{"id":16233,"date":"2021-09-24T15:25:41","date_gmt":"2021-09-24T15:25:41","guid":{"rendered":"https:\/\/adcap.org.br\/?p=16233"},"modified":"2021-09-24T15:25:41","modified_gmt":"2021-09-24T15:25:41","slug":"adcap-net-24-09-2021-graves-riscos-para-o-e-commerce-com-a-privatizacao-dos-correios-veja-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/adcap-net-24-09-2021-graves-riscos-para-o-e-commerce-com-a-privatizacao-dos-correios-veja-mais\/","title":{"rendered":"Adcap Net 24\/09\/2021 &#8211; Graves riscos para o e-commerce com a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios &#8211; Veja mais!"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>Saiba quais s\u00e3o os graves riscos para o e-<\/strong><strong>commerce com a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios<\/strong><\/h1>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Os pequenos operadores de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico podem se ver completamente inviabilizados de um dia para o outro<\/p>\n<p>Brasil de Fato<br \/>\n23\/09\/2021<br \/>\nPor Marcos C\u00e9sar<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/adcap.org.br\/wp-content\/uploads\/Net-2409.jpg\" data-rel=\"penci-gallery-image-content\" ><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16234\" src=\"https:\/\/adcap.org.br\/wp-content\/uploads\/Net-2409.jpg\" alt=\"\" width=\"717\" height=\"517\" srcset=\"https:\/\/adcap.org.br\/wp-content\/uploads\/Net-2409.jpg 717w, https:\/\/adcap.org.br\/wp-content\/uploads\/Net-2409-300x216.jpg 300w, https:\/\/adcap.org.br\/wp-content\/uploads\/Net-2409-585x422.jpg 585w\" sizes=\"(max-width: 717px) 100vw, 717px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de haver no Brasil milhares de transportadoras, incluindo filiais de grandes multinacionais, tr\u00eas em cada quatro empresas de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico brasileiro utilizam os Correios para seus envios.<\/p>\n<p>As raz\u00f5es para isso est\u00e3o principalmente nos pre\u00e7os praticados pelos Correios, em geral entre os menores, na abrang\u00eancia dos servi\u00e7os, que chegam efetivamente a todo o pa\u00eds, e na qualidade e consist\u00eancia dos servi\u00e7os, que viabilizam atendimento seguro ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Com a inten\u00e7\u00e3o do governo de privatizar os Correios, esse quadro \u00e9 colocado em risco, porque, diferentemente do que alega o governo, nos processos de privatiza\u00e7\u00e3o ocorridos no setor o que se viu de imediato foi um significativo aumento de pre\u00e7os nos servi\u00e7os e queda da qualidade, com o fechamento de ag\u00eancias e redu\u00e7\u00e3o do quadro de empregados.<\/p>\n<p>No Brasil, a tend\u00eancia \u00e9 ainda mais grave, em fun\u00e7\u00e3o de peculiaridades locais como as imensas assimetrias e dificuldades log\u00edsticas de um pa\u00eds continental e o fato de que os Correios s\u00e3o tidos hoje como \u201clonga manus da Uni\u00e3o\u201d, o que lhe garante imunidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00c9, ent\u00e3o, bem simples de perceber o que espera as empresas de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico caso a privatiza\u00e7\u00e3o seja levada a cabo, como pretende o governo.<\/p>\n<p>Basta lembrar que o mercado de transporte de encomendas \u00e9 totalmente livre no pa\u00eds. As transportadoras podem se organizar como bem entenderem, comprarem outras, atuarem nas regi\u00f5es que mais lhes interessam. E, mesmo assim, o que se v\u00ea s\u00e3o pre\u00e7os em geral muito maiores que os praticados pelos Correios, sem contar a aus\u00eancia dessas empresas em milhares de munic\u00edpios brasileiros, aonde apenas os Correios chegam.<\/p>\n<p>Um aspecto central nisso tudo \u00e9 que, dependendo do tamanho do aumento de pre\u00e7os que o novo dono dos Correios praticar, os pequenos operadores de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico que hoje existem no pa\u00eds podem se ver completamente inviabilizados de um dia para o outro.