{"id":4455,"date":"2015-08-10T01:42:10","date_gmt":"2015-08-10T01:42:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/desafio-dos-bancos-e-gerar-mais-receita\/"},"modified":"2015-08-10T01:42:10","modified_gmt":"2015-08-10T01:42:10","slug":"desafio-dos-bancos-e-gerar-mais-receita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/desafio-dos-bancos-e-gerar-mais-receita\/","title":{"rendered":"Desafio dos bancos \u00e9 gerar mais receita"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Valor Econ&ocirc;mico<br \/>03\/06\/2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da forte expans&atilde;o do cr&eacute;dito no Brasil nos &uacute;ltimos anos, &eacute; natural que as despesas dos bancos com pessoal, ag&ecirc;ncias e outros itens cres&ccedil;am. S&oacute; n&atilde;o podem evoluir a um ritmo superior ao das receitas com a venda de produtos e servi&ccedil;os banc&aacute;rios para n&atilde;o atrapalhar a efici&ecirc;ncia das institui&ccedil;&otilde;es financeiras. Foi isso, por&eacute;m, o que aconteceu entre 2011 e 2012 com os dois maiores bancos p&uacute;blicos do pa&iacute;s, Banco do Brasil (BB) e Caixa Econ&ocirc;mica Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De 2011 para 2012 os ganhos operacionais do BB cresceram 9,3%, enquanto as despesas avan&ccedil;aram 14,84%, segundo levantamento da A.T. Kearney. Na Caixa, por sua vez, as receitas evolu&iacute;ram 14,64%, ao passo que os gastos aumentaram 16,9%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sandro Marcondes, diretor de controladoria do BB, explica que h&aacute; motivos pontuais para esse aumento de despesas, como as perdas ocasionadas por reivindica&ccedil;&otilde;es de correntistas por conta de planos econ&ocirc;micos e o in&iacute;cio das opera&ccedil;&otilde;es, nos &uacute;ltimos dois anos, do banco argentino Patag&ocirc;nia &#8211; adquirido em 2009 -, da parceria com a Mapfre e do <strong>Banco Postal<\/strong>, contrato que d&aacute; direito &agrave; oferta de servi&ccedil;os banc&aacute;rios dentro das unidades dos <strong>Correios<\/strong>. &#8220;O crescimento das despesas em 2012 foi afetado pela incorpora&ccedil;&atilde;o de custos que n&atilde;o tinham ocorrido integralmente em 2011&#8221;, diz Marcondes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o que agora &eacute; uma despesa pode se transformar em receita. As parcerias e aquisi&ccedil;&otilde;es feitas pelo BB devem se transformar em mais aberturas de contas correntes e vendas de seguros, por exemplo. Em meados de 2012, o BB formou um comit&ecirc; de efici&ecirc;ncia, com o objetivo de rentabilizar a base de clientes, distribuindo os produtos certos para cada correntista, e de controlar as despesas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa tamb&eacute;m &eacute; a expectativa da Caixa. O banco justifica que a acelera&ccedil;&atilde;o do ritmo de abertura de ag&ecirc;ncias a partir do primeiro trimestre de 2012 levou a um forte aumento dos gastos. Nos 12 meses encerrados em mar&ccedil;o, foram abertas mais de 625 ag&ecirc;ncias, resultando em um incremento l&iacute;quido de 7,5 mil funcion&aacute;rios no per&iacute;odo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Paulo Henrique Rodrigues Costa, diretor de controladoria da Caixa, leva cerca de dois anos e meio para uma ag&ecirc;ncia atingir o ponto de equil&iacute;brio, isto &eacute;, dar resultados que levem &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o do investimento realizado. No ano passado, a institui&ccedil;&atilde;o contratou uma consultoria para desenvolver um projeto de efici&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu balan&ccedil;o, a Caixa divulgou um &iacute;ndice de efici&ecirc;ncia acumulado nos 12 meses encerrados em mar&ccedil;o deste ano de 60,2%. A expectativa &eacute; que esse percentual fique entre 57% e 58% ao fim de 2013 e chegue a 55% nos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos, aproximadamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o d&aacute; para esquecer que a press&atilde;o do governo pela redu&ccedil;&atilde;o de spreads e tarifas tamb&eacute;m pesou contra