{"id":12978,"date":"2019-10-24T14:37:19","date_gmt":"2019-10-24T14:37:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/?p=12978"},"modified":"2019-10-24T14:37:19","modified_gmt":"2019-10-24T14:37:19","slug":"adcap-net-24-10-2019-correios-acaba-com-sua-subsidiaria-veja-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/adcap-net-24-10-2019-correios-acaba-com-sua-subsidiaria-veja-mais\/","title":{"rendered":"Adcap Net 24\/10\/2019 &#8211; Correios acaba com sua subsidi\u00e1ria &#8211; Veja mais!"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>Os diretores da FINDECT visitaram os g<\/strong><strong>abinetes dos deputados federais e articularam\u00a0<\/strong><strong>apoio pol\u00edtico em defesa dos Correios<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Findect<br \/>\n23\/10\/19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os diretores da FINDECT Wilson Ara\u00fajo (MA), Maxy Morais (TO), Silvana Azeredo (SP) e D\u00e9bora Henrique (RJ), nos dias 22 e 23 de outubro deram sequ\u00eancia \u00e0 s\u00e9rie de visitas aos gabinetes dos deputados federais, buscando dialogar e articular apoio em defesa dos <strong>Correios <\/strong>p\u00fablico e 100% estatal, al\u00e9m de acompanhar o lan\u00e7amento da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Servi\u00e7o P\u00fablico em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em busca de conquistar mais apoio, os diretores visitaram alguns parlamentares, entre eles os deputados federais Juscelino Filho (DEM-MA) e Gil Cutrim (PDT-MA), que, al\u00e9m de receberem muito bem os representantes da Federa\u00e7\u00e3o, demonstraram preocupa\u00e7\u00e3o sobre a limita\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o postal pela popula\u00e7\u00e3o, sobre o futuro dos 100 mil trabalhadores e da sociedade com uma prov\u00e1vel venda da estatal. Os representantes conversaram com os parlamentares e passaram uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es sobre os impactos que a privatiza\u00e7\u00e3o pode causar a toda popula\u00e7\u00e3o, trabalhadores e para a economia do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho pol\u00edtico de visitar e dialogar com os parlamentares sobre a import\u00e2ncia de manter os Correios p\u00fablico e 100% estatal \u00e9 fundamental, por conta disso a FINDECT tem intensificado os trabalhos junto aos deputados federais, estaduais e nas prefeituras das cidades, conversando com os parlamentares a fim de buscar o compromisso de defender o direito da popula\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o postal p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7amento da Frente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A FINDECT tamb\u00e9m participou nessa quarta-feira, 23, do lan\u00e7amento da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Servi\u00e7o P\u00fablico em Bras\u00edlia. Frente importante no debate e defesa dos direitos dos servidores e do fortalecimento do servi\u00e7o p\u00fablico de qualidade a toda popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante que os trabalhadores tamb\u00e9m se incorporem \u00e0s atividades, seja ela visita aos gabinetes como tamb\u00e9m dos atos e panfletagens realizadas pelos sindicatos, afinal de contas, defender o servi\u00e7o p\u00fablico dos Correios \u00e9 dar continuidade, tamb\u00e9m, aos nossos servi\u00e7os como trabalhadores da maior empresa p\u00fablica brasileira \u2013 os Correios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/findect.org.br\/sem-categoria\/findect-articula-deputados-federais-defesa-correios\/\">FINDECT EM DEFESA DOS CORREIOS P\u00daBLICO, 100% ESTATAL E DE QUALIDADE!<\/a>\n<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>Correios acaba com sua subsidi\u00e1ria<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Correios do Brasil<br \/>\n24\/10\/19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Conselho de Administra\u00e7\u00e3o dos <strong>Correios <\/strong>aprovou a proposta de dissolu\u00e7\u00e3o e liquida\u00e7\u00e3o integral da Correios Participa\u00e7\u00f5es S. A. Criada em 2014 para gerir parcerias estrat\u00e9gicas, nunca conseguiu concluir sua finalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A subsidi\u00e1ria acumula R$ 21 milh\u00f5es em patrim\u00f4nio negativo l\u00edquido, que ser\u00e1 absorvido pelos Correios. Tem um custo anual de R$ 3,3 milh\u00f5es. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Estad\u00e3o.