{"id":4323,"date":"2015-08-10T01:34:14","date_gmt":"2015-08-10T01:34:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/v2\/index.php\/disputa-judicial-entre-bt-e-correios-pode-definir-tributacao-para-contratos-de-servicos-de-telecom\/"},"modified":"2015-08-10T01:34:14","modified_gmt":"2015-08-10T01:34:14","slug":"disputa-judicial-entre-bt-e-correios-pode-definir-tributacao-para-contratos-de-servicos-de-telecom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/disputa-judicial-entre-bt-e-correios-pode-definir-tributacao-para-contratos-de-servicos-de-telecom\/","title":{"rendered":"Disputa judicial entre BT e Correios pode definir tributa\u00e7\u00e3o para contratos de servi\u00e7os de telecom"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teletime<br \/>29 de janeiro de 2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma queda de bra&ccedil;os com grande potencial de repercuss&atilde;o no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es se desenrola nos bastidores de um dos maiores contratos p&uacute;blicos de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de transmiss&atilde;o de dados. A disputa &eacute; travada entre a BT Brasil Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, subsidi&aacute;ria da British Telecom no Pa&iacute;s, e os <strong>Correios<\/strong> por conta do crit&eacute;rio de tributa&ccedil;&atilde;o do contrato entre as partes. A disputa acontece na 3&ordf; Vara do Tribunal Regional Federal de Bras&iacute;lia, com o n&uacute;mero 39036-49.2012.4.01.3400. O contrato entre os Correios e a BT foi fechado em 2011, depois de um processo de licita&ccedil;&atilde;o realizado em 2010, e implica um valor total de mais de R$ 345 milh&otilde;es em 60 meses, ou cerca de R$ 5,6 milh&otilde;es por m&ecirc;s, pelos quais a BT tem a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es de dados entre as ag&ecirc;ncias dos Correios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para se ter uma ideia do tamanho da disputa, apenas em novembro de 2012, mais de um ano ap&oacute;s o in&iacute;cio dos contratos, os Correios passaram a pagar a BT pela presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, e ainda assim em car&aacute;ter liminar, depois que a BT entrou com a a&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a. O pano de fundo da disputa &eacute; o recolhimento de tributos sobre os servi&ccedil;os prestados, especialmente o ICMS. O problema &eacute; que a BT passou a faturar parte do contrato como servi&ccedil;o de instala&ccedil;&atilde;o, configura&ccedil;&atilde;o, desinstala&ccedil;&atilde;o e aluguel de equipamentos, e esses servi&ccedil;os foram tributados pelo ISS, e n&atilde;o pelo ICMS. Os Correios contestaram a metodologia, alegando que o objeto da licita&ccedil;&atilde;o que deu &agrave; BT o contrato n&atilde;o previa esse tipo de servi&ccedil;o, e que tudo deveria ser enquadrado como presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, pass&iacute;vel de cobran&ccedil;a de ICMS. Na verdade, o contrato at&eacute; prev&ecirc; uma pequena parte (cerca de R$ 7 milh&otilde;es) para servi&ccedil;os adicionais, mas a maior parte dos servi&ccedil;os prestados &eacute; de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. S&oacute; que durante o processo de licita&ccedil;&atilde;o os Correios foram expl&iacute;citos ao esclarecer que a tributa&ccedil;&atilde;o do contrato seria, necessariamente, pelo ICMS, crit&eacute;rio pelo qual outros pleiteantes fizeram suas ofertas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por conta desta interpreta&ccedil;&atilde;o, os pagamentos da BT ficaram retidos quando as faturas foram apresentadas aos Correios pela primeira vez com um crit&eacute;rio diverso. A operadora s&oacute; conseguiu agora, liminarmente, receber os pagamentos mensais. Os Correios, contudo, seguem contestando a metodologia tribut&aacute;ria da BT, e &eacute; essa a decis&atilde;o judicial que, quando sair, poder&aacute; causar mudan&ccedil;as importantes nos contratos p&uacute;blicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se do segundo maior contrato de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os