{"id":4801,"date":"2015-08-10T01:44:08","date_gmt":"2015-08-10T01:44:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/o-impasse-dos-fundos-de-pensao\/"},"modified":"2015-08-10T01:44:08","modified_gmt":"2015-08-10T01:44:08","slug":"o-impasse-dos-fundos-de-pensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/o-impasse-dos-fundos-de-pensao\/","title":{"rendered":"O impasse dos fundos de pens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O Estado de s. Paulo <\/span><br \/><span style=\"font-size: small;\"> 1&deg;\/6<br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"> Os fundos de pens&atilde;o de empresas estatais voltaram a ocupar espa&ccedil;o na m&iacute;dia com den&uacute;ncias de fraudes financeiras e desvios de dinheiro como n&atilde;o se via h&aacute; anos. O Petros (fundo da Petrobr&aacute;s) perdeu RS 1 bilh&atilde;o no falido Banco BVA, em que o Banco Central encontrou um empr&eacute;stimo ilegal de RS 100 milh&otilde;es feito pelo fundo &agrave; empresa Providax, ligada a diretores do BVA, e que jamais seria pago. A Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios (CVM) identificou opera&ccedil;&otilde;es fraudulentas no Postalis (<strong>Correios<\/strong>), entre elas um aporte de RS 40 milh&otilde;es feito ao Banco BNY Mellon, por influ&ecirc;ncia de acusados na Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato da Pol&iacute;cia Federal, e que resultou em grave preju&iacute;zo para o fundo, informa o jornal O Globo. Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econ&ocirc;mica) e Petros s&atilde;o acusados por seus aposentados de realizarem investimentos de baixa ou de nenhuma rentabilidade para atender a interesses do governo federal, lesando o patrim&ocirc;nio dos tr&ecirc;s fundos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"> Os funcion&aacute;rios dessas estatais passaram a reagir em defesa de seu patrim&ocirc;nio e a resposta come&ccedil;ou a chegar, na semana passada, com a elei&ccedil;&atilde;o de novos diretores independentes para o Funcef e o Previ, derrotando a chapa apoiada pela Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT) e pelo Pal&aacute;cio do Planalto.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Insatisfeitos com gest&otilde;es que cuidam de interesses do governo e desprotegem a garantia de pagamento das aposentadorias, funcion&aacute;rios e pensionistas da Caixa Econ&ocirc;mica e do Banco do Brasil rejeitaram os candidatos chapa branca que engoliram h&aacute; anos por press&atilde;o pol&iacute;tica sindical e despejaram seus votos em opositores comprometidos com uma gest&atilde;o focada no lucro e maximiza&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio. Foi um golpe para o governo federal, que tem recorrido ao capital desses fundos para tapar buraco de empres&aacute;rios privados que t&ecirc;m desistido de investimentos patrocinados pelo governo, seja pelo grau de risco ou por considera- los de rentabilidade duvidosa.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">No passado, os funcion&aacute;rios de estatais n&atilde;o precisavam fiscalizar seus fundos porque eles nunca arriscavam perdas: as regras lhes garantiam aposentadorias de valores definidos e, se o fundo apresentasse rombo, a estatal patrocinadora o cobria, obviamente transferindo o &ocirc;nus para todos os brasileiros, seus acionistas. No governo FHC as regras come&ccedil;aram a mudar e os preju&iacute;zos passaram a ser obrigatoriamente divididos entre empresa e participantes &#8211; os aposentados com redu&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio e funcion&aacute;rios ativos com aumento das contribui&ccedil;&otilde;es. A popula&ccedil;&atilde;o ficou livre de mais esse &ocirc;nus.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Por&eacute;m, as regras de escolha dos diretores n&atilde;o mudaram: metade deles &eacute; indicada pela estatal patrocinadora e a outra metade, em elei&ccedil;&atilde;o direta por funcion&aacute;rios e aposentados. Foi o temor de ver seu benef&iacute;cio reduzido de valor que tem levado os participantes, principalmente os aposentados, a se<\/span><span style=\"font-size: small;\">preocuparem com o desempenho financeiro do fundo e fiscalizar seus investimentos. E come&ccedil;aram a se organizar para derrotar o governo e os sindicatos na elei&ccedil;&atilde;o da diretoria. A chapa vencedora no Previ &eacute; liderada por um ex-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Aposentados do Banco do Brasil. Tamb&eacute;m no Petros cresce o movimento cr&iacute;tico &agrave; gest&atilde;o da atual diretoria e o Conselho Fiscal acaba de reprovar as contas de 2013, que apuraram um rombo calculado em RS 7 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A fun&ccedil;&atilde;o central da diretoria de um fundo de pens&atilde;o &eacute; administrar a poupan&ccedil;a acumulada ao longo dos anos pela empresa e seus funcion&aacute;rios, tendo por foco multiplicar o patrim&ocirc;nio que vai garantir o pagamento de aposentadorias &#8211; no presente e no futuro. No Brasil, fundos de empresas privadas costumam terceirizar essa fun&ccedil;&atilde;o a institui&ccedil;&otilde;es financeiras especializadas, submetidas a resultados, cobradas e fiscalizadas por representantes da empresa e dos funcion&aacute;rios. Na estatal, os gestores s&atilde;o os pr&oacute;prios funcion&aacute;rios da empresa, muitos deles despreparados para exercer a fun&ccedil;&atilde;o e que entregam certas opera&ccedil;&otilde;es para bancos, pagando comiss&otilde;es elevadas e que geram desconfian&ccedil;a dos participantes. Isso sem contar as opera&ccedil;&otilde;es suspeitas de aplica&ccedil;&atilde;o de dinheiro em empresas fantasmas ou falidas, que causam perdas para o patrim&ocirc;nio do fundo e ganhos para seus diretores.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de s. 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