ganhos de efici&ecirc;ncia dos bancos p&uacute;blicos. Agora &eacute; com ganho de volume que os bancos v&atilde;o buscar compensar isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa miss&atilde;o por mais receitas, os bancos privados tamb&eacute;m v&atilde;o ter de se engajar. Por enquanto, a estrat&eacute;gia de ganhar efici&ecirc;ncia tem se dado principalmente via corte de custos. Pode estar surtindo efeito, mas tem limites. &#8220;As possibilidades de ganho de efici&ecirc;ncia mais &oacute;bvias, que se referem basicamente &agrave;s despesas, j&aacute; se esgotaram&#8221;, diz o consultor da A.T. Kearney, Ilnort Rueda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Custo &eacute; algo que est&aacute; mais nas m&atilde;os do banco. Voc&ecirc; sente mais. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; receita, depende-se mais do cliente, da concorr&ecirc;ncia, de fatores externos&#8221;, diz Carlos Gal&aacute;n, vice-presidente do Santander. &Eacute; s&oacute; daqui a dois trimestres que o Santander avalia que sentir&aacute; o efeito vindo do lado das rendas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em fevereiro, o banco come&ccedil;ou a lan&ccedil;ar as primeiras iniciativas daquilo que acredita que se converter&aacute; em mais tarifas, opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito e seguros. Foi quando o banco refez a segmenta&ccedil;&atilde;o do atendimento da clientela. Lan&ccedil;ou quatro pacotes de servi&ccedil;os banc&aacute;rios, para diferentes perfis. Pessoas com renda acima de R$ 10 mil tamb&eacute;m ganharam ag&ecirc;ncias e servi&ccedil;os especializados, o chamado Select. Para Gal&aacute;n, isso aumentar&aacute; o n&uacute;mero de produtos por cliente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O analista do Goldman Sachs, Carlos Macedo, explica que hoje os bancos buscam reduzir o &iacute;ndice de efici&ecirc;ncia essencialmente por meio do corte de despesas, porque o aumento das receitas est&aacute; mais dif&iacute;cil. &#8220;A maior parte das receitas vem do resultado de intermedia&ccedil;&atilde;o financeira, que devido &agrave; queda das margens est&aacute; se comprimindo. Esse &eacute; um processo estrutural no Brasil, que vem consolidando a taxa b&aacute;sica de juros em um n&iacute;vel mais baixo&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo sobre a efici&ecirc;ncia dos bancos da consultoria Booz &amp; Company concluiu que as iniciativas das institui&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido focadas em um corte de custos indiscriminado entre as &aacute;reas. Falta uma reflex&atilde;o mais profunda acerca dos neg&oacute;cios. Por isso, o resultado dos programas de efici&ecirc;ncia implantados pelos bancos corre o risco de se enfraquecer ao longo do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com os spreads em patamares menores e a eleva&ccedil;&atilde;o dos requisitos de capital devido ao acordo de Basileia 3, a consultoria prev&ecirc; que em um per&iacute;odo de tr&ecirc;s a cinco anos, os retornos sobre o patrim&ocirc;nio l&iacute;quido (ROE) devem se reduzir em cerca de tr&ecirc;s pontos percentuais da atual faixa entre 18% e 20% nos grandes bancos de varejo. O &iacute;ndice de efici&ecirc;ncia pioraria. Sairia do atual intervalo entre 45% e 50% para algo entre 55% e 60%. O estudo conclui que para manter os patamares de rentabilidade observados hoje, os bancos precisariam melhorar as receitas por cliente em at&eacute; 20% ou cortar a estrutura de custos em at&eacute; 30%. &#8220;Os bancos t&ecirc;m melhorado o &iacute;ndice de efici&ecirc;ncia nos &uacute;ltimos anos, mas ainda se trata de um avan&ccedil;o bastante t&iacute;mido em rela&ccedil;&atilde;o ao que entendemos ser necess&aacute;rio&#8221;, diz Eduardo Arnoni, da Booz &amp; Company.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Valor Econ&ocirc;mico03\/06\/2013 Diante da forte expans&atilde;o do cr&eacute;dito no Brasil nos &uacute;ltimos anos, &eacute; natural que as despesas dos bancos com pessoal, ag&ecirc;ncias e outros itens cres&ccedil;am. 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