{"id":19834,"date":"2025-02-14T18:17:16","date_gmt":"2025-02-14T18:17:16","guid":{"rendered":"https:\/\/adcap.org.br\/?p=19834"},"modified":"2025-02-14T18:17:17","modified_gmt":"2025-02-14T18:17:17","slug":"adcap-net-14-02-2025-saiu-na-midia-atras-do-prejuizo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/adcap-net-14-02-2025-saiu-na-midia-atras-do-prejuizo\/","title":{"rendered":"ADCAP Net 14\/02\/2025 \u2013 Saiu na m\u00eddia! Atr\u00e1s do preju\u00edzo"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00e9ficit de 3,2 bilh\u00f5es de reais em 2024 ati\u00e7a os defensores da privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios, mas o rombo \u00e9 uma heran\u00e7a do governo Bolsonaro<\/p>\n\n\n\n<p>Carta Capital<br>13\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou\/ Com uma carta na m\u00e3o\/ Ante surpresa t\u00e3o rude\/ Nem sei como pude chegar ao port\u00e3o. Os versos de Mensagem, can\u00e7\u00e3o imortalizada nas vozes de Isaurinha Garcia e Maria Beth\u00e2nia, remetem ao tempo em que o servi\u00e7o postal fazia parte do imagin\u00e1rio e do cotidiano da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Fundada em 1969 com o objetivo de padronizar o atendimento e estender por todo o Pa\u00eds a possibilidade de envio e recebimento de correspond\u00eancias e encomendas, a Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos (ECT) viveu d\u00e9cadas de gl\u00f3ria, mas hoje enfrenta a necessidade de se adaptar a um mercado em transforma\u00e7\u00e3o e sofre com o ass\u00e9dio dos setores que desejam sua privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora recha\u00e7ada pelo presidente Lula, a proposta voltou \u00e0 tona desde que o Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos (MGI) anunciou que os Correios apresentaram um d\u00e9ficit de 3,2 bilh\u00f5es de reais em 2024, correspondente \u00e0 metade do buraco de 6,3 bilh\u00f5es apontado pelo Banco Central para um conjunto de 20 empresas federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto o governo quanto a dire\u00e7\u00e3o dos Correios afirmam que o d\u00e9ficit \u00e9 circunstancial e se deve, entre outras coisas, aos investimentos feitos nos \u00faltimos dois anos para reverter o sucateamento da empresa durante o governo Bolsonaro, quando chegou a ser inclu\u00edda no Plano Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s o an\u00fancio da lista de estatais deficit\u00e1rias, a secret\u00e1ria de Empresas Estatais do MGI, Elisa Leonel, disse que o caso dos Correios demanda a aten\u00e7\u00e3o do governo: \u201c\u00c9 uma empresa que est\u00e1 em um setor, o servi\u00e7o postal, que enfrenta crise no mundo inteiro. Temos discutido medidas de sustentabilidade\u201d. A ministra Esther Dweck, por sua vez, avalia que \u201co d\u00e9ficit n\u00e3o representa nenhum problema\u201d e que o Tesouro n\u00e3o ter\u00e1 de aportar dinheiro nos Correios.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da estatal, Fabiano Silva esteve com Lula para discutir formas de acabar com o d\u00e9ficit no prazo mais curto poss\u00edvel: \u201cDesde que assumimos os Correios, trabalhamos duro para recuperar a empresa. Foram dois anos de medidas estruturantes, de saneamento financeiro e de prepara\u00e7\u00e3o para um novo ciclo de crescimento. Apresentamos esse plano robusto que est\u00e1 sendo executado ao governo federal e iremos intensificar a sua implementa\u00e7\u00e3o em 2025. Estamos prontos para virar essa p\u00e1gina\u201d, diz. Segundo o MGI, os investimentos na estatal somaram 830 milh\u00f5es de reais em 2024, aumento de 9,2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Embora n\u00e3o adiante valores, Silva afirma que este ano haver\u00e1 novos investimentos e projetos: \u201cNossa estrat\u00e9gia \u00e9 inova\u00e7\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o operacional e entrada em novos mercados. Vamos lan\u00e7ar o banco digital, expandir a atua\u00e7\u00e3o na log\u00edstica para sa\u00fade, criar um marketplace pr\u00f3prio e investir em outras frentes estrat\u00e9gicas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Silva afirma que as transforma\u00e7\u00f5es deveriam ter come\u00e7ado quando a receita dos Correios cresceu durante a pandemia, mas a gest\u00e3o anterior interrompeu os investimentos: \u201cAgora estamos correndo para recuperar o tempo perdido e colocar os Correios de volta no caminho do crescimento. Trabalhamos para que isso apare\u00e7a j\u00e1 em 2025\u201d. A empresa, acrescenta seu presidente, \u201cfoi duramente sucateada no governo anterior\u201d, numa estrat\u00e9gia para justificar sua privatiza\u00e7\u00e3o. \u201cEntre 2019 e 2022, vimos o fechamento de centenas de ag\u00eancias, cortes de investimentos em