\n<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>Um ano ap\u00f3s reclamar que China &#8216;compraria o\u00a0<\/strong><strong>Brasil&#8217;, Bolsonaro quer vender estatais e\u00a0<\/strong><strong>commodities em visita a Xi Jinping<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">BBC News Brasil a Pequim<br \/>\n23\/19\/19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente Jair Bolsonaro chega nesta quarta-feira (23\/10) ao momento mais importante de sua viagem pela \u00c1sia e pelo Oriente M\u00e9dio com o desafio de avan\u00e7ar em tr\u00eas grandes objetivos econ\u00f4micos, ao mesmo tempo em que tenta minimizar obst\u00e1culos pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos que surgiram ap\u00f3s sua posse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua estreia em solo chin\u00eas, o brasileiro aposta no eixo-chave do maior projeto de investimentos de seu governo: encontrar empres\u00e1rios dispostos a comprar estatais em processo de privatiza\u00e7\u00e3o, como a Eletrobras, os <strong>Correios <\/strong>e setores da Petrobras. Tamb\u00e9m quer mostrar um Brasil mais disposto do que nunca a vender soja, carne, petr\u00f3leo e min\u00e9rio de ferro ao gigante asi\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, busca convencer megainvestidores a construirem ferrovias, estradas, portos e usinas de energia na expectativa de destravar a economia brasileira, estacionada em problemas hist\u00f3ricos de infraestrutura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cliente \u00e9 um velho conhecido. H\u00e1 10 anos, a China \u00e9 o principal parceiro comercial do Brasil no mundo. A rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses vem se aprimorando com o passar do tempo: em 2018, a soma das importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es entre os dois pa\u00edses alcan\u00e7ou um recorde in\u00e9dito na Am\u00e9rica Latina \u2014 US$ 98,9 bilh\u00f5es, ou quase R$ 400 bilh\u00f5es, sinalizando um \u00e1pice na rela\u00e7\u00e3o bilateral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o governo brasileiro tamb\u00e9m colocou pedras no caminho para atingir suas pr\u00f3prias metas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um ano, em outubro de 2018, Bolsonaro, ainda candidato \u00e0 Presid\u00eancia, subiu o tom contra o pa\u00eds asi\u00e1tico e ganhou manchetes no mundo inteiro ao dizer: &#8220;A China n\u00e3o compra no Brasil. A China est\u00e1 comprando o Brasil&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cinco meses depois, em aula magna a formandos do Itamaraty, o chanceler bolsonarista Ernesto Ara\u00fajo disse a diplomatas que o Brasil n\u00e3o iria &#8220;vender sua alma&#8221; para &#8220;exportar min\u00e9rio de ferro e soja&#8221; para a China comunista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cen\u00e1rio nesta semana \u00e9 o oposto. Prestes a encontrar o presidente chin\u00eas, Xi Jinping, na capital do pa\u00eds com o maior Partido Comunista do planeta, o l\u00edder brasileiro tenta aproveitar o v\u00e1cuo aberto pela guerra comercial entre China e EUA para ampliar ao m\u00e1ximo seus neg\u00f3cios com os chineses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio a tantos altos e baixos, quais devem ser os resultados pr\u00e1ticos da visita e como os chineses reagir\u00e3o \u00e0 reaproxima\u00e7\u00e3o bolsonarista? Que impactos ela pode ter na rela\u00e7\u00e3o amistosa entre o brasileiro e o presidente americano, Donald Trump? E por que os brasileiros exportam apenas commodities a um dos mercado consumidores mais \u00e1vidos por produtos industrializados em todo o planeta?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Choque de realidade<br \/>\nA viagem \u00e9 descrita por representantes do mercado, da academia e da diplomacia ouvidos pela BBC News Brasil na China como &#8220;controle de danos&#8221;, &#8220;choque de realidade&#8221; e &#8220;corre\u00e7\u00e3o entre o discurso eleitoral e o de governo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A gente passou por atritos profundos na rela\u00e7\u00e3o bilateral durante a campanha eleitoral&#8221;, avalia Tulio Cariello, coordenador do Conselho Empresarial Brasil-China, que re\u00fane as principais empresas brasileiras do setor. &#8220;As frases pol\u00eamicas do governo n\u00e3o faziam o menor sentido por uma raz\u00e3o muito simples: a rela\u00e7\u00e3o entre Brasil e China \u00e9 hoje essencialmente econ\u00f4mica, e n\u00e3o pol\u00edtica.