{"id":4542,"date":"2015-08-10T01:42:37","date_gmt":"2015-08-10T01:42:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/postalis-apoia-concorrente-da-bmfbovespa\/"},"modified":"2015-08-10T01:42:37","modified_gmt":"2015-08-10T01:42:37","slug":"postalis-apoia-concorrente-da-bmfbovespa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/postalis-apoia-concorrente-da-bmfbovespa\/","title":{"rendered":"Postalis apoia concorrente da BM&#038;FBovespa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">Postalis financia concorrente da BM&amp;F<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Valor Econ&ocirc;mico<\/span><br \/><span style=\"font-size: small;\">03\/09\/2013<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">A Postalis, fundo de pens&atilde;o dos funcion&aacute;rios dos <strong>Correios<\/strong>, vai financiar parte dos investimentos para a cria&ccedil;&atilde;o de uma c&acirc;mara de compensa&ccedil;&atilde;o da bolsa de valores que pretende competir com a BM&amp;FBovespa. A Postalis j&aacute; &eacute; s&oacute;cia no projeto da nova bolsa, a ser criada pela Americas Trading Group (ATG), formada por ex-s&oacute;cios da &Aacute;gora Corretora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>O investimento do fundo de pens&atilde;o ser&aacute; feito por meio de uma opera&ccedil;&atilde;o complexa, que envolve a emiss&atilde;o de deb&ecirc;ntures no valor de R$ 72 milh&otilde;es. Os recursos foram usados para capitalizar a empresa de consultoria Risk Office, que ser&aacute; s&oacute;cia da ATG na &#8220;clearing&#8221;. As deb&ecirc;ntures foram emitidas por uma empresa chamada RO Participa&ccedil;&otilde;es, que pertence a Arthur Pinheiro Machado, um dos s&oacute;cios da ATG.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O Postalis, fundo de pens&atilde;o dos funcion&aacute;rios dos Correios que possui um d&eacute;ficit de quase R$ 1 bilh&atilde;o, vai financiar parte dos investimentos para a cria&ccedil;&atilde;o de uma c&acirc;mara de compensa&ccedil;&atilde;o (clearing) de uma nova bolsa de valores que pretende competir com a BM&amp;FBovespa. O mesmo Postalis j&aacute; &eacute; s&oacute;cia na plataforma de negocia&ccedil;&atilde;o que ser&aacute; criada pela Americas Trading Group (ATG), formada por ex-s&oacute;cios da &Aacute;gora Corretora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">O investimento do fundo de pens&atilde;o ser&aacute; realizado por meio de uma complexa opera&ccedil;&atilde;o, que envolve uma emiss&atilde;o de deb&ecirc;ntures no valor de R$ 72 milh&otilde;es. Os recursos foram usados para capitalizar a empresa de consultoria de gest&atilde;o de riscos Risk Office, que ser&aacute; a s&oacute;cia da ATG na clearing, cada uma com 50%. Um terceiro investidor negocia para se juntar ao grupo, segundo Gustavo Melo, diretor de opera&ccedil;&otilde;es da consultoria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>As deb&ecirc;ntures que capitalizaram a Risk Office foram emitidas por uma empresa chamada RO Participa&ccedil;&otilde;es, que pertence a Arthur Pinheiro Machado, um dos s&oacute;cios da ATG. As condi&ccedil;&otilde;es dos pap&eacute;is chamam a aten&ccedil;&atilde;o: contam com prazo de 15 anos, acima da m&eacute;dia de mercado, com pagamento do principal apenas no vencimento, e remuneram a uma taxa equivalente &agrave; infla&ccedil;&atilde;o medida pelo IPCA mais 6,5% ao ano.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Os recursos aplicados nas deb&ecirc;ntures vieram de um fundo exclusivo do Postalis sob gest&atilde;o da BNY Mellon. Como os pap&eacute;is possuem car&ecirc;ncia de dois anos, os recursos s&oacute; come&ccedil;am a entrar no caixa do fundo em 2015. A gestora assumiu a responsabilidade pela decis&atilde;o dos investimentos. Mas n&atilde;o concorda com a avalia&ccedil;&atilde;o de que as emiss&otilde;es sa&iacute;ram em condi&ccedil;&otilde;es fora dos padr&otilde;es de mercado (leia abaixo).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Originalmente, as deb&ecirc;ntures emitidas pela RO Participa&ccedil;&otilde;es tinham outra finalidade: financiar aquisi&ccedil;&otilde;es de duas empresas concorrentes em alguns segmentos de atua&ccedil;&atilde;o da Risk Office, de acordo com relat&oacute;rio da LF Rating. A ag&ecirc;ncia atribuiu classifica&ccedil;&atilde;o de risco &#8220;A-&#8221; para as deb&ecirc;ntures, o que representa um risco baixo de inadimpl&ecirc;ncia, pelos seus crit&eacute;rios. O plano de aquisi&ccedil;&otilde;es est&aacute; mantido, mas a maior parte dos recursos ser&aacute; usada no projeto da clearing, segundo o diretor da Risk Office.