{"id":11572,"date":"2019-01-23T16:51:27","date_gmt":"2019-01-23T16:51:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adcap.org.br\/?p=11572"},"modified":"2019-01-23T16:51:27","modified_gmt":"2019-01-23T16:51:27","slug":"adcap-net-23-01-2019-em-novo-julgamento-de-fraude-no-postalis-cvm-multa-acusados-veja-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/adcap-net-23-01-2019-em-novo-julgamento-de-fraude-no-postalis-cvm-multa-acusados-veja-mais\/","title":{"rendered":"Adcap Net 23\/01\/2019 &#8211; Em novo julgamento de fraude no Postalis, CVM multa acusados &#8211; Veja mais!"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>POSTALIS VOLTOU A SER DESTAQUE<\/strong><\/h1>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>NA IMPRENSA<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>Em novo julgamento de fraude no Postalis,\u00a0<\/strong><strong>CVM multa acusados<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto\u00c9<br \/>\n22\/01\/19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) condenou nesta ter\u00e7a-feira, 22, a BNY Mellon Ativos e a BNY Mellon DTVM, al\u00e9m dos operadores Eug\u00eanio Holanda, Carlos Farias e Eduardo Saad, a multa total de mais de R$ 120 milh\u00f5es. Eles foram acusados de causar preju\u00edzo de R$ 32,5 milh\u00f5es ao fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios dos <strong>Correios<\/strong>, o Postalis, na negocia\u00e7\u00e3o de ativos do Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o de Varia\u00e7\u00f5es Salariais (FCVS), do antigo Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o, aproveitando-se de uma falha no sistema da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da multa, a CVM proibiu o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky, o ex-diretor financeiro Adilson da Costa e o ex-diretor da BNY Mellon Ativos e da DTVM Jos\u00e9 Carlos de Oliveira de atuarem no mercado de valores mobili\u00e1rios por 70 meses. A BNY Mellon DTVM foi absolvida da acusa\u00e7\u00e3o de embara\u00e7o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o da CVM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a maior multa aplicada at\u00e9 agora em um caso relacionado a fraudes ocorridas na gest\u00e3o do fundo de pens\u00e3o dos Correios julgado pela autarquia. Os casos causaram preju\u00edzos de milh\u00f5es ao fundo e foram alvo de uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) e da opera\u00e7\u00e3o Greenfield da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No voto, o diretor-relator do processo, Gustavo Gonzales, rejeitou as alega\u00e7\u00f5es das defesas sobre responsabilidade da CEF por conta da falha na precifica\u00e7\u00e3o dos ativos no sistema. Ressaltou que a forma como as opera\u00e7\u00f5es foram realizadas, \u201cpor meio de fundos interpostos\u201d, refor\u00e7a a tese de fraude contra o Postalis e chamou aten\u00e7\u00e3o para o fato de o valor dos ativos n\u00e3o ter sido atualizado mesmo ap\u00f3s a comunica\u00e7\u00e3o do erro. Afirmou ainda que a participa\u00e7\u00e3o de gestores da funda\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o dos investimentos, apontada por alguns dos acusados, n\u00e3o os exime de responsabilidade, na avalia\u00e7\u00e3o da autarquia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As opera\u00e7\u00f5es foram feitas entre setembro de 2008 e fevereiro de 2011, por meio de dez fundos de investimentos, todos administrados e geridos, respectivamente, pela BNY Mellon DTVM e pela BNY Mellon Ativos. Na \u00e9poca, os ativos do FCVS de valor nulo apareciam sobrevalorizados no sistema da CEF e foram vendidos dessa forma para um fundo exclusivo do Postalis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No voto, acompanhado por unanimidade pelo colegiado da CVM, o relator calculou a multa de Eug\u00eanio Holanda e Carlos Farias em 2,5 vezes as vantagens obtidas com as transa\u00e7\u00f5es, estimadas em R$ 11,9 milh\u00f5es e R$ 2,9 milh\u00f5es, respectivamente. A multa de Carlos Saad foi fixada em 3,5 vezes o ganho de R$ 17,6 milh\u00f5es, obtido