{"id":4548,"date":"2015-08-10T01:42:37","date_gmt":"2015-08-10T01:42:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/correios-sao-responsaveis-por-abandono-de-terceirizado\/"},"modified":"2015-08-10T01:42:37","modified_gmt":"2015-08-10T01:42:37","slug":"correios-sao-responsaveis-por-abandono-de-terceirizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/correios-sao-responsaveis-por-abandono-de-terceirizado\/","title":{"rendered":"Correios s\u00e3o respons\u00e1veis por abandono de terceirizado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><!--?xml:namespace prefix = \"o\" ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/--><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\">CONJUR<br \/>8 setembro 2013<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Se uma companhia terceirizada de um &oacute;rg&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica n&atilde;o cumpre as responsabilidades trabalhistas acordadas com empregados, a empresa ligada ao Estado &eacute; responsabilizada de forma subsidi&aacute;ria. Assim, se um funcion&aacute;rio consegue indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, a responsabilidade subsidi&aacute;ria faz com que o poder p&uacute;blico arque com a indeniza&ccedil;&atilde;o. A decis&atilde;o &eacute; da 6&ordf; Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que n&atilde;o conheceu de Recurso de Revista ajuizado pelos <strong>Correios<\/strong> contra a&ccedil;&atilde;o que beneficiou o motorista de uma ex-terceirizada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Relator do caso, o ministro Aloysio Corr&ecirc;a da Veiga afirmou que a Lei de Contratos e Licita&ccedil;&otilde;es, em seu artigo 58, inciso III, delega &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica o dever de acompanhar e fiscalizar os contratos firmados. Segundo ele, houve culpa in vigilando (pela falta de vigil&acirc;ncia ou aten&ccedil;&atilde;o) dos Correios, j&aacute; que a empresa deixou de fiscalizar o contrato de trabalho. Deve ser aplicada a S&uacute;mula 331, inciso V, do TST, que prev&ecirc; a responsabilidade solid&aacute;ria caso seja evidenciada a conduta culposa de empresa p&uacute;blica na fiscaliza&ccedil;&atilde;o do cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es legais da prestadora de servi&ccedil;os. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>O ministro disse que o caso &eacute; atingido pelo artigo 896, par&aacute;grafo 4&ordm;, da Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho, que classifica como apta a justificar Recurso de Revista apenas a diverg&ecirc;ncia atual. O artigo informa que est&atilde;o exclu&iacute;das as jurisprud&ecirc;ncias ultrapassadas por s&uacute;mula. Os Correios tamb&eacute;m questionaram a indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais por conta do n&atilde;o pagamento das verbas indenizat&oacute;rias. No entanto, o relator negou o argumento de viola&ccedil;&atilde;o dos artigos 5&ordm;, incisos II e V, da Constitui&ccedil;&atilde;o, e 186 e 927 do C&oacute;digo Civil e diverg&ecirc;ncia jurisprudencial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Para Aloysio Corr&ecirc;a da Veiga, n&atilde;o h&aacute; viola&ccedil;&atilde;o aos artigos porque o dano causado pela falta de pagamento supera os limites patrimoniais. Sobre a diverg&ecirc;ncia jurisprudencial, o ministro afirma que os paradigmas apontam inexigibilidade de danos morais por atraso de pagamento salarial, o que n&atilde;o se aplica ao caso em quest&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Deixado para tr&aacute;s<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small;\"><br \/>Contratado por uma terceirizada para fazer entregas, o motorista atuava nas regi&otilde;es de Maring&aacute; e Umuarama, no Paran&aacute;. Em mar&ccedil;o de 2011, a empresa levou o caminh&atilde;o para a sede, em Bauru (SP), e n&atilde;o devolveu o ve&iacute;culo para que ele voltasse a trabalhar, sem dar qualquer informa&ccedil;&atilde;o. Sentindo-se &ldquo;abandonado&rdquo;, como disse na peti&ccedil;&atilde;o inicial, ele ligou para a empregadora. Sem informa&ccedil;&otilde;es, procurou os Correios e ficou sabendo que a empresa perdera a concess&atilde;o e n&atilde;o prestaria mais servi&ccedil;os &agrave; ECT.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif'; font-size: small; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;\"><br \/>Ele ajuizou a&ccedil;&atilde;o junto &agrave; 5&ordf; Vara do Trabalho de Maring&aacute; e conseguiu a rescis&atilde;o indireta do contrato e indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais de R$ 1 mil, com responsabilidade subsidi&aacute;ria dos Correios. A decis&atilde;o foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9&ordf; Regi&atilde;o, que negou recurso da ECT. Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONJUR8 setembro 2013 Se uma companhia terceirizada de um &oacute;rg&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica n&atilde;o cumpre as responsabilidades trabalhistas acordadas com empregados, a empresa ligada ao Estado &eacute; responsabilizada de forma&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4548"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4548"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4548\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}