{"id":4605,"date":"2015-08-10T01:42:55","date_gmt":"2015-08-10T01:42:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/credores-do-banco-santos-discordam-de-acordo-de-divida\/"},"modified":"2015-08-10T01:42:55","modified_gmt":"2015-08-10T01:42:55","slug":"credores-do-banco-santos-discordam-de-acordo-de-divida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/credores-do-banco-santos-discordam-de-acordo-de-divida\/","title":{"rendered":"Credores do Banco Santos discordam de acordo de d\u00edvida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><!--?xml:namespace prefix = \"o\" ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/--><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">Valor<br \/>01\/11\/2013 <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>O Banco Santos ainda &eacute; alvo de disputas entre os envolvidos no longo processo de negocia&ccedil;&atilde;o com devedores, oito anos ap&oacute;s sua liquida&ccedil;&atilde;o. Com interesses variados em jogo, parte dos investidores que possui recursos a receber discorda da forma como o administrador judicial V&acirc;nio Aguiar vem negociando o pagamento de d&iacute;vidas com empresas devedoras da institui&ccedil;&atilde;o que pertenceu a Edemar Cid Ferreira.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">O &uacute;ltimo motivo do desentendimento entre Aguiar e credores foi um acordo com a Via Engenharia. Segundo esse grupo de investidores, Aguiar deu &agrave; empresa um desconto de mais de 87%, o que corresponderia a cerca de R$ 120 milh&otilde;es. O saldo foi atualizado &agrave; taxa prevista em acordos (TR + 1% ao m&ecirc;s) do Poder Judici&aacute;rio. Assim, eles dizem que uma d&iacute;vida de R$ 137 milh&otilde;es foi reduzida para R$ 18,6 milh&otilde;es e discordam dessa atualiza&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">O des&aacute;gio em rela&ccedil;&atilde;o ao valor &eacute; baseado no fato de que a Via Engenharia, ao tomar um empr&eacute;stimo no banco Santos, adquiriu deb&ecirc;ntures de uma das empresas que foram constitu&iacute;das por Edemar em outra holding ou que est&atilde;o em nome de pessoas ligadas a ele, como a Sanvest, a Santospar e a Quality. Esses pap&eacute;is correspondiam a 96,2% do cr&eacute;dito tomado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">Mas a decis&atilde;o mais recente do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo n&atilde;o diz que o combinado no caso da Via Engenharia seja ilegal. Pelo contr&aacute;rio, a decis&atilde;o cita que o neg&oacute;cio foi vantajoso para a massa falida e sua revis&atilde;o foi ent&atilde;o negada. O escrit&oacute;rio Lobo &amp; Ibeas Advogados, que representa parcela dos credores, informou em nota que vai recorrer da decis&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">O advogado da massa falida contratado por Aguiar explica em um memorial que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel agradar a todos os credores. &#8220;Sempre h&aacute; necessidades e prioridades individuais que na solu&ccedil;&atilde;o geral n&atilde;o podem ser consideradas&#8221;, afirma. &#8220;Muitos credores preferem receber de modo r&aacute;pido algum ressarcimento, ainda que seja parcial, enquanto outros n&atilde;o veem inconveni&ecirc;ncia na demora&#8221;, acrescenta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">Os credores que contestam a decis&atilde;o formam um grupo heterog&ecirc;neo, composto por pessoas f&iacute;sicas, fundos de pens&atilde;o, grandes empresas e fundos de investimentos, correspondendo a cerca de 30% do total. Entre eles, h&aacute; institui&ccedil;&otilde;es que ficaram conhecidas por investimentos problem&aacute;ticos, como os fundos de previd&ecirc;ncia Real Grandeza (dos funcion&aacute;rios de Furnas e Eletronuclear), Postalis (dos <strong>Correios<\/strong>) e Centrus (do BC). O Real Grandeza &eacute; o maior credor individual do banco Santos, com cerca de 5% do total.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">Mas os problemas envolvendo os credores n&atilde;o estariam no m&eacute;rito dessa disputa, e sim os valores a serem recebidos dos devedores. Aguiar explica que at&eacute; setembro foram feitos cerca de 120 acordos de d&iacute;vida. Em menos de 50 deles, os recursos recebidos tiveram des&aacute;gio referente a aplica&ccedil;&otilde;es financeiras realizas pelos devedores naquelas empresas ligadas direta ou indiretamente ao banco Santos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">Em carta ao qual o Valor teve acesso, o representante do comit&ecirc; de credores da massa falida, Rodolfo Peano, menciona uma reuni&atilde;o para discutir o tema e diz que &#8220;sua posi&ccedil;&atilde;o &eacute; de rejeitar o acordo proposto&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">&#8220;O valor a que a massa falida renunciaria (mais de R$ 120 milh&otilde;es) parece desproporcional, diante do baixo pagamento, de pouco mais de R$ 17 milh&otilde;es&#8221;, explica no documento. Uma pessoa que acompanha a disputa afirma que a maioria dos credores n&atilde;o foi a favor do acordo e que as empresas que tomaram recursos no banco Santos &#8211; o que Aguiar nega, explicando que aqueles que discordam s&atilde;o minoria &#8211; e aplicaram em pap&eacute;is da institui&ccedil;&atilde;o sabiam o que estavam fazendo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">Em carta de resposta, Aguiar diz que &eacute; entendimento dos advogados da massa que acordos semelhantes aos da Via Engenharia dispensa os argumentos contr&aacute;rios do comit&ecirc; de credores, porque os par&acirc;metros do acordo j&aacute; tinham sido julgados.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor01\/11\/2013 O Banco Santos ainda &eacute; alvo de disputas entre os envolvidos no longo processo de negocia&ccedil;&atilde;o com devedores, oito anos ap&oacute;s sua liquida&ccedil;&atilde;o. 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