{"id":4336,"date":"2015-08-10T01:34:21","date_gmt":"2015-08-10T01:34:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/municipios-assumem-gastos-de-uniao-e-estados\/"},"modified":"2015-08-10T01:34:21","modified_gmt":"2015-08-10T01:34:21","slug":"municipios-assumem-gastos-de-uniao-e-estados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/municipios-assumem-gastos-de-uniao-e-estados\/","title":{"rendered":"Munic\u00edpios assumem gastos de Uni\u00e3o e Estados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Valor <br \/>18 de fevereiro de 2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRAS&Iacute;LIA &#8211; Os munic&iacute;pios brasileiros gastaram mais de R$ 19 bilh&otilde;es em 2011 para oferecer servi&ccedil;os &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que, por lei, deveriam ser custeados pela Uni&atilde;o e pelos Estados, segundo estudo feito pelo economista e ge&oacute;grafo Fran&ccedil;ois Bremaeker, da Associa&ccedil;&atilde;o Transpar&ecirc;ncia Municipal (ATM). Servi&ccedil;os como a manuten&ccedil;&atilde;o do posto dos <strong>correios<\/strong> e tel&eacute;grafo, da unidade municipal de cadastramento dos im&oacute;veis rurais e da junta de alistamento militar, embora n&atilde;o sejam de compet&ecirc;ncia dos munic&iacute;pios, terminam sendo custeados pelas prefeituras para que eles estejam dispon&iacute;veis aos seus cidad&atilde;os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo feito por Bremaeker mostra que os maiores prejudicados s&atilde;o os menores munic&iacute;pios, com popula&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 10 mil habitantes, que gastam proporcionalmente mais para garantir os servi&ccedil;os que n&atilde;o s&atilde;o executados pelos Estados e pela Uni&atilde;o. &#8220;A participa&ccedil;&atilde;o relativa desses gastos sobre a receita total &eacute; maior nas regi&otilde;es mais &#8220;abandonadas&#8221;, ou seja, onde h&aacute; necessidade de uma atua&ccedil;&atilde;o mais intensa por parte dos munic&iacute;pios para garantir fornecimento dos servi&ccedil;os &agrave; popula&ccedil;&atilde;o&#8221;, diz o texto da ATM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os munic&iacute;pios brasileiros gastam, em m&eacute;dia, 5,25% de sua receita or&ccedil;ament&aacute;ria com a execu&ccedil;&atilde;o desses servi&ccedil;os, de acordo com o trabalho de Bremaeker. A regi&atilde;o Sudeste &eacute; a &uacute;nica que apresenta um gasto m&eacute;dio municipal abaixo da m&eacute;dia nacional. A raz&atilde;o disso, segundo o texto, &eacute; o fato dela ser a regi&atilde;o que apresenta as mais elevadas receitas or&ccedil;ament&aacute;rias m&eacute;dias do pa&iacute;s. Entre as regi&otilde;es, o Centro-Oeste &eacute; o que apresenta os resultados mais preocupantes, diz o estudo, pois os seus munic&iacute;pios registram a mais elevada participa&ccedil;&atilde;o relativa de gastos com servi&ccedil;os de responsabilidade exclusiva da Uni&atilde;o e dos Estados (5,96% da receita or&ccedil;ament&aacute;ria, em m&eacute;dia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para realizar o estudo, Bremaeker enviou question&aacute;rios a todos os munic&iacute;pios brasileiros, com perguntas relacionadas &agrave;s despesas com servi&ccedil;os de responsabilidade da Uni&atilde;o e dos Estados e que s&atilde;o custeadas pelas prefeituras. Com base nas respostas, o economista estabeleceu m&eacute;dias desses gastos, de acordo com o tamanho da popula&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios. Ele utilizou tamb&eacute;m os dados cont&aacute;beis municipais que est&atilde;o dispon&iacute;veis na p&aacute;gina do Tesouro Nacional na internet para projetar a participa&ccedil;&atilde;o dessas despesas nas receitas or&ccedil;ament&aacute;rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bremaeker constatou tamb&eacute;m que 3.895 munic&iacute;pios, com popula&ccedil;&atilde;o inferior a 20 mil habitantes, despendem com os servi&ccedil;os e a&ccedil;&otilde;es