por meio de transa\u00e7\u00f5es realizadas no nome de sua mulher, Soraia Saad, j\u00e1 falecida. J\u00e1 a multa do BNY Mellon Ativos foi fixada 9% do valor total transacionado e a BNY Mellon DTVM foi punida em 10% do valor das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procurado, o BNY Mellon informou, por meio de sua assessoria de comunica\u00e7\u00e3o, que discorda da decis\u00e3o proferida pela CVM. \u201cAs empresas n\u00e3o tiveram participa\u00e7\u00e3o na suposta fraude, tampouco dela se beneficiaram. Ambas apresentar\u00e3o recurso no prazo legal\u201d, afirmam, frisando que cabe recurso \u00e0 decis\u00e3o.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>CVM condena ex-dirigentes do Postalis e\u00a0<\/strong><strong>agentes financeiros por opera\u00e7\u00e3o fraudulenta<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Globo<br \/>\n22\/01\/19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), \u00f3rg\u00e3o regulador do mercado de capitais, condenou nesta ter\u00e7a-feira ex-dirigentes do Postalis, fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios dos <strong>Correios<\/strong>, operadores financeiros e um banco a pagar um total de multas que ultrapassam R$ 120 milh\u00f5es pela realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o fraudulenta no mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo investiga\u00e7\u00f5es da Superintend\u00eancia de Processos Sancionadores da autarquia sobre irregularidades relacionadas a opera\u00e7\u00f5es envolvendo estrutura\u00e7\u00e3o de c\u00e9dulas de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e constitui\u00e7\u00e3o de fundos de investimentos, gestores de recursos se aproveitaram de uma pane nos sistemas de informa\u00e7\u00e3o da Caixa Econ\u00f4mica Federal para negociar t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica de baixo valor por pre\u00e7os acima do mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos maiores compradores dos pap\u00e9is foi o fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios dos Correios, por meio de fundos exclusivos de investimentos. O Postalis coleciona preju\u00edzos relacionados \u00e0 m\u00e1 gest\u00e3o de seus recursos e chegou a demandar contribui\u00e7\u00f5es extras dos participantes para cobrir o rombo em suas contas.<br \/>\nAl\u00e9m das multas, os agentes financeiros envolvidos tamb\u00e9m foram condenados \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de atuar no mercado de capitais por cinco anos e oito meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Postalis foi o maior alvo das autua\u00e7\u00f5es da Previc, que regula entidades de previd\u00eancia complementar, nos \u00faltimos seis anos contra fundos estatais. Entre 2012 e 2017, foram 43 autos de infra\u00e7\u00e3o aplicados ao fundo dos Correios, contra 28 sobre a Petros (da Petrobras), 13 sobre a Funcef (Caixa), tr\u00eas sobre a Previ (BB) e nenhum sobre a Real Grandeza (Furnas). Isso apesar de o Postalis ter o menor patrim\u00f4nio entre as cinco funda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>Em novo julgamento de fraude no\u00a0Postalis,\u00a0<\/strong><strong>CVM multa acusados<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estad\u00e3o<br \/>\n22\/01\/19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) condenou nesta ter\u00e7a-feira, 22, a BNY\u00a0Mellon Ativos e a BNY Mellon DTVM, al\u00e9m dos operadores Eug\u00eanio Holanda,\u00a0Carlos Farias e Eduardo Saad, a multa total de mais de R$ 120 milh\u00f5es. Eles\u00a0foram acusados de causar preju\u00edzo de R$ 32,5 milh\u00f5es ao fundo de pens\u00e3o dos\u00a0funcion\u00e1rios dos <strong>Correios<\/strong>, o Postalis, na negocia\u00e7\u00e3o de ativos do Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o\u00a0de Varia\u00e7\u00f5es Salariais (FCVS), do antigo Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o, aproveitando-se de uma falha no sistema da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da multa, a CVM proibiu o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky, o