tecnologia e seguran\u00e7a, perda de clientes e queda na qualidade dos servi\u00e7os. Al\u00e9m disso, os trabalhadores sofreram com a retirada de 40 cl\u00e1usulas do Acordo Coletivo, aumentando a inseguran\u00e7a na categoria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O desmonte, segundo Silva, gerou um preju\u00edzo de quase 1 bilh\u00e3o de reais, agravado por condena\u00e7\u00f5es judiciais trabalhistas. Houve ainda defasagem no reajuste tarif\u00e1rio acumulada em 74,12%, entre 2018 e 2023, o que impactou a receita da empresa. Outra contribui\u00e7\u00e3o ao d\u00e9ficit dos Correios foi o programa Remessa Controlada, popularmente conhecido como \u201ctaxa das blusinhas\u201d, que desaqueceu o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico e provocou uma queda de 2 bilh\u00f5es de reais na arrecada\u00e7\u00e3o do segmento postal. \u201cEstamos virando esta p\u00e1gina. O governo Lula tem garantido condi\u00e7\u00f5es para recuperar a estatal, com investimentos estrat\u00e9gicos para sua moderniza\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o de receitas e impacto social.\u201d Formada por aposentados e empregados ativos que ocuparam ou ocupam posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas e operacionais nos Correios, <strong>a Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais dos Correios (Adcap) enviou uma carta \u00e0 ministra Dweck<\/strong>, na qual pede \u201crespeito\u201d e afirma que a empresa \u00e9 de elevado interesse para a popula\u00e7\u00e3o brasileira. O documento afirma que os Correios sustentam uma cadeia de neg\u00f3cios que gera, para cada emprego direto, tr\u00eas empregos indiretos, segundo um estudo da Uni\u00e3o Postal Universal (UPU), ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o setor. \u201cAssim, se os Correios brasileiros empregam cerca de 90 mil trabalhadores, sua cadeia produtiva oferta mais de 350 mil postos de trabalho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A carta afirma que o papel estrat\u00e9gico dos Correios para a integra\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio nacional, o desenvolvimento social e econ\u00f4mico, o combate \u00e0s desigualdades regionais e a seguran\u00e7a nacional saiu vitorioso durante os debates p\u00fablicos que discutiram o projeto de privatiza\u00e7\u00e3o da empresa: \u201cVencido esse per\u00edodo, surge o desafio de avaliar os rumos que o atual governo e a gest\u00e3o dos Correios est\u00e3o dando para essa importante estrutura estatal federal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presidente da Adcap, Roberval Borges<\/strong> avalia que orientar o debate sobre a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios \u00fanica e exclusivamente em raz\u00e3o do desempenho econ\u00f4mico \u00e9 um erro: \u201cSuper\u00e1vits e d\u00e9ficits s\u00e3o quest\u00f5es circunstanciais e n\u00e3o enfrentam os fundamentos que caracterizam os servi\u00e7os como p\u00fablicos e de interesse social\u201d. A sustentabilidade econ\u00f4mica da empresa, diz Borges, decorre do modelo de financiamento de seus servi\u00e7os, que, no caso do Brasil, \u00e9 definido pelo chamado subs\u00eddio cruzado, sistema pelo qual as regi\u00f5es de maior poder econ\u00f4mico financiam as \u00e1reas mais carentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do modelo brasileiro, h\u00e1 basicamente outros dois modelos de financiamento postal praticados no mundo: o norte-americano, em que o Tesouro Nacional banca os d\u00e9ficits correntes e de investimentos; e o europeu, em que os operadores privados do segmento de log\u00edstica fracionada pagam taxa sobre seus faturamentos para constituir um fundo de universaliza\u00e7\u00e3o e financiar a atividade p\u00fablica postal. \u201cPara o modelo brasileiro funcionar, h\u00e1 necessidade de gest\u00e3o profissional e qualificada em todos os n\u00edveis, desde a administra\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica at\u00e9 o ch\u00e3o de f\u00e1brica, mas isso n\u00e3o ocorre atualmente.\u201d Borges afirma que o processo de restri\u00e7\u00e3o ao investimento e \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o ocorrido no governo Bolsonaro afetou o desempenho financeiro dos Correios em raz\u00e3o das perdas de produtividade e da falta de oferta de novos produtos e servi\u00e7os. Ele acrescenta, por\u00e9m, que n\u00e3o podemos atribuir os atuais d\u00e9ficits exclusivamente \u00e0 gest\u00e3o anterior. \u201cApesar de os Correios possu\u00edrem autoriza\u00e7\u00e3o para formar parcerias, inclusive no exterior, passados mais de dois anos do atual governo nenhuma parceria em novos neg\u00f3cios foi implementada nem a atua\u00e7\u00e3o internacional, que se constituiu em forte base para o aumento de receitas, ocorreu.