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o relevante \u00e9 que o compromisso de universaliza\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os postais se limitar\u00e1 aos servi\u00e7os prestados sob regime de monop\u00f3lio, n\u00e3o alcan\u00e7ando os de encomendas. Assim, a crit\u00e9rio do novo dono dos Correios, rotas de entrega de encomendas que n\u00e3o forem suficientemente lucrativas poder\u00e3o ser descontinuadas.<\/p>\n<p>\u00c9, portanto, muito importante que os operadores do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico estejam atentos a essa iniciativa do governo federal de privatizar os Correios.<\/p>\n<p>Os efeitos para os neg\u00f3cios desses empres\u00e1rios podem ser catastr\u00f3ficos, diferentemente do que traz o discurso oficial, que tenta vender um quadro de avan\u00e7o, quando se trata mesmo de desmontar uma estrutura p\u00fablica que funciona de forma sustent\u00e1vel e que tem servido \u00e0s empresas e cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>*Marcos C\u00e9sar Alves \u00e9 vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais dos Correios (ADCAP).<\/p>\n<h1><strong>A quem interessa privatizar os Correios?,\u00a0<\/strong><strong>pergunta Jos\u00e9 Dirceu\u00a0<\/strong><\/h1>\n<p>Empresa recuperou equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro, \u00e9 bem avaliada por clientes e cumpre papel social \u00fanico e insubstitu\u00edvel<\/p>\n<p>Poder 360<br \/>\n23\/09\/2021<br \/>\nPor Jos\u00e9 Dirceu<\/p>\n<p>Com mais de 350 anos e uma origem que remota \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do cargo de Correio-mor\u00a0em 1663, no Rio de Janeiro, os Correios do Brasil t\u00eam um papel antes de\u00a0mais nada social, como define a Constitui\u00e7\u00e3o. Sua capilaridade \u00e9 prova\u00a0inquestion\u00e1vel de sua relev\u00e2ncia social e papel integrador na economia\u00a0nacional: est\u00e1 presente em mais de 5.500 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Por ser um servi\u00e7o essencial como a \u00e1gua e a luz, sua tarifa faz parte das despesas\u00a0obrigat\u00f3rias de grande parte das fam\u00edlias. Da\u00ed a import\u00e2ncia de praticar pre\u00e7os\u00a0justos e garantir a universalidade de um servi\u00e7o essencial como o registro do CPF,\u00a0a distribui\u00e7\u00e3o de urnas eleitorais, o alistamento do servi\u00e7o militar e a\u00a0correspond\u00eancia judicial, entre outros.<\/p>\n<p>O governo justifica sua privatiza\u00e7\u00e3o com argumentos falsos: superioridade do sistema proposto, situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria da ECT com risco para as contas p\u00fablicas e incapacidade da empresa de investimentos para sua moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que exigiria, por ano, R$ 2,5 bilh\u00f5es dos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Dados de 2016 da Uni\u00e3o Postal Universal indicam que, naquele ano, em apenas 8 de 195 pa\u00edses a presta\u00e7\u00e3o desse servi\u00e7o era privada: Reino Unido, Portugal, Pa\u00edses Baixos, L\u00edbano, Mal\u00e1sia, Cingapura e Aruba.<\/p>\n<p>O modelo proposto pelo governo para privatizar os Correios n\u00e3o vai acabar com o monop\u00f3lio. Vai transferi-lo para o setor privado por um per\u00edodo m\u00ednimo de 5 anos, sem teto m\u00e1ximo. Nos pa\u00edses onde se privatizou o servi\u00e7o n\u00e3o houve aumento da concorr\u00eancia. Ao contr\u00e1rio, o \u00edndice de concentra\u00e7\u00e3o na maioria dos casos \u00e9 de 70% pela simples raz\u00e3o de que o setor se caracteriza pelo ganho de escala.<\/p>\n<p>Na maioria dos pa\u00edses, o escopo do servi\u00e7o universal envolve correspond\u00eancia,\u00a0encomendas e servi\u00e7os adicionais. Tamb\u00e9m a ag\u00eancia reguladora atua at\u00e9 sobre as\u00a0encomendas. Muitos pa\u00edses incluem como servi\u00e7o essencial a entrega de jornais e\u00a0revistas, servi\u00e7os comunit\u00e1rios e p\u00fablicos.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia internacional comprova que a privatiza\u00e7\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de aumento\u00a0das tarifas postais e de encomendas. No Brasil, o fim do subs\u00eddio tribut\u00e1rio dos\u00a0Correios provocar\u00e1 aumento de pre\u00e7os ao consumidor nas regi\u00f5es Norte,\u00a0Nordeste e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>Lembrando que os pre\u00e7os da ECT nas encomendas \u00e9 2\/3 do pre\u00e7o dos\u00a0concorrentes privados.