da compet&ecirc;ncia dos Estados e da Uni&atilde;o mais do que conseguem arrecadar com os seus tributos. O texto diz que os 122 munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 2 mil habitantes t&ecirc;m um gasto com essas despesas 4,23 vezes maior que o da sua arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os 1.171 munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o entre 2 mil e 5 mil habitantes essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; de 3,04 vezes; de 1,99 vezes para os 1.207 munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o de 5 mil a 10 mil habitantes e de 1,4 vezes para os 1.395 munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o de 10 mil a 20 mil. &#8220;Isso representa dizer que 70,02% dos munic&iacute;pios brasileiros comprometem mais do que toda a sua arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria para custear servi&ccedil;os que a Uni&atilde;o e os Estados deveriam executar no seu territ&oacute;rio por sua pr&oacute;pria conta&#8221;, diz o estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista ao Valor, Bremaeker explicou que ceder pessoal e instala&ccedil;&otilde;es para o funcionamento de &oacute;rg&atilde;os estaduais e federais &eacute; a despesa mais comum das prefeituras. &#8220;Geralmente o posto dos correios e tel&eacute;grafo funciona dentro do pr&eacute;dio da prefeitura, com servidores municipais&#8221;, disse. &#8220;Quando esse servi&ccedil;o est&aacute; fora da prefeitura, funciona em um pr&eacute;dio municipal ou alugado pela prefeitura&#8221;. A junta de alistamento militar costuma funcionar dentro da prefeitura ou em pr&eacute;dio municipal, tamb&eacute;m com servidores municipais nas fun&ccedil;&otilde;es, informou. Embora o cadastramento de im&oacute;veis rurais seja uma atribui&ccedil;&atilde;o do INCRA e da Receita Federal, todo o suporte e a orienta&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o feitos por servidores municipais, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na &aacute;rea de seguran&ccedil;a, a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; diferente. &#8220;A delegacia de pol&iacute;cia funciona com alguns servidores municipais cedidos e a prefeitura &eacute; quem custeia a gasolina dos ve&iacute;culos, quando n&atilde;o compra o pr&oacute;prio ve&iacute;culo e custeia a refei&ccedil;&atilde;o dos presos&#8221;, informou. &#8220;O mesmo acontece quando h&aacute; um destacamento da pol&iacute;cia militar no munic&iacute;pio&#8221;. Segundo ele, as guardas municipais passaram a substituir a pol&iacute;cia militar na seguran&ccedil;a das vias p&uacute;blicas e at&eacute; mesmo na organiza&ccedil;&atilde;o do tr&acirc;nsito, quando a sua compet&ecirc;ncia &eacute; apenas de proteger os pr&eacute;dios p&uacute;blicos, como a c&acirc;mara, os postos de sa&uacute;de e as escolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa federal de sa&uacute;de da fam&iacute;lia, por exemplo, financia apenas uma parte dos custos de manuten&ccedil;&atilde;o da equipe, segundo Bremaeker. &#8220;O munic&iacute;pio tem de entrar com uma contrapartida elevada no custeio dos sal&aacute;rios desses profissionais e tamb&eacute;m dando suporte para o funcionamento da equipe, como o ve&iacute;culo para os deslocamentos&#8221;. A prefeitura tamb&eacute;m acaba custeando o transporte escolar dos alunos de estabelecimentos de ensino estaduais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor 18 de fevereiro de 2013 BRAS&Iacute;LIA &#8211; Os munic&iacute;pios brasileiros gastaram mais de R$ 19 bilh&otilde;es em 2011 para oferecer servi&ccedil;os &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que, por lei, deveriam ser custeados&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4336"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4336"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4336\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4336"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}