dos Correios. Perde apenas para o servi&ccedil;o de log&iacute;stica a&eacute;rea. E, a depender da interpreta&ccedil;&atilde;o dada pela Justi&ccedil;a, a metodologia tribut&aacute;ria pode afetar uma s&eacute;rie de outros contratos similares. A BT tem, por exemplo, a conta da Caixa para rede de lot&eacute;ricas, tamb&eacute;m considerado um dos grandes contratos p&uacute;blicos de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das empresas que observam atentamente o desenrolar do contrato da BT &eacute; a Embratel, que at&eacute; recentemente era a respons&aacute;vel pelo contrato de telecomunica&ccedil;&otilde;es com os Correios e que perdeu a licita&ccedil;&atilde;o para a BT por uma pequena diferen&ccedil;a, justamente porque adotou, em sua proposta, a tributa&ccedil;&atilde;o defendida pelos Correios, pelo ICMS. A empresa, segundo fontes dos Correios, &eacute; hoje o &#8220;maior fiscal&#8221; do contrato entre a BT e os Correios, com base na Lei de Acesso &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o, mas o assunto tamb&eacute;m est&aacute; sendo acompanhado pelo TCU, que ainda analisa o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A depender da interpreta&ccedil;&atilde;o judicial, a Embratel poderia argumentar que teria condi&ccedil;&otilde;es de oferecer um pre&ccedil;o de contrato melhor para os Correios, caso seguisse a mesma tributa&ccedil;&atilde;o adotada pela BT, em que parte dos servi&ccedil;os sofre desconto apenas de ISS, e n&atilde;o de ICMS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a quest&atilde;o tribut&aacute;ria &eacute; uma das pe&ccedil;as dessa disputa. Durante um per&iacute;odo de mais de um ano os Correios tamb&eacute;m n&atilde;o pagaram o que seria devido &agrave; BT por falta de aceite dos servi&ccedil;os prestados. E essa disputa tem outra causa: a falta de um sistema de ger&ecirc;ncia, entregue apenas em abril de 2012, para que os Correios pudessem fiscalizar a qualidade dos servi&ccedil;os prestados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro componente importante da disputa entre BT e Correios &eacute; o tipo de rede. A licita&ccedil;&atilde;o realizada em 2011 previa a utiliza&ccedil;&atilde;o de capacidade satelital. Isso permitiu &agrave; BT entrar na disputa com pre&ccedil;os agressivos, mas houve um impacto de performance junto a algumas ag&ecirc;ncias que eram antes atendidas pela Embratel por meio de links terrestres (as conex&otilde;es por sat&eacute;lite t&ecirc;m problemas mais acentuados de lat&ecirc;ncia). Segundo fontes da &aacute;rea t&eacute;cnica dos Correios, isso n&atilde;o dever&aacute; ser mais um problema, pois existe a previs&atilde;o de amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade dos links. N&atilde;o porque as conex&otilde;es estejam ruins, mas porque novos servi&ccedil;os ligados ao Banco Postal demandam maior capacidade. O contrato ampliando junto &agrave; BT a capacidade dos links deve sair nas pr&oacute;ximas semanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os Correios, contudo, a abertura da possibilidade de que os servi&ccedil;os fossem prestados por sat&eacute;lite foi important&iacute;ssima para reduzir o valor global da licita&ccedil;&atilde;o. A estimativa da estatal &eacute; que, se n&atilde;o fosse essa possibilidade, o contrato seria de pelo menos o dobro, sendo que as perdas de performance pelo uso de capacidade satelital s&atilde;o m&iacute;nimas em rela&ccedil;&atilde;o aos ganhos financeiros conseguidos com a proposta da BT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A BT foi procurada para comentar a disputa com os Correios, mas n&atilde;o deu retorno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Teletime29 de janeiro de 2013 Uma queda de bra&ccedil;os com grande potencial de repercuss&atilde;o no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es se desenrola nos bastidores de um dos maiores contratos p&uacute;blicos de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4323"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4323"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4323\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}