<\/p>\n<p>MODELO DE PRIVATIZA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Os pa\u00edses que decidiram pela privatiza\u00e7\u00e3o o fizeram de forma gradual. Primeiro\u00a0transformaram os Correios em S.A. com participa\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria do governo,\u00a0criaram uma ag\u00eancia reguladora e aprovaram uma regulamenta\u00e7\u00e3o para o setor.<br \/>\nEm 2\u00ba lugar, definiram a universaliza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o postal suportada pela cria\u00e7\u00e3o\u00a0de um fundo. Ent\u00e3o, quebraram o monop\u00f3lio postal e deram um prazo de 5 a 10\u00a0anos para a transi\u00e7\u00e3o que se iniciou com a venda de a\u00e7\u00f5es do governo.<\/p>\n<p>Nosso modelo de privatiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 na contram\u00e3o da experi\u00eancia mundial.\u00a0Determina a venda integral da empresa para o capital privado, manuten\u00e7\u00e3o do\u00a0monop\u00f3lio privado por no m\u00ednimo 5 anos sem definir o prazo m\u00e1ximo, n\u00e3o cria\u00a0uma ag\u00eancia espec\u00edfica, sobrecarregando a Anatel, e deixa a seu crit\u00e9rio definir\u00a0regras de universaliza\u00e7\u00e3o, tarifa\u00e7\u00e3o e objetos postais. Caber\u00e1 tamb\u00e9m \u00e0 Anatel\u00a0definir por localidade os pre\u00e7os que hoje s\u00e3o nacionais \u2013o que \u00e9 quest\u00e3o cr\u00edtica e\u00a0sens\u00edvel.<\/p>\n<p>Apenas Argentina e Portugal adotaram este modelo de privatiza\u00e7\u00e3o. E, em ambos\u00a0os casos, ele foi mal sucedido.<\/p>\n<p>O que s\u00e3o os Correios do Brasil? S\u00e3o:\u00a014,5 milh\u00f5es de mensagens entregues\u00a0por dia, 1,5 milh\u00e3o de encomendas\u00a0nacionais e internacionais por dia, 9\u00a0linhas a\u00e9reas com 246,6 toneladas de\u00a0carga a\u00e9rea transportadas por dia, 11,5\u00a0mil unidades de atendimento, 180\u00a0milh\u00f5es de atendimentos, 1,5 milh\u00e3o de\u00a0km de rodovia rodados por dia (950 mil\u00a0km interestaduais e 600 mil\u00a0intermunicipal), 5.558 munic\u00edpios atendidos, 8.763 distritos, 24 mil ve\u00edculos\u00a0pr\u00f3prios, 53 mil carteiros, 20 mil atendentes, 39 unidades de tratamento,\u00a0capacidade para tratar 27,5 milh\u00f5es de objetos\/dia. Em 58% (3.200) munic\u00edpios do\u00a0Brasil s\u00f3 existem os Correios prestando servi\u00e7o de coleta\/entrega de\u00a0encomendas.<\/p>\n<p>Os Correios mant\u00eam 4.500 ag\u00eancias comunit\u00e1rias em conv\u00eanio com as prefeituras locais, que ser\u00e3o fechadas com a privatiza\u00e7\u00e3o; s\u00e3o eles tamb\u00e9m que fazem a distribui\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos do FNDE \u2013como a maior parte das cidades do Brasil n\u00e3o tem livraria, com a privatiza\u00e7\u00e3o o custo vai subir, e muito.<\/p>\n<p>Como o servi\u00e7o de encomendas n\u00e3o ser\u00e1 regulado, na privatiza\u00e7\u00e3o podemos ter um apag\u00e3o na log\u00edstica para as pequenas empresas com o aumento dos pre\u00e7os. E o aumento das tarifas pesar\u00e1 sobre os governos estaduais e municipais, respons\u00e1veis por 20% do total postado.<\/p>\n<p>BOA IMAGEM<\/p>\n<p>A ECT conta com a confian\u00e7a dos usu\u00e1rios e da sociedade brasileira. S\u00f3 perde para os bombeiros. Tem melhor imagem que as igrejas e as For\u00e7as Armadas. Sua qualidade operacional \u00e9 bem avaliada e se equipara \u00e0 daqueles que foram privatizados e os usu\u00e1rios reclamam pouco dos seus servi\u00e7os. Nos \u00faltimos 6 meses, ficaram em 11o lugar no ranking, \u00e0 frente da Magalu e do Mercado Livre.<\/p>\n<p>Mesmo no mercado concorrencial de envio de objetos, os Correios det\u00eam 95% dos\u00a0clientes de varejo que n\u00e3o utilizam nenhum outro concorrente.<\/p>\n<p>S\u00e3o 413 mil brasileiros e brasileiras que trabalham diretamente para os Correios e\u00a0estar\u00e3o sob o risco de demiss\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s 18 meses da privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 5 anos, os Correios fizeram a transi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do seu\u00a0faturamento do segmento postal para o segmento de encomendas e podem\u00a0diversificar seu portf\u00f3lio de produtos no mercado com a reabertura das opera\u00e7\u00f5es\u00a0do Banco Postal e da Ag\u00eancia Cidad\u00e3. O monop\u00f3lio s\u00f3 representa 30% do\u00a0faturamento da empresa. O setor concorrencial \u00e9 o respons\u00e1vel pelo grosso do\u00a0faturamento e as postagens internacionais crescem em decorr\u00eancia da\u00a0importa\u00e7\u00e3o de produtos da China. A empresa, no entanto, perdeu receita de R$ 1\u00a0bilh\u00e3o por ano com o fim do Banco Postal.