{"id":4644,"date":"2015-08-10T01:43:10","date_gmt":"2015-08-10T01:43:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/dispensa-de-celetista-de-empresa-mista-deve-ser-motivada\/"},"modified":"2015-08-10T01:43:10","modified_gmt":"2015-08-10T01:43:10","slug":"dispensa-de-celetista-de-empresa-mista-deve-ser-motivada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/dispensa-de-celetista-de-empresa-mista-deve-ser-motivada\/","title":{"rendered":"Dispensa de celetista de empresa mista deve ser motivada"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif';\">CONJUR<br \/> 24 dezembro 2013<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><\/p>\n<p>Funcion&aacute;rios celetistas de empresas estatais e sociedades de economia mista, tanto da Uni&atilde;o quanto dos estados, Distrito Federal ou de munic&iacute;pios, s&oacute; podem ser dispensados com motiva&ccedil;&atilde;o para tal ato. A decis&atilde;o foi tomada em mar&ccedil;o de 2013 pelo Supremo Tribunal Federal e balizou decis&atilde;o da 6&ordf; Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1&ordf; Regi&atilde;o, que tem jurisdi&ccedil;&atilde;o sobre o Rio de Janeiro. Os desembargadores acolheram Recurso Ordin&aacute;rio, anularam a dispensa e determinaram, em antecipa&ccedil;&atilde;o de tutela, a reintegra&ccedil;&atilde;o de uma empregada da Empresa de Tecnologia e Informa&ccedil;&otilde;es da Previd&ecirc;ncia Social (Dataprev), empresa federal de economia mista.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"color: #1f497d; font-family: 'Arial','sans-serif';\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif';\">A demanda da mulher foi rejeitada em primeira inst&acirc;ncia, com a senten&ccedil;a apontando que a Dataprev est&aacute; sujeita ao regime pr&oacute;prio das empresas privadas no que diz respeito &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es trabalhistas. Assim, n&atilde;o seria necess&aacute;ria a motiva&ccedil;&atilde;o para a dispensa dos funcion&aacute;rios, como regulamentado pela Orienta&ccedil;&atilde;o Jurisprudencial 247 da Se&ccedil;&atilde;o de Diss&iacute;dios Individuais I do Tribunal Superior do Trabalho.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"color: #1f497d; font-family: 'Arial','sans-serif';\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif';\">De acordo com a senten&ccedil;a, empregados p&uacute;blicos n&atilde;o t&ecirc;m a estabilidade no emprego, conforme a S&uacute;mula 390 do TST, e a demiss&atilde;o teria sido baseada na cl&aacute;usula 6&ordf; do Acordo Coletivo. Relator do ac&oacute;rd&atilde;o do caso, o desembargador Nelson Tomaz Braga afirmou que a defesa da mulher citou o precedente do Supremo Tribunal Federal, oriundo do julgamento do Recurso Extraordin&aacute;rio 589.998, e a viola&ccedil;&atilde;o &agrave; ampla defesa que consta do acordo coletivo de trabalho, j&aacute; que o instrumento s&oacute; autoriza a contesta&ccedil;&atilde;o contra a dispensa ap&oacute;s a efetiva&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">O caso que serviu como paradigma, segundo a decis&atilde;o, envolveu demanda de um funcion&aacute;rio da Empresa Brasileira de <strong>Correios<\/strong> e Tel&eacute;grafos. O desembargador apontou que &ldquo;a maioria dos ministros do STF seguiu o voto do relator, ministro Ricardo Lewandowski. O resultado final foi no sentido de dar provimento parcial ao apelo, para deixar expl&iacute;cito que a necessidade de motiva&ccedil;&atilde;o n&atilde;o implica o reconhecimento do direito &agrave; estabilidade&rdquo;. Como apontou o relator do ac&oacute;rd&atilde;o, a decis&atilde;o foi tomada com car&aacute;ter de repercuss&atilde;o geral, e seu entendimento deve ser adotado pelo TRT-1.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 12pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">Nelson Tomaz Braga disse que ao dispensar funcion&aacute;rios sem motiva&ccedil;&atilde;o, uma empresa de economia mista afronta os &ldquo;princ&iacute;pios constitucionais aplic&aacute;veis a todos os entes p&uacute;blicos da administra&ccedil;&atilde;o direta e indireta, como a legalidade, a moralidade e a motiva&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Ele votou pela declara&ccedil;&atilde;o de nulidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dispensa da empregada da Dataprev, com a imediata reintegra&ccedil;&atilde;o dela aos quadros. A empresa deve arcar com os sal&aacute;rios devidos entre a data da dispensa e o da reintegra&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de f&eacute;rias, 13&ordm; sal&aacute;rio e FGTS. Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Imprensa do TRT-1.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONJUR 24 dezembro 2013 Funcion&aacute;rios celetistas de empresas estatais e sociedades de economia mista, tanto da Uni&atilde;o quanto dos estados, Distrito Federal ou de munic&iacute;pios, s&oacute; podem ser dispensados com&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4644"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4644"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4644\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}