ex-diretor financeiro Adilson da Costa e o ex-diretor da BNY Mellon Ativos e da DTVM Jos\u00e9 Carlos de Oliveira de atuarem no mercado de valores mobili\u00e1rios por 70 meses. A BNY<br \/>\nMellon DTVM foi absolvida da acusa\u00e7\u00e3o de embara\u00e7o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o da CVM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a maior multa aplicada at\u00e9 agora em um caso relacionado a fraudes ocorridas na\u00a0gest\u00e3o do fundo de pens\u00e3o dos Correios julgado pela autarquia. Os casos causaram\u00a0preju\u00edzos de milh\u00f5es ao fundo e foram alvo de uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito\u00a0(CPI) e da opera\u00e7\u00e3o Greenfield da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No voto, o diretor-relator do processo, Gustavo Gonzales, rejeitou as alega\u00e7\u00f5es das\u00a0defesas sobre responsabilidade da CEF por conta da falha na precifica\u00e7\u00e3o dos ativos no\u00a0sistema. Ressaltou que a forma como as opera\u00e7\u00f5es foram realizadas, &#8220;por meio de fundos\u00a0interpostos&#8221;, refor\u00e7a a tese de fraude contra o Postalis e chamou aten\u00e7\u00e3o para o fato de o\u00a0valor dos ativos n\u00e3o ter sido atualizado mesmo ap\u00f3s a comunica\u00e7\u00e3o do erro. Afirmou\u00a0ainda que a participa\u00e7\u00e3o de gestores da funda\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o dos investimentos, apontada\u00a0por alguns dos acusados, n\u00e3o os exime de responsabilidade, na avalia\u00e7\u00e3o da autarquia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As opera\u00e7\u00f5es foram feitas entre setembro de 2008 e fevereiro de 2011, por meio de dez\u00a0fundos de investimentos, todos administrados e geridos, respectivamente, pela BNY\u00a0Mellon DTVM e pela BNY Mellon Ativos. Na \u00e9poca, os ativos do FCVS de valor nulo\u00a0apareciam sobrevalorizados no sistema da CEF e foram vendidos dessa forma para um\u00a0fundo exclusivo do Postalis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No voto, acompanhado por unanimidade pelo colegiado da CVM, o relator calculou a\u00a0multa de Eug\u00eanio Holanda e Carlos Farias em 2,5 vezes as vantagens obtidas com as\u00a0transa\u00e7\u00f5es, estimadas em R$ 11,9 milh\u00f5es e R$ 2,9 milh\u00f5es, respectivamente. A multa de\u00a0Carlos Saad foi fixada em 3,5 vezes o ganho de R$ 17,6 milh\u00f5es, obtido por meio de\u00a0transa\u00e7\u00f5es realizadas no nome de sua mulher, Soraia Saad, j\u00e1 falecida. J\u00e1 a multa do\u00a0BNY Mellon Ativos foi fixada 9% do valor total transacionado e a BNY Mellon DTVM foi\u00a0punida em 10% do valor das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procurado, o BNY Mellon informou, por meio de sua assessoria de comunica\u00e7\u00e3o, que\u00a0discorda da decis\u00e3o proferida pela CVM. &#8220;As empresas n\u00e3o tiveram participa\u00e7\u00e3o na\u00a0suposta fraude, tampouco dela se beneficiaram. Ambas apresentar\u00e3o recurso no prazo\u00a0legal&#8221;, afirmam, frisando que cabe recurso \u00e0 decis\u00e3o. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Estad\u00e3o.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>Dela\u00e7\u00e3o: Palocci abaixa e entrega os Fundos<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">QuidNovi<br \/>\n22\/01\/19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em depoimento ao MPF, Ant\u00f4nio Palocci confirmou que Henrique Barbosa, irm\u00e3o do atual presidente da CVM, Marcelo Barbosa, era o operador respons\u00e1vel pelo encaminhamento das opera\u00e7\u00f5es que levaram os fundos de pens\u00e3o Petros, Funcef e Postalis quase a bancarrota.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do grupo faziam parte al\u00e9m de Henrique Barbosa, Vagner Pinheiro (ex-Presidente da Petros e dos Correios), Ade\u00edlson Telles (chefe de Gabinete de Vagner), Marcelo Sereno (principal assessor de Jos\u00e9 Dirceu) e Carlos Gabas (ex-Ministro da Previd\u00eancia). Todos sob a lideran\u00e7a de Jo\u00e3o Vacari e geraram perdas de bilh\u00f5es de reais aos fundos estatais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os recursos teriam sido entregues a Jo\u00e3o Vacari para financiar as campanhas presidenciais de 2010 e 2014, entre outras.