{"id":4800,"date":"2015-08-10T01:44:08","date_gmt":"2015-08-10T01:44:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/guerra-postal\/"},"modified":"2015-08-10T01:44:08","modified_gmt":"2015-08-10T01:44:08","slug":"guerra-postal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/guerra-postal\/","title":{"rendered":"Guerra postal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Isto&eacute; Dinheiro<br \/><\/span><span style=\"font-size: small;\">30\/05\/2014<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><em>As grandes operadoras log&iacute;sticas globais, como a Fedex e a UPS, est&atilde;o avan&ccedil;ando no Brasil em neg&oacute;cios que interessam aos <strong>Correios<\/strong>. Conhe&ccedil;a as suas estrat&eacute;gias e como a estatal vai se defender do avan&ccedil;o estrangeiro e tentar garantir o seu futuro.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Atuando com isen&ccedil;&atilde;o fiscal, prote&ccedil;&atilde;o do monop&oacute;lio em seu neg&oacute;cio principal &ndash; a entrega de cartas e telegramas &ndash; e com grande capacidade de investimentos &ndash; um dos benef&iacute;cios de ser sustentada pela m&aacute;quina p&uacute;blica &ndash;, a Empresa Brasileira de Correios e Tel&eacute;grafos (EBCT) &eacute; uma empresa feita para durar. Criados em 1931 com a unifica&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os postais brasileiros, mas com origens que remontam &agrave; famosa carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, os Correios s&atilde;o hoje um colosso que fatura R$ 17 bilh&otilde;es e emprega 125 mil funcion&aacute;rios. Mas nem tudo s&atilde;o as melhores not&iacute;cias para a organiza&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A internet fez o neg&oacute;cio de envio de cartas e telegramas tornar-se uma atividade apenas para nost&aacute;lgicos. Sua principal fonte de receita, a entrega de correspond&ecirc;ncia comercial &ndash; em especial a de concession&aacute;rias de telefonia, luz e &aacute;gua &ndash;, tamb&eacute;m vem aos poucos migrando para meios eletr&ocirc;nicos. E, como se n&atilde;o bastasse, poderosos rivais internacionais avan&ccedil;am nos neg&oacute;cios localmente, investindo em opera&ccedil;&otilde;es no Brasil. Empresas globais como Fedex, UPS e DHL demonstram interesse em fazer frente ao gigante brasileiro, nas opera&ccedil;&otilde;es log&iacute;sticas, de transporte de cargas leves. As rivais j&aacute; est&atilde;o diminuindo a dist&acirc;ncia que as separava do l&iacute;der.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">At&eacute; o ano passado, a americana Fedex possu&iacute;a apenas 600 funcion&aacute;rios locais. Com a aquisi&ccedil;&atilde;o, em 2012, da pernambucana Rapid&atilde;o Cometa, a segunda maior compra de sua hist&oacute;ria, no mundo, a Fedex passou a ter quase dez mil empregados no Pa&iacute;s e ganhou musculatura para atuar no mercado de entregas dom&eacute;sticas, dominado pelos Correios e que movimenta R$ 17 bilh&otilde;es por ano. &ldquo;O Brasil tem uma excelente demografia e uma economia que est&aacute; se movendo para o consumo. Com a aquisi&ccedil;&atilde;o, nos tornamos a maior rede privada de transportes do Pa&iacute;s&rdquo;, afirmou por telefone Michael Ducker, chefe de opera&ccedil;&otilde;es e presidente de neg&oacute;cios internacionais da Fedex Express.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&ldquo;Certamente, o Pa&iacute;s est&aacute; passando por um caminho acidentado, mas todos os indicadores principais mostram que ser&aacute; um mercado de grande crescimento no futuro.&rdquo; Para captar esse potencial, a empresa pretende finalizar a fase de integra&ccedil;&atilde;o em julho deste ano, desativando a marca Rapid&atilde;o Cometa, para operar apenas com o nome Fedex. Segundo Ducker, os investimentos continuam. Desde dezembro do ano passado, a Fedex inaugurou um terminal alfandeg&aacute;rio em Suape, em Pernambuco, e um terminal log&iacute;stico em Curitiba. Em outra frente, investiu na compra de ve&iacute;culos para reduzir pela metade a vida &uacute;til de sua frota, para 2,8 anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A tamb&eacute;m americana United Parcel Service (UPS) d&aacute; indica&ccedil;&otilde;es de que igualmente pretende seguir um caminho de investimentos agressivos. H&aacute; dois anos, a UPS fez uma proposta para comprar a TNT, por US$ 6,5 bilh&otilde;es. &ldquo;Infelizmente, n&atilde;o conseguimos concluir a aquisi&ccedil;&atilde;o, com a qual ter&iacute;amos nove mil funcion&aacute;rios aqui&rdquo;, diz Romaine Seguin, presidente para as Am&eacute;ricas da UPS, que possui 3 mil empregados no Brasil. &ldquo;Podemos adquirir alguma transportadora no Pa&iacute;s&rdquo;, afirma Nadir Moreno, presidente da UPS no Brasil. &ldquo;Nada est&aacute; descartado.