<\/p>\n<p>Apesar de ter registrado preju\u00edzos entre 2013 a 2016 (em decorr\u00eancia do registro\u00a0de despesa cont\u00e1bil com plano de sa\u00fade dos funcion\u00e1rios), os Correios voltaram a\u00a0ter resultado positivo a partir de 2017. E a previs\u00e3o \u00e9 de que de 2021 a 2030 ter\u00e3o\u00a0um lucro acumulado de R$ 16 bilh\u00f5es, com pagamento \u00e0 Uni\u00e3o R$ 4 bilh\u00f5es em\u00a0dividendos, de acordo com documento elaborado pela Federa\u00e7\u00e3o dos\u00a0Trabalhadores da ECT. Nos \u00faltimos 20 anos, os Correios pagaram \u00e0 Uni\u00e3o R$ 7\u00a0bilh\u00f5es (em valores atualizados). De 2006 a 2020, foram investidos R$ 6,9 bilh\u00f5es,\u00a0para atender ao crescimento da demanda de encomendas.<\/p>\n<p>O governo superestima a necessidade de investimentos \u2013R$ 2,5 bilh\u00f5es ao ano\u2013\u00a0para justificar a privatiza\u00e7\u00e3o. Trata-se de um mito, j\u00e1 que em 2018 e 2019 os\u00a0Correios foram reconhecidos como o n\u00famero 1 na categoria de log\u00edstica em ecommerce pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Com\u00e9rcio Eletr\u00f4nico. A empresa tamb\u00e9m\u00a0iniciou um programa de redu\u00e7\u00e3o do imobilizado por meio de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis,\u00a0concentrando os investimentos em log\u00edstica e tecnologia, m\u00e1quinas de triagem e\u00a0automa\u00e7\u00e3o de encomendas, e nova frota de ve\u00edculos neste ano. Com essas\u00a0medidas, reduziu em 50% a necessidade de investimentos.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que diz a propaganda do governo, a moderniza\u00e7\u00e3o dos Correios\u00a0vem ocorrendo desde 2011 a partir do novo estatuto da empresa que permitiu\u00a0sua atua\u00e7\u00e3o no exterior e no segmento postal eletr\u00f4nico, financeiro e de log\u00edstica\u00a0integrada. E tamb\u00e9m lhe abriu a possibilidade de firmar parcerias comerciais que\u00a0agregam valor \u00e0 sua rede e marca e que lhe possibilitou participar, como s\u00f3cio\u00a0minorit\u00e1rio, de outras empresas e at\u00e9 mesmo constituir subsidi\u00e1rias.<\/p>\n<p>Nada justifica a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios a n\u00e3o ser interesses privados\u00a0monopolistas. E, claro, a ideologia que permeia o governo Bolsonaro de\u00a0desmontar as bases do Estado nacional numa nega\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter de integra\u00e7\u00e3o\u00a0nacional que a cria\u00e7\u00e3o, em 1931, do Correio A\u00e9reo Nacional simbolizou. Com o\u00a0Correio A\u00e9reo Nacional, o governo integrou as mais distantes regi\u00f5es do pa\u00eds,\u00a0levando a\u00e7\u00f5es sociais a comunidades antes totalmente abandonadas.<\/p>\n<p>Para minha tristeza, leio agora que o governo gastar\u00e1 R$ 10 milh\u00f5es em uma campanha publicit\u00e1ria para justificar a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios. Como sei que a maioria dos brasileiros se op\u00f5e a esta medida, espero que Senado rejeite este ataque direto a nosso patrim\u00f4nio nacional \u00ad\u2013a ECT.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<big>\u00a0<\/big><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><big><strong>Dire\u00e7\u00e3o Nacional da ADCAP.<\/strong><\/big><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba quais s\u00e3o os graves riscos para o e-commerce com a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios Os pequenos operadores de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico podem se ver completamente inviabilizados de um dia para o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3,43],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16233"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16233"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16233\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}