<\/p>\n<p>Segundo Palocci, caberia a Carlos Gabas com a ajuda de Henrique Barbosa promover uma \u201cblindagem\u201d junto aos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o (PREVIC e CVM), impedindo assim que as opera\u00e7\u00f5es do grupo fossem objeto de fiscaliza\u00e7\u00f5es e vazamentos.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es mostram que, estranhamente, a Postalis jamais foi objeto de interven\u00e7\u00e3o pela PREVIC durante a gest\u00e3o petista, o mesmo ocorrendo na CVM mesmo j\u00e1 havendo den\u00fancia de investimentos fraudulentos feitas pelos funcion\u00e1rios da Postalis desde 2011.<\/p>\n<p>A indica\u00e7\u00e3o de Marcelo Barbosa pelo presidente Temer a CVM foi referendada por Romero Juc\u00e1. Vale relembrar que o PMDB est\u00e1 t\u00e3o enrolado quanto o PT nas fraudes dos fundos de pens\u00e3o, que teriam beneficiado senadores como Juc\u00e1, Renan e Lob\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes da CVM, Marcelo Barbosa era um dos principais s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Vieira, Rezende e Barbosa que \u00e9 um dos maiores do Brasil no atendimento a fundos de pens\u00e3o.<\/p>\n<p>O escrit\u00f3rio tinha entre seus clientes os mesmo fundos que seu irm\u00e3o operava para o PT, como indicam as investiga\u00e7\u00f5es, num claro e ineg\u00e1vel conflito de interesses para o presidente de uma autarquia que deveria estar \u00e0 frente de punir quem prejudicou os milhares de participantes destes fundos.<\/p>\n<p>Henrique Barbosa, Ade\u00edlson Telles e Marcelo Sereno foram presos na opera\u00e7\u00e3o Rizoma, em abril de 2018, acusados de intermediarem opera\u00e7\u00f5es que teriam lesado o Postalis em quase um bilh\u00e3o de reais.<\/p>\n<p>Junto com eles foi preso Milton Lyra, cabe\u00e7a, tronco e membro de Renan Calheiros.<\/p>\n<p>O presidente Bolsonaro antes de sua partida para Davos acendeu a luz amarela na CVM at\u00e9 seu retorno. Assessores pr\u00f3ximos ao presidente garantem que o irm\u00e3o de Marcelo Barbosa n\u00e3o ser\u00e1 mantido \u00e0 frente da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM).<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>Em novo julgamento de fraude no Postalis,\u00a0<\/strong><strong>CVM multa acusados em R$ 120 milh\u00f5es<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">DCI<br \/>\n22\/01\/19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) condenou nesta ter\u00e7a-feira, 22, a BNY Mellon Ativos e a BNY Mellon DTVM, al\u00e9m dos operadores Eug\u00eanio Holanda, Carlos Farias e Eduardo Saad, a multa total de mais de R$ 120 milh\u00f5es. Eles foram acusados de causar preju\u00edzo de R$ 32,5 milh\u00f5es ao fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios dos <strong>Correios<\/strong>, o Postalis, na negocia\u00e7\u00e3o de ativos do Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o de Varia\u00e7\u00f5es Salariais (FCVS), do antigo Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o, aproveitando-se de uma falha no sistema da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da multa, a CVM proibiu o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky, o ex-diretor financeiro Adilson da Costa e o ex-diretor da BNY Mellon Ativos e da DTVM Jos\u00e9 Carlos de Oliveira de atuarem no mercado de valores mobili\u00e1rios por 70 meses. A BNY Mellon DTVM foi absolvida da acusa\u00e7\u00e3o de embara\u00e7o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o da CVM.Essa \u00e9 a maior multa aplicada at\u00e9 agora em um caso relacionado a fraudes ocorridas na gest\u00e3o do fundo de pens\u00e3o dos Correios julgado pela autarquia. Os casos causaram preju\u00edzos de milh\u00f5es ao fundo e foram alvo de uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) e da opera\u00e7\u00e3o Greenfield da Pol\u00edcia Federal.No voto, o diretor-relator do