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para a China s\u00e3o compostas principalmente por produtos b\u00e1sicos, sem valor agregado. A soja ocupa o topo da lista, com 35% das exporta\u00e7\u00f5es, seguida por \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo (24%) e min\u00e9rio de ferro (21%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado, segundo o Itamaraty, as importa\u00e7\u00f5es brasileiras de produtos chineses &#8220;correspondem, em sua quase totalidade, a produtos manufaturados&#8221; \u2014 a maioria \u00e9 formada por componentes el\u00e9tricos e bens de consumo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Representando o lado chin\u00eas, o especialista em infraestrutura Jesse Guimar\u00e3es, diretor de uma das maiores multinacionais chinesas de constru\u00e7\u00e3o pesada, classifica a viagem como uma oportunidade de &#8220;destravar mais de 200 projetos de infraestrutura apresentados pelo governo Bolsonaro para empres\u00e1rios chineses&#8221; e &#8220;aproveitar um momento recorde de otimismo no empresariado asi\u00e1tico com o Brasil&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Guimar\u00e3es, que participou de reuni\u00f5es em Pequim entre politicos chineses e o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mour\u00e3o, em maio deste ano, os principais projetos oferecidos pelos brasileiros se referem a aeroportos, ferrovias e portos. Eles est\u00e3o em fase de finaliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 que as concess\u00f5es sejam oferecidas por meio de concorr\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a professora Karin Vazquez, chefe do Centro de Estudos dos BRICS da Universidade Fudan, em Xangai, o presidente brasileiro desembarca na China ap\u00f3s sofrer um &#8220;choque de realidade&#8221; posterior \u00e0s elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;H\u00e1 uma diferen\u00e7a normal entre o discurso eleitoral e o de governo. O eleitoral usa um apelo popular, exageros, uma ret\u00f3rica para ganhar um eleitorado que n\u00e3o conhece a China ou o com\u00e9rcio internacional. \u00c9 o que ganha voto&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Depois que assume, o presidente \u00e9 imediatamente pressionado pelo lobby do agroneg\u00f3cio, pelas confedera\u00e7\u00f5es de industria. Ele se d\u00e1 conta que quase 30% da pauta de exporta\u00e7\u00f5es se refere \u00e0 China. E percebe que n\u00e3o fazer neg\u00f3cios com chineses em 2019 \u00e9 inconceb\u00edvel para qualquer pa\u00eds&#8221;, prossegue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A China \u00e9 o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em todo o planeta. De janeiro a setembro de 2019, 27,6% do total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras foram para o pa\u00eds asi\u00e1tico. No mesmo per\u00edodo, a China tamb\u00e9m ocupou o primeiro lugar entre os pa\u00edses de origem das importa\u00e7\u00f5es brasileiras, com 19,9% do total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Favor\u00e1vel ao Brasil h\u00e1 10 anos, o super\u00e1vit entre os dois pa\u00edses saltou de US$ 11,8 bilh\u00f5es para US$ 29,5 bilh\u00f5es entre 2016 e 2018, de acordo com dados oficiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8216;China quer namorar o Brasil&#8217;<br \/>\nO pragmatismo com que os chineses s\u00e3o conhecidos no mundo dos neg\u00f3cios fala mais alto que qualquer sentimento de rancor ou desconfian\u00e7a, na opini\u00e3o dos entrevistados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O chin\u00eas sempre observa calmamente o que acontece antes de fazer qualquer movimento. Eles n\u00e3o agem por emo\u00e7\u00e3o ou impulso, como fez Bolsonaro&#8221;, diz Eduardo Ponticelli, um empres\u00e1rio brasileiro que vive h\u00e1 12 anos na China intermediando importa\u00e7\u00f5es de produtos brasileiros e exporta\u00e7\u00f5es para o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A visita do vice-presidente Mour\u00e3o ao pa\u00eds, em maio, trouxe tranquilidade aos chineses, segundo diplomatas ouvidos pela BBC News Brasil em condi\u00e7\u00e3o de anonimato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mour\u00e3o acabou apertando as m\u00e3os e acalmando Xi Jinping em pessoa, meses antes do chefe de Estado chin\u00eas encontrar o presidente brasileiro&#8221;, lembra um membro do Itamaraty. &#8220;\u00c9 um protocolo torto, mas mostrou que o governo brasileiro n\u00e3o pensa daquela maneira.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Ponticelli, a experi\u00eancia de Mour\u00e3o e o prest\u00edgio do ministro Paulo Guedes (Economia) desfizeram qualquer m\u00e1 impress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Hoje, o que ou\u00e7o dos chineses \u00e9 que a China quer namorar o Brasil e roub\u00e1-lo do Trump&#8221;, brinca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O coment\u00e1rio surge em meio \u00e0 guerra comercial travada entre Washington e Pequim &#8211; um dos principais impulsionadores do recorde nas trocas comerciais registrada no ano passado entre chineses e brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;No curto prazo, os ganhos foram significativos principalmente no agroneg\u00f3cio e no mercado de soja&#8221;, lembra o doutor em ci\u00eancia pol\u00edtica Mauricio Santoro, especialista em rela\u00e7\u00f5es Brasil-China e professor do Departamento de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Uerj.