atilde;o com um operador do doleiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Domingo, o jornal &ldquo;Folha de S.Paulo&rdquo; revelou que a PF encontrou e-mails em computadores de pessoas ligadas a Yousseff atribuindo &agrave; influ&ecirc;ncia de Vaccari a aplica&ccedil;&atilde;o, em 2012, de R$ 73 milh&otilde;es das funda&ccedil;&otilde;es Petros e Postalis, dos funcion&aacute;rios da Petrobras e dos Correios, na empresa Trendbank, que administra fundos de investimentos, causando preju&iacute;zos &agrave;s funda&ccedil;&otilde;es. Vaccari nega participa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Em maio, O GLOBO j&aacute; havia mostrado que Postalis teve preju&iacute;zo ao aplicar R$ 40 milh&otilde;es num fundo no Banco BNY Mellon&nbsp;por meio de uma gestora de investimentos indicada a dirigentes da funda&ccedil;&atilde;o por operadores de Youssef, em 2012. A complexidade e o grande n&uacute;mero de opera&ccedil;&otilde;es, muitas delas feitas de forma indireta por meio de fundos que fazem outros investimentos, dificultam a identifica&ccedil;&atilde;o dos preju&iacute;zos dessas funda&ccedil;&otilde;es, que administram as contribui&ccedil;&otilde;es de funcion&aacute;rios das estatais e pagam os benef&iacute;cios complementares aos aposentados dessas empresas. Os neg&oacute;cios suspeitos j&aacute; revelados mostram que os interessados em lesar os fundos usam como estrat&eacute;gia a capilaridade e a divis&atilde;o dos riscos entre v&aacute;rios fundos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Um caso emblem&aacute;tico &eacute; a quebra do Banco BVA, em 2013, cuja fal&ecirc;ncia foi formalmente pedida no in&iacute;cio deste m&ecirc;s. Apura&ccedil;&atilde;o do Banco Central apontou ind&iacute;cios de conluio entre dirigentes do BVA e da Petros na formula&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es fraudulentas. No entanto, mais de 70 fundos de pens&atilde;o de funcion&aacute;rios de estatais, estados e prefeituras perderam dinheiro no BVA comprando principalmente t&iacute;tulos lastreados em empr&eacute;stimos dados pelo BVA a empresas com poucas condi&ccedil;&otilde;es de pagamento. Compraram juntos R$ 2,7 bilh&otilde;es diretamente ou por fundos de investimento ligados ao BVA.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>PREJU&Iacute;ZOS COM DEB&Ecirc;NTURES DO GALILEO<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Nesse tipo de papel, se o credor n&atilde;o paga numa ponta, o investidor (no caso o fundo de pens&atilde;o) perde na outra. Petros e Postalis est&atilde;o entre os que mais perderam dinheiro no BVA. Os dois fundos s&atilde;o protagonistas de outro fracasso: compraram R$ 100 milh&otilde;es em deb&ecirc;ntures do Grupo Galileo, mantenedor da Universidade Gama Filho, que fechou as portas insolvente no ano passado. A Petros comprou 25% dos pap&eacute;is e o Postalis ficou com os outros 75%, contra a regula&ccedil;&atilde;o que limita aos fundos a aquisi&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 25% de emiss&otilde;es de t&iacute;tulos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Postalis e Petros t&ecirc;m muito mais em comum do que p&eacute;ssimas aplica&ccedil;&otilde;es. O atual presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista, foi executivo da Petros entre 2003 e 2009, quando o fundo de pens&atilde;o era dirigido por Wagner Pinheiro, atual presidente dos Correios, que o indicou para o Postalis.&nbsp;O fundo de pens&atilde;o dos Correios &eacute; dividido entre o PT, que indicou o presidente, e o PMDB, que indicou os outros diretores, inclusive o financeiro. A Petros segue sob dom&iacute;nio exclusivo do PT, embora as diretorias sejam divididas por dois grupos: o dos ex-sindicalistas banc&aacute;rios e o dos petroleiros, todos oriundos da CUT, bra&ccedil;o sindical do PT.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>NO POSTALIS, ROMBOM DE R$ 1 BILH&Atilde;O<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Com um patrim&ocirc;nio de R$ 6,8 bilh&otilde;es, bem menor que o da Petros (R$ 60 bilh&otilde;es), o Postalis tem sofrido mais com a m&aacute; gest&atilde;o. Os prejudicados s&atilde;o os 140 mil participantes, o maior contingente entre as funda&ccedil;&otilde;es de estatais. Em 2012, o Postalis passou a cobrar contribui&ccedil;&atilde;o adicional dos participantes e pensionistas para cobrir um rombo de R$ 1 bilh&atilde;o, cuja metade foi assumida pelos Correios. Agora, segundo funcion&aacute;rios, novo d&eacute;ficit atuarial chega a R$ 2,2 bilh&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A Previc, &oacute;rg&atilde;o do Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia que fiscaliza as funda&ccedil;&otilde;es, &eacute; considerada lenta nas investiga&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o s&atilde;o transparentes e geralmente terminam em puni&ccedil;&atilde;o leve. Em agosto, a Associa&ccedil;&atilde;o dos Profissionais dos <strong>Correios<\/strong> (<strong>Adcap<\/strong>) e outras entidades pediram &agrave; Previc uma interven&ccedil;&atilde;o no Postalis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&mdash; A diretoria da Previc nos informou que a reposta s&oacute; vir&aacute; no fim de outubro ou em novembro &mdash; afirmou Maria In&ecirc;s Capelli, presidente da <strong>Adcap<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A Previc se recusou a informar que medidas toma sobre o Postalis, alegando, em nota, que &ldquo;n&atilde;o trata publicamente de situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, em face da necess&aacute;ria preserva&ccedil;&atilde;o de fatos e dados envolvidos em poss&iacute;veis processos administrativos.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Em nota, o Postalis informou que reestruturou sua carteira de investimentos da funda&ccedil;&atilde;o, privilegiando t&iacute;tulos p&uacute;blicos, e negou influ&ecirc;ncia de Youssef. A funda&ccedil;&atilde;o considera natural que v&aacute;rios fundos de pens&atilde;o participem de um mesmo investimento, j&aacute; que s&atilde;o grandes investidores no mercado. O mesmo argumento foi usado pela Petros, que tamb&eacute;m negou influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica e disse que as avalia&ccedil;&otilde;es de investimento s&atilde;o estritamente t&eacute;cnicas. A Petros diz n&atilde;o ter investido diretamente no BVA e diz ter recuperado 90% do que investiu em opera&ccedil;&otilde;es estruturadas pelo banco, mas n&atilde;o informou o valor.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Globo 01\/10\/2014 RIO &#8211; A Opera&ccedil;&atilde;o Lava-Jato, da Pol&iacute;cia Federal, que revelou a rela&ccedil;&atilde;o entre o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, come&ccedil;a a&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4921"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4921"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4921\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}