{"id":4599,"date":"2015-08-10T01:42:55","date_gmt":"2015-08-10T01:42:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/fundo-da-trendbank-tem-inadimplencia-de-28\/"},"modified":"2015-08-10T01:42:55","modified_gmt":"2015-08-10T01:42:55","slug":"fundo-da-trendbank-tem-inadimplencia-de-28","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/fundo-da-trendbank-tem-inadimplencia-de-28\/","title":{"rendered":"Fundo da Trendbank tem inadimpl\u00eancia de 28%"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><!--?xml:namespace prefix = \"o\" ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/--><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">Valor<br \/>24\/10\/2013<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>A forte alta na inadimpl&ecirc;ncia ampliou o risco de perdas para os investidores do fundo de receb&iacute;veis (Fidc) da empresa de fomento mercantil (factoring) Trendbank. Com patrim&ocirc;nio de R$ 400 milh&otilde;es, o fundo investe na compra de duplicatas e outros cr&eacute;ditos detidos por empresas e pessoas f&iacute;sicas e fechou o m&ecirc;s passado com 28% dos t&iacute;tulos que comp&otilde;em a carteira com parcelas atrasadas. Em agosto, a inadimpl&ecirc;ncia era de 16,5%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Al&eacute;m de atuar como consultora e gestora, a Trendbank aparece como a principal devedora do fundo, segundo relat&oacute;rio da Austin Rating, que faz a classifica&ccedil;&atilde;o de risco da carteira. A Planner, que atua como administradora do Fidc, fechou a carteira para aplica&ccedil;&otilde;es e resgates e convocou os cotistas para uma assembleia, prevista para ocorrer hoje.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Procurada, a Trendbank informa que a assembleia foi convocada a pedido da empresa. &#8220;Todos os investidores do fundo s&atilde;o extremamente qualificados&#8221;, diz Airton Siqueira, advogado da Trendbank. Para a Planner, a deteriora&ccedil;&atilde;o da carteira reflete o momento do mercado de cr&eacute;dito. Questionados, nenhum dos dois informou qual a situa&ccedil;&atilde;o atual no fundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>A sele&ccedil;&atilde;o e venda de cr&eacute;ditos para fundos de receb&iacute;veis se tornou uma alternativa para as factorings ampliarem a capacidade de realizar opera&ccedil;&otilde;es de antecipa&ccedil;&atilde;o de receb&iacute;veis a empresas. Para os investidores, o Fidc oferece rentabilidade mais atrativa em rela&ccedil;&atilde;o a outras aplica&ccedil;&otilde;es de renda fixa e tem o risco atenuado pela prote&ccedil;&atilde;o das cotas subordinadas, as primeiras a sofrerem perdas em caso de problemas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>No caso do fundo da Trendbank, a meta de rentabilidade &eacute; equivalente a 120% da taxa interfinanceira (CDI), algo pr&oacute;ximo a 11,2% ao ano. Entre os 20 cotistas est&atilde;o grandes fundos de pens&atilde;o, como Petros, dos funcion&aacute;rios da Petrobras, e <strong>Postalis<\/strong> (<strong>Correios<\/strong>), al&eacute;m do banco coreano KDB, conforme documentos dispon&iacute;veis na Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios (CVM).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Embora apresente um hist&oacute;rico alto de cr&eacute;ditos vencidos em rela&ccedil;&atilde;o ao patrim&ocirc;nio, quase sempre superior a 10%, a Austin classificava o Fidc como &#8216;AA-&#8216;, em escala nacional (considerado baixo risco). Na semana passada, a ag&ecirc;ncia decidiu rebaixar a avalia&ccedil;&atilde;o em 11 graus, para &#8216;B&#8217;. A nota foi mantida em observa&ccedil;&atilde;o negativa, o que indica a possibilidade de novo rebaixamento. Procurada, a ag&ecirc;ncia n&atilde;o comentou o assunto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Al&eacute;m da alta na inadimpl&ecirc;ncia, o volume de cotas subordinadas ficou abaixo do limite de 20% do patrim&ocirc;nio exigido em regulamento. A Trendbank &eacute; a &uacute;nica cotista da s&eacute;rie, cujo percentual estava em 18,9% no dia 15, segundo a Austin. Na pr&aacute;tica, por&eacute;m, o &iacute;ndice &eacute; ainda menor, descontando-se os cr&eacute;ditos que o fundo det&eacute;m contra a factoring.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>O desempenho das cotas subordinadas j&aacute; sinalizava que as dificuldades do Fidc n&atilde;o eram recentes. De acordo com relat&oacute;rio da Austin, a rentabilidade acumulada da s&eacute;rie entre abril de 2012 e mar&ccedil;o deste ano foi negativa em mais de 40%. As cotas seniores, adquiridas pelos investidores, at&eacute; o momento entregaram a rentabilidade prometida. Antes dos problemas, a empresa estava em processo de capta&ccedil;&atilde;o de uma nova s&eacute;rie de cotas seniores e levantou R$ 35 milh&otilde;es nos meses de junho e julho deste ano.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>O fundo n&atilde;o &eacute; o primeiro da Trendbank que registra problemas. Em 2009, o Fidc Creditmix, que tinha a empresa como originadora dos cr&eacute;ditos, apresentou perda quase total do patrim&ocirc;nio, que era de R$ 100 milh&otilde;es. A maior parte das cotas, inclusive as subordinadas, ficou com um &uacute;nico investidor estrangeiro. Em setembro deste ano, o fundo tinha R$ 75 milh&otilde;es em cr&eacute;ditos vencidos h&aacute; mais de 1080 dias, de acordo com dados da CVM.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>A autarquia respons&aacute;vel pela regula&ccedil;&atilde;o do mercado de capitais brasileiro promoveu recentemente uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as nas regras dos fundos de receb&iacute;veis. O objetivo foi evitar situa&ccedil;&otilde;es de conflito de interesse, em que uma mesma institui&ccedil;&atilde;o assuma v&aacute;rios pap&eacute;is na estrutura do Fidc. As novas normas tamb&eacute;m aumentaram a responsabilidade das empresas que atuam como custodiantes e administradores das carteiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>As altera&ccedil;&otilde;es na regula&ccedil;&atilde;o ocorreram ap&oacute;s as perdas sofridas por fundos como o da factoring Union, que em 2009 deu um preju&iacute;zo estimado em R$ 800 milh&otilde;es aos investidores. Mais recentemente, os Fidcs do Banco BVA deixaram de remunerar os cotistas ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o e posterior liquida&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor24\/10\/2013 A forte alta na inadimpl&ecirc;ncia ampliou o risco de perdas para os investidores do fundo de receb&iacute;veis (Fidc) da empresa de fomento mercantil (factoring) Trendbank. 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