processo, Gustavo Gonzales, rejeitou as alega\u00e7\u00f5es das defesas sobre responsabilidade da CEF por conta da falha na precifica\u00e7\u00e3o dos ativos no sistema. Ressaltou que a forma como as opera\u00e7\u00f5es foram realizadas, &#8220;por meio de fundos interpostos&#8221;, refor\u00e7a a tese de fraude contra o Postalis e chamou aten\u00e7\u00e3o para o fato de o valor dos ativos n\u00e3o ter sido atualizado mesmo ap\u00f3s a comunica\u00e7\u00e3o do erro. Afirmou ainda que a participa\u00e7\u00e3o de gestores da funda\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o dos investimentos, apontada por alguns dos acusados, n\u00e3o os exime de responsabilidade, na avalia\u00e7\u00e3o da autarquia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As opera\u00e7\u00f5es foram feitas entre setembro de 2008 e fevereiro de 2011, por meio de dez fundos de investimentos, todos administrados e geridos, respectivamente, pela BNY Mellon DTVM e pela BNY Mellon Ativos. Na \u00e9poca, os ativos do FCVS de valor nulo apareciam sobrevalorizados no sistema da CEF e foram vendidos dessa forma para um fundo exclusivo do Postalis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No voto, acompanhado por unanimidade pelo colegiado da CVM, o relator calculou a multa de Eug\u00eanio Holanda e Carlos Farias em 2,5 vezes as vantagens obtidas com as transa\u00e7\u00f5es, estimadas em R$ 11,9 milh\u00f5es e R$ 2,9 milh\u00f5es, respectivamente. A multa de Carlos Saad foi fixada em 3,5 vezes o ganho de R$ 17,6 milh\u00f5es, obtido por meio de transa\u00e7\u00f5es realizadas no nome de sua mulher, Soraia Saad, j\u00e1 falecida. J\u00e1 a multa do BNY Mellon Ativos foi fixada 9% do valor total transacionado e a BNY Mellon DTVM foi punida em 10% do valor das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procurado, o BNY Mellon informou, por meio de sua assessoria de comunica\u00e7\u00e3o, que discorda da decis\u00e3o proferida pela CVM. &#8220;As empresas n\u00e3o tiveram participa\u00e7\u00e3o na suposta fraude, tampouco dela se beneficiaram. Ambas apresentar\u00e3o recurso no prazo legal&#8221;, afirmam, frisando que cabe recurso \u00e0 decis\u00e3o.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><strong>CVM multa em R$ 120\u00a0milh\u00f5es BNY e\u00a0<\/strong><strong>operadores por\u00a0fraude nos Correios<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amazonas Atual<br \/>\n22 de janeiro de 2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O colegiado da CVM (Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios) condenou nesta ter\u00e7a-feira, 22, ao pagamento de mais de R$ 120 milh\u00f5es em multa as empresas BNY Mellon Administra\u00e7\u00e3o de Ativos, BNY Mellon Servi\u00e7os Financeiros e os operadores Carlos Henrique de Farias, Eduardo Saad e Eug\u00eanio Holanda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O motivo da condena\u00e7\u00e3o foi a realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o fraudulenta no mercado de valores mobili\u00e1rios pelos agentes financeiros. Cabe recurso ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, ligado ao minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A condena\u00e7\u00e3o refere-se ao caso ocorrido entre setembro de 2008 e agosto de 2009, quando uma pane nos sistemas de informa\u00e7\u00e3o da Caixa Econ\u00f4mica Federal permitiu a gestoras de recursos negociarem pap\u00e9is da d\u00edvida p\u00fablica de baixo ou nenhum valor a pre\u00e7os acima do mercado. A suspeita da fraude foi revelada em dezembro de 2011 por reportagem da Folha de S.Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agentes de pelos menos duas gestoras privadas de receb\u00edveis teriam aproveitado o sistema da Caixa fora do ar para negociar t\u00edtulos com pre\u00e7os acima dos que eles valeriam efetivamente. Um dos maiores compradores desses pap\u00e9is foi o fundo de pens\u00e3o dos <strong>Correios<\/strong>, o Postalis, al\u00e9m de outros fundos privados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As empresas BNY Mellon Administra\u00e7\u00e3o de Ativos e BNY Mellon Servi\u00e7os Financeiros administravam fundos com recursos provenientes desses t\u00edtulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A CVM entendeu que houve uma esp\u00e9cie de conluio entre os envolvidos para gerar ganhos para as operadoras e gestoras, com a venda de pap\u00e9is acima de seu valor original, em detrimento das perdas para os investidores, em especial o Postalis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ex-dirigentes do Postalis tamb\u00e9m foram considerados culpados pela CVM por supostamente saberem do preju\u00edzo com o investimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo relat\u00f3rio do diretor da CVM Gustavo Machado Gonzalez, os preju\u00edzos provenientes das fraudes no Postalis chegam a R$ 32 milh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como os pap\u00e9is eram garantidos por um fundo do governo, se todos os compradores forem \u00e0 Justi\u00e7a cobrar suas perdas, o preju\u00edzo \u00e0 Uni\u00e3o poderia chegar a R$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a CVM, a Caixa chegou a alertar o BNY Mellon Servi\u00e7os Financeiros sobre o erro nos valores dos t\u00edtulos, mas a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria feito a atualiza\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil junto a seus clientes, tampouco alertado-os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda segundo a acusa\u00e7\u00e3o da CVM, as institui\u00e7\u00f5es \u201caceitaram realizar neg\u00f3cios sabidamente prejudiciais ao Postalis\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A CVM optou, ent\u00e3o, por estipular multa de R$ 4,5 milh\u00f5es ao BNY Mellon administra\u00e7\u00e3o de Ativos e de R$ 5,07 milh\u00f5es ao BNY Mellon Servi\u00e7os Financeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carlos Farias, Eduardo Saad e Eug\u00eanio Hollanda, agentes financeiros ligados \u00e0s gestoras que negociaram os primeiros t\u00edtulos com pre\u00e7os supervalorizados, foram condenados a multas de R$ 9,8 milh\u00f5es, R$ 59,9 milh\u00f5es e R$ 41,2 milh\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A CVM<br \/>\nentendeu que eles foram os maiores beneficiados com a venda dos t\u00edtulos e estipulou multas de duas vezes e meia os seus ganhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os ex-dirigentes do Postalis Adilson Flor\u00eancio da Costa e Alexej Predtechensky foram condenados a proibi\u00e7\u00e3o de atuar no mercado mobili\u00e1rio pelo per\u00edodo de 70 meses (5 anos e oito meses). Pena igual recebeu o ex-presidente do BNY Mellon Jos\u00e9 Carlos Oliveira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por meio de advogados que zeram sustenta\u00e7\u00e3o oral na tribuna da CVM, os oito acusados (seis pessoas f\u00edsicas e duas institui\u00e7\u00f5es financeiras) negaram m\u00e1 f\u00e9 nas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tom geral das defesas foi de que a Caixa deveria ser responsabilizada pelo erro no sistema que mais tarde levaria o Postalis e demais investidores a preju\u00edzo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, as empresas BNY Mellon Servi\u00e7os Financeiros e BNY Mellon Administra\u00e7\u00e3o de Ativos armaram que v\u00e3o recorrer da decis\u00e3o e alegaram que \u201cas empresas n\u00e3o tiveram participa\u00e7\u00e3o na suposta fraude, tampouco dela se beneficiaram\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o Nacional da ADCAP.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POSTALIS VOLTOU A SER DESTAQUE NA IMPRENSA Em novo julgamento de fraude no Postalis,\u00a0CVM multa acusados Isto\u00c9 22\/01\/19 A Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) condenou nesta ter\u00e7a-feira, 22, a BNY&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[3,43,26],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11572"}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11572\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcap.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}