{"id":4353,"date":"2015-08-10T01:34:28","date_gmt":"2015-08-10T01:34:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/municipios-pagam-r-19-bilhoes-de-contas-dos-estados-e-da-uniao\/"},"modified":"2015-08-10T01:34:28","modified_gmt":"2015-08-10T01:34:28","slug":"municipios-pagam-r-19-bilhoes-de-contas-dos-estados-e-da-uniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/municipios-pagam-r-19-bilhoes-de-contas-dos-estados-e-da-uniao\/","title":{"rendered":"Munic\u00edpios pagam R$ 19 bilh\u00f5es de contas dos Estados e da Uni\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estado de S. Paulo<br \/>11\/03\/2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o governo e os partidos j&aacute; mergulham na campanha presidencial de 2014, os mais de 5 mil prefeitos que assumiram h&aacute; 70 dias est&atilde;o descobrindo um problema que n&atilde;o estava no mapa: eles t&ecirc;m de desviar dinheiro de seus or&ccedil;amentos, no dia a dia, para despesas que, por lei, s&atilde;o dos Estados e da Uni&atilde;o. Em 2011 essa ajudinha, que a Lei de Responsabilidade Fiscal considera irregular, chegou aos R$ 19,3 bilh&otilde;es em todo o Pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados s&atilde;o de uma pesquisa do Observat&oacute;rio de Informa&ccedil;&otilde;es Municipais. O Estado de S&atilde;o Paulo respondeu por R$ 4,7&nbsp; bilh&otilde;es desse total e Minas Gerais, por mais R$ 2,1 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;&Eacute; um problema antigo e que vem se agravando&#8221;, alerta o ge&oacute;grafo e economista Fran&ccedil;ois Bremaeker, respons&aacute;vel pelo observat&oacute;rio, que coordenou o trabalho. &#8220;O ir&ocirc;nico &eacute; que muitos prefeitos arcam com essas tarefas sem saber que elas n&atilde;o s&atilde;o suas.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bremaeker mapeou cerca de 40 itens de despesas n&atilde;o municipais em &aacute;reas como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a, agricultura, judici&aacute;rio, transportes e administra&ccedil;&atilde;o. Comparou a arrecada&ccedil;&atilde;o de tributos, os repasses recebidos, o custo m&eacute;dio dos servi&ccedil;os pagos e constatou que em 70% das cidades (3.895), todas com menos de 20 mil habitantes, o dinheiro para custear despesas dos outros foi maior que a pr&oacute;pria arrecada&ccedil;&atilde;o municipal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr&aacute;tica as cidades sobrevivem mesmo &eacute; das transfer&ecirc;ncias legais &#8211; que hoje, na m&eacute;dia nacional, v&atilde;o al&eacute;m dos 65% do dinheiro das 5.563 cidades. aEssas transfer&ecirc;ncias deveriam ser usadas pelas prefeituras, com toda autonomia, para seus projetos, n&atilde;o para financiar os outros&#8221;, adverte o pesquisador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S&atilde;o gastos que aparecem, por exemplo, quando o governo autoriza um projeto do Minha Casa, Minha Vida: &eacute; a prefeitura que tem de arrumar terreno, levar luz e &aacute;gua, dar toda a infraes-trutura, cuidar da seguran&ccedil;a. Outro exemplo: o posto dos <strong>Correios<\/strong>, no qual a Uni&atilde;o &#8220;entra com a placa ria porta e cobra pelo selo&#8221;, como ironiza Bremaeker, deixando &agrave; prefeitura os custos de instala&ccedil;&atilde;o, luz, &aacute;gua, telefone e at&eacute; funcion&aacute;rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Casa do juiz. A lista inclui servi&ccedil;os eleitorais, f&oacute;rum de justi&ccedil;a, promotoria, juizados, bombeiros, alistamento militar, seguran&ccedil;a de pr&eacute;dios estaduais e federais, manuten&ccedil;&atilde;o de aeroporto e rodovias, aluguel da casa do juiz, comida para os presos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se um prefeito decidir n&atilde;o pagar esses servi&ccedil;os? &#8220;Ele sabe que a popula&ccedil;&atilde;o ser&aacute; a primeira a reclamar. E pode cobrar na elei&ccedil;&atilde;o seguinte&#8221;, lembra o economista. A sa&iacute;da s&atilde;o os conv&ecirc;nios com secretarias e minist&eacute;rios -mas isso amarra a gest&atilde;o a novos custos e compromissos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa apontou que, na m&eacute;dia nacional, 5,25% dos recursos municipais s&atilde;o desviados para despesas de Estados e Uni&atilde;o -mas essa porcentagem &eacute; distorcida por causa dos enormes or&ccedil;amentos das grandes capitais. Em milhares de pequenas cidades, de at&eacute; 10 mil habitantes, ela sobe para 9% e 10%. Nas 122 cidades brasileiras com at&eacute; 2 mil moradores bate nos 11,91%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados sobre o Estado de S&atilde;o Paulo apontam um gasto m&eacute;dio de 4,5% do or&ccedil;amento para os 645 munic&iacute;pios. A capital financiou R$ 940,1 milh&otilde;es para despesas alheias, o que pouco influi no seu or&ccedil;amento total, que bate nos R$ 32 bilh&otilde;es. Mas a paisagem muda nas 278 cidades paulistas com menos de 10 mil habitantes. Nelas, esse tipo de gastos &eacute; maior que a pr&oacute;pria arrecada&ccedil;&atilde;o municipal \/Gabriel Manzano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O Estado de S. 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