{"id":4585,"date":"2015-08-10T01:42:49","date_gmt":"2015-08-10T01:42:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/custo-trabalhista-nao-motiva-revisao-de-contrato-com-estado\/"},"modified":"2015-08-10T01:42:49","modified_gmt":"2015-08-10T01:42:49","slug":"custo-trabalhista-nao-motiva-revisao-de-contrato-com-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/custo-trabalhista-nao-motiva-revisao-de-contrato-com-estado\/","title":{"rendered":"Custo trabalhista n\u00e3o motiva revis\u00e3o de contrato com Estado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><!--?xml:namespace prefix = \"o\" ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/--><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">CONJUR<br \/>13\/10\/2013<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>O aumento de encargos trabalhistas decorrente de acordo ou conven&ccedil;&atilde;o coletiva de trabalho n&atilde;o caracteriza evento imprevis&iacute;vel que possa justificar a revis&atilde;o de cl&aacute;usulas econ&ocirc;mico-financeiras de contrato administrativo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Com esse entendimento, a 3&ordf; Turma do Tribunal Regional Federal da 4&ordf; Regi&atilde;o manteve senten&ccedil;a que negou a revis&atilde;o de contrato entre a Empresa Brasileira de <strong>Correios<\/strong> e Tel&eacute;grafos e uma prestadora de servi&ccedil;os de Curitiba, vencedora da licita&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>O relator da Apela&ccedil;&atilde;o, juiz convocado Nicolau Konkel Junior, afirmou no ac&oacute;rd&atilde;o que a jurisprud&ecirc;ncia sedimentada no Superior Tribunal de Justi&ccedil;a n&atilde;o permite discutir o equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro do contrato se a raz&atilde;o estiver embasada apenas no aumento dos encargos trabalhistas. Afinal, a corte reconhece a previsibilidade das conven&ccedil;&otilde;es coletivas de trabalho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Al&eacute;m disso, justificou o relator, os contratos firmados entre as partes cont&ecirc;m cl&aacute;usula que afasta a responsabilidade da empresa p&uacute;blica por encargos trabalhistas incidentes na rela&ccedil;&atilde;o de emprego existente entre a contratada e os trabalhadores executores do objeto contratual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Para Konkel Junior, se n&atilde;o foi constatado arb&iacute;trio ou abusividade, &lsquo;&lsquo;inexiste base normativa ou negocial ao acolhimento da pretendida reequaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mico-financeira dos contratos administrativos&rsquo;&rsquo;. O ac&oacute;rd&atilde;o foi lavrado na sess&atilde;o de julgamento do dia 14 de agosto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>O caso<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>A empresa Oceanic Presta&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os Ltda, sediada em Curitiba, foi &agrave; Justi&ccedil;a para exigir da Empresa Brasileira de Correios e Tel&eacute;grafos o pagamento de diferen&ccedil;as decorrentes do desequil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro verificado em dois contratos de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os firmado por ambos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Tal desequil&iacute;brio foi causado pela entrada em vigor da nova conven&ccedil;&atilde;o coletiva de trabalho da categoria que presta servi&ccedil;os &agrave; autora. O acordo, al&eacute;m de prever aumento salarial, trouxe cl&aacute;usula que manda o empregador pagar t&iacute;quete-refei&ccedil;&atilde;o &mdash; obriga&ccedil;&atilde;o at&eacute; ent&atilde;o inexistente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Conforme a inicial, a ECT ainda teria reduzido o valor dos pagamentos previstos nos contratos ap&oacute;s a extin&ccedil;&atilde;o da Contribui&ccedil;&atilde;o Provis&oacute;ria sobre Movimenta&ccedil;&atilde;o Financeira (CPMF), verificada em janeiro de 2007. A justificativa apresentada: altera&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Assim, a autora entendeu que houve tratamento arbitr&aacute;rio, j&aacute; que a estatal s&oacute; considera o equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro quando &eacute; a seu favor. Pediu o pagamento do valor das diferen&ccedil;as, no total de R$ 51,9 mil, montante calculado para 1&ordm; de junho de 2009.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>A senten&ccedil;a<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>O juiz substituto Vicente de Paula Ataide Junior, da 4&ordf; Vara Federal de Curitiba, afirmou na senten&ccedil;a que os encargos trabalhistas derivados de conven&ccedil;&otilde;es e acordos coletivos n&atilde;o s&atilde;o hip&oacute;tese legal imprevis&iacute;vel a autorizar a revis&atilde;o do contrato administrativo. O entendimento, anotou, est&aacute; pacificado na jurisprud&ecirc;ncia do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">P<br \/>ara o juiz, acordos e conven&ccedil;&otilde;es s&atilde;o atos normativos com prazo de vig&ecirc;ncia pr&eacute;-estabelecido. Da&iacute; porque suscitam a necessidade de negocia&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas, a fim de tornar previs&iacute;vel a ocorr&ecirc;ncia de aumentos nos encargos trabalhistas, seja por via de reajuste salarial, pela inclus&atilde;o de uma nova verba ou ainda pela combina&ccedil;&atilde;o de ambos os expedientes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>&lsquo;&lsquo;Ainda h&aacute; que se considerar que os contratos em quest&atilde;o continham previs&atilde;o expressa de que o valor global abrangia os encargos trabalhistas. A interpreta&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica desta cl&aacute;usula com aquela alusiva ao equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro (mera transcri&ccedil;&atilde;o do artigo 65 da Lei 8.666\/1993) refor&ccedil;a a conclus&atilde;o de que eventuais aumentos devem ser reputados &aacute;lea [risco] normal e, portanto, risco do neg&oacute;cio&rsquo;&rsquo;, refor&ccedil;ou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>No caso concreto, emendou, o desequil&iacute;brio deve ser suportado pelo contratado, a menos que as consequ&ecirc;ncias fossem de monta imprevis&iacute;vel, o que n&atilde;o &eacute; o caso posto nos autos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Por fim, o julgador disse que a extin&ccedil;&atilde;o da CPMF traduziu evidente redu&ccedil;&atilde;o de custos, atraindo a incid&ecirc;ncia do artigo 65, par&aacute;grafo 5&ordm;, da Lei 8.666\/1993. O dispositivo diz que quaisquer tributos ou encargos criados, alterados ou extintos ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o da proposta, se impactarem nos pre&ccedil;os contratados, implicam a revis&atilde;o destes para mais ou para menos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>&lsquo;&lsquo;N&atilde;o houve, a&iacute;, qualquer ilegalidade por parte da requerida [ECT]. Acres&ccedil;a-se que a autora n&atilde;o se op&ocirc;s frontalmente &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do valor operada com suped&acirc;neo na extin&ccedil;&atilde;o da CPMF, mas a ela reportou-se como argumento adicional, pretendendo refor&ccedil;ar a alega&ccedil;&atilde;o de injusti&ccedil;a no desenrolar do contrato&rsquo;&rsquo;, finalizou o juiz, julgando improcedente a a&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONJUR13\/10\/2013 O aumento de encargos trabalhistas decorrente de acordo ou conven&ccedil;&atilde;o coletiva de trabalho n&atilde;o caracteriza evento imprevis&iacute;vel que possa justificar a revis&atilde;o de cl&aacute;usulas econ&ocirc;mico-financeiras de contrato administrativo. 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