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Secret\u00e1rio-geral da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Tel\u00e9grafos e Similares (Fentect), Emerson Marinho afirma que grande parte do d\u00e9ficit d\u00e1-se por conta do sucateamento, mas lembra que Bolsonaro tamb\u00e9m promoveu um calote no pagamento de d\u00edvidas determinado pela Justi\u00e7a: \u201cNo governo anterior, n\u00e3o se pagaram as a\u00e7\u00f5es de precat\u00f3rios e o governo atual decidiu pela sua libera\u00e7\u00e3o, o que tamb\u00e9m impactou significativamente o balan\u00e7o da empresa\u201d. A dire\u00e7\u00e3o dos Correios informa que, al\u00e9m dos precat\u00f3rios, tamb\u00e9m foram pagos no ano passado 800 mil reais em \u201cremunera\u00e7\u00e3o compensat\u00f3ria\u201d a dirigentes da estatal que atuaram no governo Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO governo anterior tentou destruir os Correios. Quis privatizar a qualquer custo, mas n\u00e3o conseguiu, devido \u00e0 resist\u00eancia dos trabalhadores mobilizados em todo o Brasil e dentro do Congresso Nacional\u201d, diz Marinho. O sindicalista avalia que falta ao atual governo uma pol\u00edtica de neg\u00f3cios mais incisiva, para buscar novos clientes e ir atr\u00e1s da constru\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o de uma proposta da federa\u00e7\u00e3o. \u201cCom a cria\u00e7\u00e3o do marketplace, os Correios disputariam com grandes players nacionais e internacionais, como Mercado Livre, Magalu e Amazon. Seria uma maneira de, devido \u00e0 capacidade log\u00edstica e \u00e0 capilaridade dos Correios, estar em todo territ\u00f3rio nacional buscando uma recomposi\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios e receita r\u00e1pida. Mas, at\u00e9 agora, nem o governo nem a dire\u00e7\u00e3o da empresa colocaram isso para andar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00e9ficit de 3,2 bilh\u00f5es de reais reacendeu a chama entre os setores que defendem a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios: \u201cA taxa das blusinhas justifica em parte o mau desempenho, mas o maior problema \u00e9 que a empresa \u00e9 inchada e ineficiente. Faz uma entrega boa, mas o servi\u00e7o est\u00e1 decaindo. Ainda tem de melhorar muito para se tornar uma empresa lucrativa\u201d, disse o economista Alexandre Chaia ao jornal O Globo. A tese \u00e9 refutada por Marinho: \u201cOs Correios n\u00e3o t\u00eam uma estrutura inchada, embora ela precise ser otimizada e mais objetiva com aquilo que se quer. As diretorias s\u00e3o as mesmas do governo anterior, os departamentos s\u00e3o os mesmos e alguns foram at\u00e9 extintos\u201d. O secret\u00e1rio-geral da Fentect diz que as cr\u00edticas por inefici\u00eancia \u201cbuscam justificar o injustific\u00e1vel\u201d, que \u00e9 tentar trazer de volta o debate sobre a privatiza\u00e7\u00e3o. \u201cO que \u00e9 preciso para que os Correios voltem a ser uma empresa que n\u00e3o s\u00f3 d\u00ea lucro, mas tamb\u00e9m continue garantindo a qualidade do servi\u00e7o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma melhor estrat\u00e9gia de otimiza\u00e7\u00e3o dos seus recursos de neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Os Correios t\u00eam atualmente 85 mil funcion\u00e1rios contratados via CLT, uma frota com 23 mil ve\u00edculos, 10 linhas de transporte a\u00e9reo de carga, 8 mil unidades operacionais e mais de 10 mil ag\u00eancias espalhadas por todo o Brasil. A empresa \u00e9 respons\u00e1vel por opera\u00e7\u00f5es como a entrega de urnas eletr\u00f4nicas, medicamentos, fraldas, leite em p\u00f3 e provas de concursos p\u00fablicos. Ap\u00f3s a cat\u00e1strofe ambiental que vitimou o Rio Grande do Sul em maio do ano passado, a estatal foi respons\u00e1vel pela entrega de 30 mil toneladas de donativos em todo o estado. \u201cOs Correios ocupam um posto estrat\u00e9gico enquanto empresa p\u00fablica, posi\u00e7\u00e3o confirmada pelo presidente Lula em seu primeiro dia de governo ao retirar a estatal da lista de privatiza\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta Fabiano Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Manter essa posi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o governo Bolsonaro, acrescenta o presidente dos Correios, demanda esfor\u00e7o: \u201cEstamos investindo fortemente em infraestrutura, seguran\u00e7a, renova\u00e7\u00e3o da frota e tecnologia, para consolidar a empresa como o principal provedor log\u00edstico para o setor p\u00fablico e privado. Em dois anos, j\u00e1 aplicamos mais de 2 bilh\u00f5es de reais em melhorias\u201d. Silva garante que os resultados j\u00e1 come\u00e7aram a aparecer: \u201cRecuperamos contratos