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mas a guerra comercial cria uma instabilidade grande no sistema multilateral de com\u00e9rcio, cria desrespeito a regras da OMS, aumenta o protecionismo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chineses e americanos sinalizam uma poss\u00edvel tr\u00e9gua por meio de um novo acordo comercial \u2014 que traria dor de cabe\u00e7a aos brasileiros. &#8220;Em uma situa\u00e7\u00e3o de acordo, o Brasil perde, porque chineses v\u00e3o precisar comprar mais produtos agr\u00edcolas dos americanos&#8221;, diz Santoro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, al\u00e9m de principal parceiro comercial, segundo o Banco Central, a China \u00e9 o 9\u00ba maior investidor no Brasil. Os recursos chineses s\u00e3o destinados principalmente a energia (gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o, al\u00e9m de petr\u00f3leo e g\u00e1s) e infraestrutura (portu\u00e1ria e ferrovi\u00e1ria), de acordo com o Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Honraria m\u00e1xima a um Chefe de Estado<br \/>\nA estrutura organizada pelo governo chin\u00eas para receber o l\u00edder brasileiro mostra que n\u00e3o parece haver ressentimentos sobre os coment\u00e1rios de Bolsonaro na elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tarde de sexta-feira (hor\u00e1rio chin\u00eas), Bolsonaro ser\u00e1 recebido no Grande Pal\u00e1cio do Povo pelo presidente Xi JinPing, pelo primeiro-ministro, Li Keqiang, e pelo Presidente da Assembleia Popular da China, Li Zhanshu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 noite, Xi Jinping oferece jantar ao presidente brasileiro junto aos principais CEOs chineses \u2014 entre os quais, especula-se, o magnata Jack Ma, fundador do imp\u00e9rio de vendas online AliBaba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos encontros com as autoridades chinesas, Bolsonaro tamb\u00e9m participa de um jantar organizado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, com empres\u00e1rios brasileiros que fazem neg\u00f3cios com a China.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Se compararmos essa viagem com a abertura da Assembleia-Geral da ONU, veremos outro Bolsonaro. Nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, ele mostrou seu lado mais extremo, com a ret\u00f3rica antiglobalista e um nacionalista extremado que n\u00e3o reconhece preocupa\u00e7\u00f5es globais, como meio ambiente. Na China, ele vai se comportar de forma mais trivial, cordial, o que j\u00e1 \u00e9 um ganho para o Brasil&#8221;, avalia Mauricio Santoro, da UERJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, junto a toda a cordialidade do encontro, obst\u00e1culos politicos podem dificultar a lua de mel econ\u00f4mica entre os presidentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nova Rota da Seda<br \/>\nAvaliado como o maior projeto de pol\u00edtica externa da China em 40 anos, a Nova Rota da Seda \u00e9 um mega programa de investimentos em infraestrutura que deve movimentar mais de 1 trilh\u00e3o de d\u00f3lares vindos da China em mais de 70 pa\u00edses com a constru\u00e7\u00e3o de portos, ferrovias, estradas, gasodutos e oleodutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo chin\u00eas \u00e9 expandir o acesso de seus produtos a outros mercados, ao mesmo tempo em que multiplica a presen\u00e7a de suas multinacionais ao redor do mundo e amplia seu acesso a recursos naturais escassos em seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto, que inicialmente se concentrava na \u00c1sia e na \u00c1frica, se expandiu para a Am\u00e9rica Latina, onde j\u00e1 tem a ades\u00e3o de 19 pa\u00edses \u2014 o principal deles \u00e9 o Chile, somado a economias menores no Caribe e na Am\u00e9rica Central.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ades\u00e3o formal de uma economia forte como a brasileira ao projeto seria uma enorme vit\u00f3ria pol\u00edtica para os chineses e \u00e9 um dos principais esfor\u00e7os da diplomacia de Pequim no momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema, no entanto, \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o que isso causaria em Washington.