{"id":4513,"date":"2015-08-10T01:42:29","date_gmt":"2015-08-10T01:42:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/o-futuro-do-trem-bala-fica-cada-vez-mais-distante\/"},"modified":"2015-08-10T01:42:29","modified_gmt":"2015-08-10T01:42:29","slug":"o-futuro-do-trem-bala-fica-cada-vez-mais-distante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/o-futuro-do-trem-bala-fica-cada-vez-mais-distante\/","title":{"rendered":"O futuro do trem-bala fica cada vez mais distante"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Valor Econ&ocirc;mico<br \/>14\/08\/2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O leil&atilde;o do trem-bala foi novamente adiado. O cancelamento da licita&ccedil;&atilde;o neste ano foi a medida acertada, embora o governo tenha esperado praticamente at&eacute; o &uacute;ltimo momento para tomar a decis&atilde;o. Muito antes das contundentes cr&iacute;ticas recebidas nas manifesta&ccedil;&otilde;es populares de junho j&aacute; se sabia que &eacute; bastante pol&ecirc;mico o projeto de ligar por um trem de alta velocidade as cidades do Rio, S&atilde;o Paulo e Campinas ao custo astron&ocirc;mico de R$ 38 bilh&otilde;es. Os protestos deixaram claro que havia demandas mais urgentes na lista de prioridades da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora o futuro do trem-bala ficou ainda mais incerto com as den&uacute;ncias de suposto cartel em licita&ccedil;&otilde;es do metr&ocirc; e dos trens paulistas, envolvendo v&aacute;rios interessados no trem de alta velocidade, como a alem&atilde; Siemens e a francesa Alstom. A Alstom foi a &uacute;nica empresa que prometia apresentar uma proposta no leil&atilde;o junto com a operadora estatal SNCF. Outros candidatos pediram mais prazo. Os espanh&oacute;is, com a Talgo e a Renfe, queriam mais dois meses, e o grupo liderado pela Siemens, mais seis meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O motivo oficial do adiamento, o terceiro do trem-bala, foi a falta de disputa, pois havia um &uacute;nico interessado, apesar de o governo ter assumido praticamente todos os riscos da opera&ccedil;&atilde;o com a participa&ccedil;&atilde;o dos Correios e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo esperou chegar a quatro dias da data da entrega das propostas para anunciar a decis&atilde;o. A demora chegou a ser atribu&iacute;da ao receio de contaminar o ambicioso programa de concess&otilde;es programado para este semestre, com o qual o governo conta para animar a economia e o humor dos investidores. No entanto, mais prejudicial para as expectativas s&atilde;o as hesita&ccedil;&otilde;es, que se somam a outras demonstra&ccedil;&otilde;es de uma administra&ccedil;&atilde;o duvidosa das concess&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi o que aconteceu no epis&oacute;dio do erro de planejamento do Minist&eacute;rio das Minas e Energia, (Valor, 12 de agosto), que impedir&aacute; o aproveitamento integral da energia gerada pelas usinas de Jirau e Santo Ant&ocirc;nio no rio Madeira, em Rond&ocirc;nia, no fim do ano, como se planejava. Essas usinas foram licitadas entre 2007 e 2008 e receberam investimentos de R$ 36 bilh&otilde;es. O governo sabia desde o fim de 2010 que havia uma incompatibilidade entre os sistemas de supervis&atilde;o e controle das usinas e do complexo de transmiss&atilde;o. O problema p&otilde;e em risco a produ&ccedil;&atilde;o e o aproveitamento de toda a energia gerada e s&oacute; ser&aacute; resolvido com a instala&ccedil;&atilde;o de equipamentos que n&atilde;o faziam parte do projeto original, prevista para dezembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa de licita&ccedil;&otilde;es do governo Dilma &eacute; extenso e ambicioso. Inclui alguns ativos bastante cobi&ccedil;ados, como o petr&oacute;leo do pr&eacute;-sal do campo de Libra, que deve ser leiloado em outubro; e os aeroportos do Gale&atilde;o e Confins, a serem licitados no mesmo m&ecirc;s. J&aacute; haveria cinco grupos, todos com a participa&ccedil;&atilde;o de um operador internacional, interessados no Gale&atilde;o, cujo pre&ccedil;o m&iacute;nimo &eacute; de R$ 4,73 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas h&aacute; outros ativos mais complexos de se licitar, como as 31 &aacute;reas de terminais nos portos de Santos e do Par&aacute;, com prazos de cinco a 25 anos de arrendamento e que dever&atilde;o receber R$ 3 bilh&otilde;es em investimentos. Os eventuais interessados t&ecirc;m criticado a taxa interna de retorno desses empreendimentos, fixada entre 7% e 7,5% pelo governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Empres&aacute;rios ouvidos pelo Valor consideraram &#8220;rid&iacute;cula&#8221; a taxa de retorno definida por Bras&iacute;lia, em um cen&aacute;rio macroecon&ocirc;mico em que a taxa b&aacute;sica de juros est&aacute; em 8,5% e a infla&ccedil;&atilde;o ao redor de 6%. Enquanto alguns investidores acenam com a desist&ecirc;ncia, outros chamaram de &#8220;coer&ccedil;&atilde;o&#8221; a fixa&ccedil;&atilde;o de uma taxa de retorno, agora que o setor possui um novo marco regulat&oacute;rio, com custos e riscos ainda desconhecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo j&aacute; havia enfrentado a mesma rea&ccedil;&atilde;o no fim de julho, quando o Conselho Nacional de Desestatiza&ccedil;&atilde;o aprovou o modelo operacional e as condi&ccedil;&otilde;es gerais para concess&atilde;o de nove trechos de rodovias federais, abrangendo um total de 4.426 quil&ocirc;metros de seis estradas, agrupados em seis lotes a serem leiloados na BM&amp;FBovespa. A taxa interna de retorno foi fixada em 7,2% no caso das rodovias, isso depois de uma revis&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mudan&ccedil;as constantes nas inten&ccedil;&otilde;es e nos termos das concorr&ecirc;ncias podem afugentar investidores. No caso do trem-bala, por&eacute;m, isso seria ben&eacute;fico. Os investidores at&eacute; agora relutaram e, de adiamento em adiamento, o projeto fica mais perto de morrer no papel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Valor Econ&ocirc;mico14\/08\/2013 O leil&atilde;o do trem-bala foi novamente adiado. O cancelamento da licita&ccedil;&atilde;o neste ano foi a medida acertada, embora o governo tenha esperado praticamente at&eacute; o &uacute;ltimo momento&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4513"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4513"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4513\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4513"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4513"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4513"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}