{"id":4335,"date":"2015-08-10T01:34:21","date_gmt":"2015-08-10T01:34:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/brasil-esta-mais-hostil-para-o-exportador-segundo-indicadores\/"},"modified":"2015-08-10T01:34:21","modified_gmt":"2015-08-10T01:34:21","slug":"brasil-esta-mais-hostil-para-o-exportador-segundo-indicadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/brasil-esta-mais-hostil-para-o-exportador-segundo-indicadores\/","title":{"rendered":"Brasil est\u00e1 mais hostil para o exportador, segundo indicadores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Folha de SP<br \/>17\/02\/2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indicadores coletados pelo governo e pelo Banco Mundial apontam que o Brasil, al&eacute;m de ser um dos pa&iacute;ses mais in&oacute;spitos para o surgimento de empresas exportadoras, tem se tornado ainda mais hostil nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para especialistas, os resultados refletem a perda de competitividade da produ&ccedil;&atilde;o nacional e lan&ccedil;am d&uacute;vidas sobre a solidez do aumento do com&eacute;rcio com o exterior dos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma base de dados elaborada pelo Banco Mundial com o desempenho de 45 pa&iacute;ses, a maioria emergentes, o Brasil aparece com a mais baixa taxa de entrada em sua lista de exportadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 2006 e 2008, em m&eacute;dia, apenas 22% das empresas exportadoras eram estreantes na venda para o mercado externo, contra 38% no conjunto das economias pesquisadas pela entidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H&aacute; dez anos, quando o volume exportado pelo pa&iacute;s n&atilde;o chega a um ter&ccedil;o do atual, a taxa de entrada brasileira chegava aos 30%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DESCENDO O ABISMO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&uacute;meros preocupantes, dizem os economistas Otaviano Canuto, Matheus Cavallari e Jos&eacute; Guilherme Reis, autores do estudo &#8220;Exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras: descendo um abismo [&#8220;cliff&#8221;, em ingl&ecirc;s] de competitividade&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Novos exportadores s&atilde;o em m&eacute;dia mais eficientes que os n&atilde;o exportadores. Taxas de entrada baixas e decrescentes podem ser associadas a baixa produtividade das firmas e\/ou a altos custos para exportar&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A exporta&ccedil;&atilde;o fortalece a empresa. Ela passa a conhecer seus advers&aacute;rios e se prepara para enfrent&aacute;-los melhor no mercado nacional. Se isso n&atilde;o acontece, ela acaba sendo engolida mais &agrave; frente pelos importados&#8221;, afirma Jos&eacute; Augusto de Castro, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Com&eacute;rcio Exterior do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As estat&iacute;sticas mais atualizadas do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento mostram que o n&uacute;mero de exportadores cai no pa&iacute;s desde 2007, quando foi adotado o atual m&eacute;todo de contagem, que inclui as vendas pelos <strong>Correios<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde ent&atilde;o, o n&uacute;mero de empresas caiu de 20,9 mil para 18,6 mil no ano passado, embora as exporta&ccedil;&otilde;es tenham se elevado de US$ 160,6 bilh&otilde;es para US$ 242,6 bilh&otilde;es &#8211;mesmo com a queda contabilizada em 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MAIS CONCENTRADAS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, as exporta&ccedil;&otilde;es ficaram mais concentradas em menos empresas, em geral de maior porte. No mesmo per&iacute;odo, aumentou a participa&ccedil;&atilde;o de produtos prim&aacute;rios na pauta, com queda dos industrializados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Associa&ccedil;&atilde;o de Com&eacute;rcio Exterior, hoje cerca de mil empresas s&atilde;o respons&aacute;veis por 85% do total de exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O c&acirc;mbio desfavor&aacute;vel &#8211;o d&oacute;lar barato torna os produtos nacionais mais caros no exterior&#8211; &eacute; frequentemente apontado como a principal raz&atilde;o para os resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Welber Barral, consultor e ex-secret&aacute;rio de Com&eacute;rcio Exterior, o empres&aacute;rio brasileiro n&atilde;o &eacute; competitivo com o d&oacute;lar abaixo de R$ 2, como ocorria at&eacute; 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Abaixo disso voc&ecirc; n&atilde;o consegue exportar. A n&atilde;o ser que seja algo muito especializado, de tecnologia de ponta, o que quase n&atilde;o temos.&#8221; A advogada especialista em com&eacute;rcio exterior Carol Monteiro de Carvalho tamb&eacute;m afirma que o c&acirc;mbio &eacute; a maior causa de desist&ecirc;ncia entre as empresas que a consultam. Segundo ela, a burocracia n&atilde;o &eacute; mais um entrave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Canuto, Cavallari e Reis, embora o c&acirc;mbio tenha de fato prejudicado a competitividade, fatores como o lento avan&ccedil;o da produtividade e o aumento dos custos de m&atilde;o de obra tamb&eacute;m tiveram papel importante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Folha de SP17\/02\/2013 Indicadores coletados pelo governo e pelo Banco Mundial apontam que o Brasil, al&eacute;m de ser um dos pa&iacute;ses mais in&oacute;spitos para o surgimento de empresas exportadoras,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4335"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4335"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4335\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}