com grandes clientes do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, ampliamos nossa presen\u00e7a na log\u00edstica de governo e seguimos avan\u00e7ando para tornar os Correios cada vez mais sustent\u00e1veis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Silva ressalta que a empresa n\u00e3o \u00e9 dependente de recursos do Tesouro Nacional e tem suas opera\u00e7\u00f5es custeadas por receita pr\u00f3pria. Ele reconhece que medidas para o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o, como a taxa das blusinhas, atrapalharam, mas observa que os Correios t\u00eam de dar sua cota de sacrif\u00edcio para o sucesso do governo. \u201cAs mudan\u00e7as nas remessas internacionais fazem parte de um processo natural de reacomoda\u00e7\u00e3o do mercado, impulsionado por regras mais claras de transpar\u00eancia na importa\u00e7\u00e3o. Todo o setor passou por ajustes e os Correios tamb\u00e9m se adaptaram para seguirmos competitivos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos Correios, integram a lista de empresas estatais deficit\u00e1rias, em 2024, a Infraero, a Casa da Moeda e o Serpro, entre outras. A ministra Esther Dweck afirma que n\u00e3o existe rombo: \u201cEssas empresas est\u00e3o gastando o dinheiro que t\u00eam em caixa e aumentaram seus investimentos. Foi um aumento de 44% sobre 2023 e de quase 100% sobre 2022\u201d. Ela acrescenta que as estatais devem ser avaliadas pelo resultado de suas contabilidades empresariais: \u201cA\u00ed se consideram a realiza\u00e7\u00e3o do investimento e seu tempo de amortiza\u00e7\u00e3o. Ele n\u00e3o entra como despesa cheia\u201d. Dweck diz que \u201ca metodologia do Banco Central n\u00e3o \u00e9 a mais adequada para compreender as estatais porque \u201c\u00e9 apurada mensalmente e leva em conta apenas as despesas e receitas daquele ano\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma linha foi seguida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad: \u201cN\u00e3o \u00e9 verdade que haja um rombo. \u00c0s vezes, a contabilidade das estatais n\u00e3o \u00e9 a mesma da contabilidade p\u00fablica. Ent\u00e3o, quando voc\u00ea faz investimento, \u00e0s vezes isso aparece como d\u00e9ficit, mas n\u00e3o \u00e9\u201d. Na semana passada, Lula reuniu-se com os ministros e com os presidentes de Banco do Brasil, Caixa Econ\u00f4mica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amaz\u00f4nia, ocasi\u00e3o em que foi apresentado pelas institui\u00e7\u00f5es um panorama dos resultados das linhas de financiamento e de cr\u00e9dito p\u00fablico. \u201cO presidente Lula est\u00e1 muito preocupado e prestando muita aten\u00e7\u00e3o nas estatais\u201d, disse a ministra da Gest\u00e3o ao final da reuni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Roberval Borges<\/strong> lembra que a presta\u00e7\u00e3o dos Correios como servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 definida pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal: \u201cO Supremo Tribunal Federal por diversas oportunidades reafirmou que os servi\u00e7os postais s\u00e3o p\u00fablicos e de interesse social. Assim est\u00e1 definida, organizada e delimitada a atua\u00e7\u00e3o dos Correios\u201d. Ele reafirma a fun\u00e7\u00e3o primordial da empresa: \u201cOs Correios atuam em diversos fatores de ordem estrat\u00e9gica nacional, como, por exemplo, a integra\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, ao garantir a todos os brasileiros, em especial \u00e0queles que vivem nas cidades mais long\u00ednquas, a possibilidade de enviar e receber comunica\u00e7\u00e3o, bens e servi\u00e7os\u201d. Al\u00e9m disso, diz o presidente da Adcap, a manuten\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o postal como p\u00fablico garante que o envio de objetos proibidos como drogas, animais silvestres, obras de arte sacra e outros n\u00e3o ocorra no territ\u00f3rio nacional, em raz\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o de sistemas de seguran\u00e7a com raios X e espectr\u00f4metros de massa. \u201cS\u00f3 um servi\u00e7o estatal pode dar conta disso\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o Nacional da ADCAP.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O d\u00e9ficit de 3,2 bilh\u00f5es de reais em 2024 ati\u00e7a os defensores da privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios, mas o rombo \u00e9 uma heran\u00e7a do governo Bolsonaro Carta Capital13\/02\/2025 Quando o carteiro&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3,43],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19834"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19834"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19834\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}