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O discurso do Brasil \u00e9 de querer estes investimentos, mas pelo Programa de Parceria de Investimentos (PPI), e n\u00e3o pela Rota da Seda&#8221;, explica Santoro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O Brasil quer evitar o \u00f4nus pol\u00edtico na sua rela\u00e7\u00e3o com os EUA. \u00c9 uma preocupa\u00e7\u00e3o leg\u00edtima. Apoiar o projeto chin\u00eas \u00e9 se posicionar diante de uma disputa comercial intensa entre o pa\u00eds asi\u00e1tico e Donald Trump, que \u00e9 um parceiro-chave do Brasil neste momento&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a professora Karin Vazquez, o Brasil precisaria de contrapartidas fortes para aderir ao projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Traria um ganho pol\u00edtico imenso para a China, na medida em que a China tenta aumentar seu foot print (pegada, em ingl\u00eas) na Am\u00e9rica Latina. Mas, do lado do Brasil, n\u00e3o me parecem claras as vantagens para um pa\u00eds que j\u00e1 atrai investimentos do tipo h\u00e1 d\u00e9cadas e j\u00e1 \u00e9 uma das maiores economias do continente.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tulio Cariello, do Conselho Empresarial Brasil-China, concorda. &#8220;Uma eventual assinatura teria efeito mais pol\u00edtico do que econ\u00f4mico. A vantagem teria que estar muito clara para o Brasil embarcar&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Commodities, burocracia e o mercado consumidor chin\u00eas<br \/>\nNos \u00faltimos anos, o governo chin\u00eas tem investido pesado na expans\u00e3o da import\u00e2ncia do consumo no seu PIB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De 1978, com o processo de abertura da economia chinesa, at\u00e9 hoje, o PIB do pa\u00eds cresceu 172 vezes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O analfabetismo, que alcan\u00e7ava 80% da popula\u00e7\u00e3o, hoje se aproxima de zero. A expectativa de vida saltou de 35 anos para 75.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com isso, uma nova classe m\u00e9dia, mais conectada aos costumes do ocidente e \u00e1vida por consumo, se consolidou no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Muitos politicos e empres\u00e1rios no Brasil t\u00eam uma vis\u00e3o da China pr\u00e9-revolu\u00e7\u00e3o, ou o pa\u00eds que produzia artigos baratos e de baixa qualidade. \u00c9 uma vis\u00e3o muito estigmatizada e antiga, que faz com o que o Brasil n\u00e3o aproveite as maiores oportunidades desse mercado&#8221;, avalia a professora Vazquez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estamos falando sobre um pa\u00eds que desenvolveu uma lua artificial para oferecer energia, que criou o trem-bala mais r\u00e1pido do mundo, que lidera a quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, pautada por tecnologia de ponta, cidades inteligentes, big data, ciber-seguran\u00e7a&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas por que o Brasil n\u00e3o exporta produtos industrializados para essa sociedade em ebuli\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso do caf\u00e9 oferece respostas interessantes.<br \/>\n&#8220;O Brasil \u00e9 o maior exportador mundial de caf\u00e9 bruto. Pela primeira vez na hist\u00f3ria, os chineses, tradicionais consumidores de ch\u00e1, est\u00e3o se tornando grandes bebedores de caf\u00e9. O mercado est\u00e1 crescendo a quase 40% ao ano. Seria \u00f3timo para o Brasil&#8221;, conta Mauricio Santoro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jovem chin\u00eas, no entanto, n\u00e3o procura o caf\u00e9 ensacado tradicional do supermercado, mas variedades &#8220;gourmet&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Este n\u00e3o \u00e9 o caf\u00e9 brasileiro. \u00c9 um caf\u00e9 com forte valor agregado em marketing. Um caf\u00e9 para um consumidor que est\u00e1 ficando mais refinado, mais rico. O Brasil poderia entrar nesse mercado, mas ainda n\u00e3o associa seus produtos a esta imagem e acabamos ficando presos \u00e0s mat\u00e9rias-primas.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado, os chineses reclamam da dificuldade de investir no Brasil \u2014 principalmente a burocracia estatal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O ICMS \u00e9 um bom exemplo. Os chineses reclamam muito porque h\u00e1 uma regra diferente para cada Estado. No final das contas, s\u00e3o v\u00e1rias regras diferentes para pagamentos de impostos e isso dificulta muito o trabalho&#8221;, diz Santoro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o Nacional da ADCAP.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os diretores da FINDECT visitaram os gabinetes dos deputados federais e articularam\u00a0apoio pol\u00edtico em defesa dos Correios Findect 23\/10\/19 Os diretores da FINDECT Wilson Ara\u00fajo (MA), Maxy Morais (TO), Silvana&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3,43],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12978"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12978\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}