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Pelas regras do Banco Central, o capital m&iacute;nimo requerido para a constitui&ccedil;&atilde;o de uma c&acirc;mara de compensa&ccedil;&atilde;o &eacute; de R$ 30 milh&otilde;es. A expectativa &eacute; que a nova c&acirc;mara de compensa&ccedil;&atilde;o esteja pronta no &uacute;ltimo trimestre de 2014, dentro do cronograma da entrada em opera&ccedil;&atilde;o da nova bolsa, diz Melo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Do total de recursos captados com as deb&ecirc;ntures, R$ 60 milh&otilde;es foram investidos na Risk Office, e os outros R$ 12 milh&otilde;es, ou 17% do total, ficaram na RO Participa&ccedil;&otilde;es para o pagamento de despesas da emiss&atilde;o de deb&ecirc;ntures e &#8220;contrata&ccedil;&atilde;o de consultorias&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Arthur Machado, s&oacute;cio da ATG e dono da RO Participa&ccedil;&otilde;es, passou a deter 30% da Risk Office ap&oacute;s a capitaliza&ccedil;&atilde;o, que avaliou a consultoria em R$ 200 milh&otilde;es. Antes do neg&oacute;cio, a empresa reunia um patrim&ocirc;nio l&iacute;quido de pouco menos de R$ 10 milh&otilde;es. No ano passado, a consultoria registrou faturamento de R$ 21,6 milh&otilde;es e um preju&iacute;zo de R$ 1,2 milh&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>A informa&ccedil;&atilde;o de que a Risk Office se tornaria s&oacute;cia da ATG no projeto de cria&ccedil;&atilde;o de uma clearing surgiu ontem. Questionado pelo Valor na semana passada sobre a emiss&atilde;o de deb&ecirc;ntures da RO Participa&ccedil;&otilde;es, Machado negou que a opera&ccedil;&atilde;o tivesse alguma rela&ccedil;&atilde;o com o projeto da nova bolsa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>A clearing &eacute; a respons&aacute;vel pela liquida&ccedil;&atilde;o dos neg&oacute;cios realizados em uma bolsa e assume o risco das opera&ccedil;&otilde;es caso uma das partes n&atilde;o honre o compromisso. Como a &uacute;nica empresa autorizada a fazer esse servi&ccedil;o no Brasil &eacute; a CBLC, da BM&amp;FBovespa, a clearing sempre foi apontada como a principal barreira de entrada de concorrentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Al&eacute;m do investimento na Risk Office para a cria&ccedil;&atilde;o de uma c&acirc;mara de compensa&ccedil;&atilde;o, o Postalis financiou pelo menos mais um investimento do s&oacute;cio da ATG, este a princ&iacute;pio nada ligado ao mundo das bolsas de valores. A funda&ccedil;&atilde;o aplicou R$ 62 milh&otilde;es, tamb&eacute;m via fundo exclusivo sob gest&atilde;o da BNY Mellon, em uma emiss&atilde;o de deb&ecirc;ntures de uma empresa chamada Alubam <\/span><span style=\"font-size: small;\">Participa&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Dos recursos captados, R$ 47,5 milh&otilde;es v&atilde;o para a aquisi&ccedil;&atilde;o de uma participa&ccedil;&atilde;o no grupo educacional Alub, de Bras&iacute;lia. Os demais R$ 15 milh&otilde;es, ou 24% do total, ser&atilde;o usados para pagar &#8220;outros custos e despesas da companhia&#8221;. Assim como na RO, esses custos estariam relacionados &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o de consultorias para auxiliar a Alub no processo de aquisi&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Questionado sobre os investimentos do Postalis em suas empresas, Machado afirma que a responsabilidade &eacute; do gestor do fundo que aplicou nas deb&ecirc;ntures. &#8220;Nossa discuss&atilde;o sobre os ativos sempre foi com o BNY Mellon; qualquer coisa fora disso s&atilde;o insinua&ccedil;&otilde;es destitu&iacute;das de sentido&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Pelas regras do setor, fundos de pens&atilde;o como o Postalis s&atilde;o proibidos de investir em deb&ecirc;ntures de empresas de capital fechado. Mas tanto a oferta da RO como a da Alubam contaram com uma brecha na norma, que permite o investimento desde que as empresas sejam sociedades de prop&oacute;sito espec&iacute;fico (SPE). A estrutura de SPE tamb&eacute;m livra o fundo de cumprir a exig&ecirc;ncia de concentra&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de 25% em uma mesma s&eacute;rie de t&iacute;tulos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>Procurado, o Postalis informou que &#8220;os t&iacute;tulos mobili&aacute;rios em quest&atilde;o encontram-se enquadrados nas regras estabelecidas no regulamento do fundo&#8221;. Em nota, a corretora Socopa, que coordenou as ofertas, afirmou que &#8220;todas as opera&ccedil;&otilde;es sob sua responsabilidade decorreram em ader&ecirc;ncia &agrave;s normas do sistema financeiro e da legisla&ccedil;&atilde;o brasileira&#8221;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Postalis financia concorrente da BM&amp;F Valor Econ&ocirc;mico03\/09\/2013 &nbsp; A Postalis, fundo de pens&atilde;o dos funcion&aacute;rios dos Correios, vai financiar parte dos investimentos para a cria&ccedil;&atilde;o de uma c&acirc;mara de compensa&ccedil;&atilde;o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4542"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4542\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}