&rdquo; O principal avan&ccedil;o recente foi a expans&atilde;o, ocorrida desde 2011, de quatro para oito bases operacionais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Neste ano, dever&atilde;o ser anunciadas novas unidades, a serem instaladas no interior de S&atilde;o Paulo. Um dos principais interesses no mercado brasileiro est&aacute; na expans&atilde;o do com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico, mercado que cresce anualmente cerca de 25%. Estima-se que em 2015 o com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico movimente R$ 15 bilh&otilde;es. &ldquo;A Fedex e a UPS nasceram para ser o correio postal nos EUA. Com o passar dos anos, elas tiveram de evoluir e tornaram-se tamb&eacute;m operadores log&iacute;sticos&rdquo;, diz Jos&eacute; Geraldo Vantine, diretor- geral da paulistana Vantine Consultoria, especializada em log&iacute;stica. &ldquo;Quando chegaram no Brasil, encontraram um monop&oacute;lio nas entregas postais e ofereceram servi&ccedil;os que os Correios n&atilde;o operavam, como as entregas porta a porta.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">No entanto, com o avan&ccedil;o da internet, os Correios demonstram cada vez mais interesse em tamb&eacute;m competir por esse espa&ccedil;o. Em 2011, a presidenta Dilma Rousseff sancionou uma lei que permitia ampliar o campo de atua&ccedil;&atilde;o da estatal e at&eacute; comprar empresas e atuar no Exterior. Al&eacute;m disso, o Supremo Tribunal Federal decidiu, no ano passado, que os Correios podem se beneficiar de sua imunidade tribut&aacute;ria nos seus novos neg&oacute;cios, que incluem o transporte de carga expressa e a log&iacute;stica reversa (a busca de produtos em um cliente para levar de volta ao fabricante).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Essas resolu&ccedil;&otilde;es deram a partida a um ciclo de investimentos que, entre 2012 e 2014, vai somar R$ 1,55 bilh&atilde;o. Os recursos envolver&atilde;o a constru&ccedil;&atilde;o de mais centros de triagem, a ado&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias, a expans&atilde;o de ag&ecirc;ncias e de frota. Para simbolizar o momento especial, a empresa anunciou um novo logotipo. &ldquo;A mudan&ccedil;a de marca &eacute; uma consequ&ecirc;ncia dessa reformula&ccedil;&atilde;o dos neg&oacute;cios&rdquo;, afirmou &agrave; DINHEIRO Wagner Pinheiro de Oliveira, presidente dos Correios. Entre os novos projetos da estatal, est&aacute; a administra&ccedil;&atilde;o de documentos eletr&ocirc;nicos, em conjunto com a empresa de certifica&ccedil;&atilde;o digital da brasileira Valid.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&ldquo;Poderemos, por exemplo, ser contratados para cuidar da leitura da conta de g&aacute;s do cliente, enviar a cobran&ccedil;a pela internet, com certifica&ccedil;&atilde;o digital, e armazenar o documento eletr&ocirc;nico gerado por v&aacute;rios anos&rdquo;, disse. Outra parceria foi fechada com o Poste Italiane, o servi&ccedil;o de correio da It&aacute;lia, para a cria&ccedil;&atilde;o de uma operadora virtual de telefonia m&oacute;vel. Com esse modelo de neg&oacute;cios, a joint venture criada vender&aacute; servi&ccedil;os telef&ocirc;nicos, pagando &agrave;s operadoras tradicionais, como Oi, Vivo, TIM e Claro, pelo uso de suas redes. Em cinco anos, a expectativa &eacute; ter oito milh&otilde;es de clientes e faturamento de R$ 1,5 bilh&atilde;o. Se tiver sucesso, os Correios ter&atilde;o menos motivos para se preocupar com o futuro.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isto&eacute; Dinheiro30\/05\/2014 &nbsp; As grandes operadoras log&iacute;sticas globais, como a Fedex e a UPS, est&atilde;o avan&ccedil;ando no Brasil em neg&oacute;cios que interessam aos Correios. 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